quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ZÉ DIRCEU ALERTA O GOVERNO PETO-TUCANO


José Dirceu, repercutindo a ala lulo-petista que contesta a cota do PSDB ( a equipe econômica 
do ministro da Fazenda, Joaquim Levy) no Governo Dilma Rousseff.

Abaixo, o texto de José Dirceu: 

“Que 2ª feira! Calor, aumento de impostos num pacotaço anunciado pelo ministro da Fazenda, de juros 
e queda de energia em importantes cidades do país causada pela onda de calor inédita no pais…Ontem 
nem parecia uma 2ª feira, estava mais para uma 6ª feira 13. Só noticias ruins.
O aumento de impostos e dos juros são apenas consequências, desdobramentos da busca de um 
superavit de 1,2% do PIB este ano. A elevação dos juros visa derrubar a demanda e vem casada com o 
aumento do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras para os empréstimos às pessoas físicas. Aí, 
também refreando o consumo.
Caminhamos assim – conscientemente, espero, por parte do governo – para uma recessão com todas as 
suas implicações sociais e políticas. Fica evidente, empiricamente, pela prática, que o aumento dos 
juros não refreou a inflação cujas causas estão fora do alcance da política monetária do Banco Central 
(BC), mas nos preços administrados, serviços e alimentos.
Quando a inflação cair…se cair…
Assim, quando a inflação cair – se cair… – será pela queda violenta da demanda e não pela alta dos 
juros. O que espanta é o silêncio de nossas autoridades sobre os efeitos da atual taxa Selic de 11,75% – 
o sonho de consumo do mercado financeiro - e sobre o serviço da dívida interna de R$ 250 bi ao ano, 
ou o correspondente a 6% do PIB nacional. É a maior concentração de renda do mundo no período de 
um ano e para uma minoria detentora dos títulos públicos de nossa dívida interna.
Como a arrecadação cairá com a recessão é preciso de novo que nossas autoridades expliquem como 
farão o superávit e manterão os investimentos públicos e os gastos sociais. Têm de explicar: como o 
pais voltará a crescer?
Fora o fato que as autoridades da área econômica diariamente criticam abertamente os bancos públicos 
e seu papel de vanguarda no financiamento subsidiado (porque necessário) de nossa indústria, 
agricultura, infraestrutura social e econômica. A pergunta que não cala é: quem os substituirá, quem 
continuará a desempenhar esse papel dos bancos oficiais?
Semana começa com muita apreensão sobre os rumos do país
Sobre o efeito maléfico e daninho dos juros altos na valorização do real e nas contas externas também 
nada, nem uma palavra… Nossa indústria que se vire. A semana começa, assim, com muita apreensão 
pelos caminhos do país. Mas podem ter certeza, com muita festa no mercado financeiro e nas redações 
de nossa mídia.
Mesmo que haja algum choro e ranger de dentes pelo aumento dos impostos, no fundo dirão, melhor 
assim que uma reforma tributária que taxe os ricos, o patrimônio e a renda, as fortunas e heranças e os 
fantásticos lucros financeiros. Isso, talvez, explique o silêncio dos responsáveis pela política econômica 
e pelo governo sobre a volta da CPMF ou de algum outro imposto ou tributo equivalente e que cumpra 
seu papel.”
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Um comentário:

  1. Fácil criticar, mas apontar como se vai aprovar a "reforma tributária que taxe os ricos, o patrimônio e a renda, as fortunas e heranças e os
    fantásticos lucros financeiros", neca. Quem sabe com um novo mensalão para comprar os votos de deputados e senadores vagabundos que os vendem no Congresso Nacional, assim como em todas as câmaras de vereadores, todas as assembleias legislativas...

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