sábado, 19 de setembro de 2015

Gilmar Mendes é articulador de forças obscurantistas, diz secretário da OAB


Do Jornal do Brasil: "Gilmar Mendes não é ministro, é articulador de forças obscurantistas", 
diz representante da OAB

O secretário da Comissão Especial de Mobilização de Reforma Política do Conselho Federal da 
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, comentou as declarações do ministro do STF 
Gilmar Mendes. Gilmar disse, nesta sexta-feira (18), que o governo atual é uma cleptocracia, ainda 
repercutindo o veto do Supremo ao financiamento empresarial de campanha."Gilmar Mendes não é ministro, ele é articulador político das forças mais conservadoras e obscurantistas do Brasil. Ele 
não representa a sociedade, 70% dela é contra o financiamento de campanha por empresas. O 
senhor Gilmar Mendes, articulado com Eduardo Cunha (presidente da Câmara), foi 
majoritariamente derrotado", criticou Arantes.
O representante da OAB rebateu o argumento do ministro de que a "governança corrupta" do PT está 
relacionada à defesa "com tanta força das (empresas) estatais". Ele esclareceu que a Adin (Ação 
direta de inconstitucionalidade) proposta pela OAB no Supremo é contra qualquer tipo de 
financiamento de pessoa jurídica, seja a empresa pública ou privada.
Arantes chamou os argumentos de Gilmar Mendes de falaciosos, como o que o veto à participação 
de empresas no processo eleitoral abrirá as portas para a prática do "caixa dois". O representante da 
OAB afirmou que a entidade iniciará um movimento pela fiscalização rigorosa das contas de 
campanhas, candidatos e partidos.
A direção do Partido dos Trabalhadores afirmou que não comentaria as declarações do ministro do 
Supremo.
Ontem, no plenário da Câmara, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) anunciou que entrará, em 
conjunto com outros parlamentares, com um pedido de impeachment do ministro do Supremo. 
Damous é ex-presidente da OAB-RJ. "Gilmar Mendes deve lavar a boca antes de falar da Ordem dos 
Advogados do Brasil. Todos os requisitos para uma possível propositura contra o ministro estão 
dados, ele é um atentado à democracia".
Wadih disse, ainda, que o ministro deveria esclarecer publicamente e prestar contas sobre um 
instituto de direito que seria seu. "Que ele dê esclarecimentos sobre seu instituto de direito público, 
dizer quais são os órgãos públicos com os quais ele tem convênio e prestar contas sobre a 
administração daquele instituto, que é muito mal afamado aqui em Brasília".
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