quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O DESESPERO DOS EUA



Os EUA estão apostando que os baixos preços do petróleo destruirão os regimes dos três maiores 
produtores de petróleo que há sob o controle político e/ou militar dos EUA. São: Venezuela, Irã e, 
claro, a Rússia. São tiros de longo alcance, mas, sem qualquer outra carta para jogar, os EUA estão 
desesperados.
Será que a Venezuela vale, como prêmio, o que custa? Tentativas anteriores para “mudar o regime” na 
Venezuela falharam; por que essa, agora, seria bem-sucedida? O Irã aprendeu a sobreviver apesar das 
sanções ocidentais e mantém laços comerciais com China, Rússia e com alguns outros países para 
trabalhar à volta deles. 
No caso da Rússia, ainda não se consegue ver com clareza que fruto, se houver algum, as políticas 
ocidentais almejam colher.Claro, derrubar os governos de todos esses três petroestados, destruí-los 
economicamente, “privatizar” seus recursos de petróleo e bombeá-los gratuitamente, usando trabalho 
estrangeiro seria exatamente o tiro no ombro que os EUA estão procurando. 
Mas, se você está acompanhando as coisas, já viu que quase nada leva a crer que os EUA consigam 
sempre o que mais querem, e se se analisam eventos recentes, nada sugere que consigam seja lá o que 
for. 
Quais dos gambitos que a política externa dos EUA tentou nos tempos recentes recompensaram os 
EUA pelo muito que custaram aos EUA, como os EUA esperavam que recompensassem?
Assim, por enquanto, todos os produtores de petróleo estão continuando a bombear sem parar. Alguns 
produtores têm amparo financeiro para produzir com prejuízo, e o farão para proteger sua fatia de 
mercado. 
Outros produtores simplesmente enterraram o dinheiro na perfuração dos poços, mas pagaram 
empréstimos suficientes, enquanto o preço do petróleo ainda estava alto, para continuar produzindo 
com lucros, mesmo com os preços mais baixos. Por fim, vários produtores (a Rússia à frente deles) 
podem obter algum pequeno lucro mesmo com o barril vendido a US$ 25 − US$ 30 (não fossem as 
taxas e tarifas).
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