sábado, 13 de dezembro de 2014

‘Exigir’ a saída de Graça Foster é uma manobra cínica e oportunista


Graça Foster está na mira da oposição cara de pau

por : Paulo Nogueira

A oposição exige que Dilma mande embora Graça Foster.
Um momento: exige?
Quantos votos a oposição teve? Bastaria que vencesse a eleição para que Graça fosse tirada da 
Petrobras.
Mas perdeu.
Então, não há o menor sentido em exigir nada.
O que a oposição está querendo, com a contribuição milionária da imprensa, é fingir que os problemas 
na Petrobras se iniciaram com o PT.
Não adianta o delator Paulo Roberto Costa haver dito que a coisa vem lá de trás, desde que ele se 
conhece como funcionário da Petrobras, coisa da época de Sarney.
Não adianta também, nas evocações que são feitas hoje a Paulo Francis, recordar que as denúncias 
dele diziam respeito à Petrobras de FHC.
Mas eram outros tempos, aqueles de Francis.
Quando Francis falava – com sua costumeira leviandade – de corrupção na Petrobras, ninguém 
conectava a empresa a FHC.
Agora, qualquer coisa ruim na Petrobras é logo vinculada a Dilma, a Lula e ao PT.
É muita cara de pau da oposição exigir a cabeça de Graça antes que se comprove qualquer 
envolvimento dela com as delinquências.
Pela mesma lógica, Alckmin já deveria ter demitido o presidente do Metrô, indiciado na roubalheira.
Para não falar no conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Robson Marinho, que continuou 
“fiscalizando” as despesas do governador de São Paulo quando a Suíça já avisara fazia tempo que 
bloqueara uma conta milionária dele por ter sido abastecida com propinas.
Alguém exigiu de Alckmin que fizesse alguma coisa? Jabor, Dora Kramer, Merval – qualquer um 
deles fez perorações moralistas sobre tais casos?
Entregar a cabeça de Graça apenas porque a oposição “exige” seria um sinal de extrema fraqueza de 
Dilma.
Se houver fatos concretos que a desabonem, que se faça o que tiver que ser feito.
Se não, que sejam criadas barreiras para que a Petrobras não seja abjetamente usada por interesses 
políticos – algo que a rigor acontece desde que ela foi fundada.
Antes de exigir qualquer coisa, a oposição – especificamente o PSDB – deve à sociedade uma 
explicação sobre a denúncia de que um ex-presidente seu, Sérgio Guerra, teria embolsado 10 milhões 
de reais em troca de inviabilizar uma CPI.
Dias atrás, vazaram informações de que Aécio teria sofrido pressões da Odebrecht para maneirar no 
caso Petrobras. Anotações vazadas pela Polícia Federal sugerem que Aécio, sob pressão, teria escalado 
os senadores Álvaro Dias e Mario Couto para “fazer circo”.
Com tudo isso ainda por ser esclarecido, é Graça quem tem que pagar a conta?
É muito cinismo.
Ou, para usar uma palavra tão usada por Aécio na sua fracassada campanha, muita leviandade.

PETROBRAS: EX-GERENTE DELATA PORQUE FOI 
CULPADA



Jornal GGN – A Petrobras divulgou na noite de ontem, sexta-feira (12), esclarecimentos a respeito das 
matérias publicadas na mídia sobre as denúncias de Venina Velosa. De acordo com a companhia, a 
afirmação de que não houve apuração nos casos denunciados por ela não procede.
“A Petrobras instaurou comissões internas de apuração, entre as quais uma referente aos procedimentos 
de contratação nas obras da RNEST, em 2014. A empregada foi ouvida nesta comissão, momento em 
que teve a oportunidade mas não revelou os fatos que está trazendo agora ao conhecimento da 
imprensa”, afirma a nota. E continua “A empregada guardou estranhamente por cerca de 5 anos o 
material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão”.
A Petrobras afirma que Venina foi responsabilizada na Comissão “por não conformidades 
consideradas relevantes” e destituída da função de diretora presidente da empresa Petrobras Singapore 
Private Limited. A ameaça de divulgar irregularidades teria sido uma chantagem para ser mantida no 
cargo.
empregada Venina Velosa

Com referência às matérias publicadas na imprensa a respeito de denúncias feitas pela empregada Venina Velosa, a Petrobras reitera que tomou todas as providências para elucidar os fatos citados nas reportagens. Não procede a afirmação de que não houve apuração por parte da Companhia em nenhum dos três casos citados por ela: RNEST, Compra e Venda de BUNKER e Irregularidades da Gerência de Comunicação do Abastecimento.
A Petrobras instaurou comissões internas de apuração, entre as quais uma referente aos procedimentos de contratação nas obras da RNEST, em 2014. A empregada foi ouvida nesta comissão, momento em que teve a oportunidade mas não revelou os fatos que está trazendo agora ao conhecimento da imprensa. A empregada guardou estranhamente por cerca de 5 anos o material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão.
A empregada foi citada no relatório desta Comissão com referência a responsabilidades por não conformidades consideradas relevantes. O resultado foi enviado às Autoridades Competentes (MPF, PF, CVM, CGU e CPMI) para as medidas pertinentes. A empregada foi destituída da função de diretora presidente da empresa Petrobras Singapore Private Limited em 19/11/2014, após o que ameaçou seus superiores de divulgar supostas irregularidades caso não fosse mantida na função gerencial.
A Petrobras instaurou comissões internas em 2008 e 2009 para averiguar indícios de irregularidades em contratos e pagamentos efetuados pela gerência de Comunicação do Abastecimento. O ex-gerente da área foi demitido por justa causa em 3 de abril de 2009, por desrespeito aos procedimentos de contratação da Companhia. A demissão não foi efetivada naquela ocasião porque seu contrato de trabalho estava suspenso, em virtude de afastamento por licença médica. A demissão foi efetivada em 2013. O resultado das análises foi encaminhado para a CGU e MP/RJ e há uma ação judicial em andamento visando ao ressarcimento dos prejuízos causados à companhia pelo ex-empregado.
Após resultado do Grupo de Trabalho constituído em 2012, a Petrobras aprimorou os procedimentos de compra e venda de bunker, com a implementação de controles e registros adicionais. Com base no relatório final, a Companhia adotou as providências administrativas e negociais cabíveis. 
A Petrobras possui uma área corporativa responsável pelo controle de movimentações e auditoria de perdas de óleo combustível, que não constatou nenhuma não conformidade no período de 2012 a 2014.
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