segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BLOGALHAS


Nem a caricatura reflete o que a gente vê em certas redações e lê em muitos blogs

por Nirlando Beirão

Não esperem muitos afagos para com os jornalistas da parte do jornalista – ou ex – Aguinaldo Silva.
Não que a categoria não mereça, no atropelo sistemático dos fatos, na intrepidez estúpida com que 
anseia por destruir reputações. Mas o autor de Império claramente promove uma vendetta pessoal. 
Muito divertida, por sinal.
É dura a vida de um roteirista de primeira classe – Aguinaldo só frequenta o horário nobre – às voltas 
com a dor de cotovelo dos críticos e com o amadorismo dos focas. Ex-editor do semanário Lampião, 
publicação dirigida ao público gay que agrupava talentos nos anos 70, Aguinaldo conhece as ciladas 
da notícia.
Os eventos que se seguiram às acusações contra a empresa do comendador José Alfredo ­– corrupção, 
propinas, fraudes fiscais, só para variar – incluíram, na reação dos denunciados, os fatais gritos de 
“abutres, abutres” dirigidos ao eriçado cordão de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Talvez 
Aguinaldo gostasse de se juntar ao coro de impropérios.
A vingança maior vem na figura de Téo Pereira, a serpente afetadíssima que destila, em seu blog 
futriqueiro de muitos likes, venenos e achaques. Téo seria uma caricatura grosseira se o personagem 
não fosse na realidade um concentrado de trêfegas criaturinhas que a gente vê nas redações por aí 
afora, da que traz o aval do Barão de Limeira àquela que tem como patrono o imortal Roberto Marinho.
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