Jornal GGN – Marina Silva vai deixar o PSB no começo de 2015 para apresentar ao TSE uma
segunda tentativa de criar como partido político a Rede Sustentabilidade. Mas o grupo de
Marina está rachado depois do apoio a Aécio Neves no segundo turno e dissidentes já cogitam
Apoio a Aécio no 2º turno rachou grupo político da ex-ministra e dissidentes cogitam montar
sigla 'horizontal de esquerda'
Terceira colocada na eleição presidencial deste ano, a ex-ministra Marina Silva deixará o PSB no
sigla 'horizontal de esquerda'
Terceira colocada na eleição presidencial deste ano, a ex-ministra Marina Silva deixará o PSB no
começo de 2015, quando pretende apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os papéis
necessários para a segunda tentativa de transformar em partido o seu grupo político, a Rede
Sustentabilidade. A movimentação ocorre ainda sob impacto do racha entre os "marineiros" após a
decisão de apoiar o tucano Aécio Neves no 2º turno.
A coleta de assinaturas, que estava congelada, foi retomada logo após a votação de 26 de outubro.
A coleta de assinaturas, que estava congelada, foi retomada logo após a votação de 26 de outubro.
Pelas contas dos dirigentes do grupo, faltam 32 mil rubricas certificadas para se atingir as 483 mil
exigidas pela lei. O número diminuiu em relação à 2013, quando o TSE negou o primeiro pedido de
registro da Rede, porque o cálculo leva em conta a última votação para a Câmara dos Deputados - em
2014, houve menos votos válidos que em 2010.
Por causa do apoio de Marina a Aécio, houve uma debandada de dirigentes e militantes da Rede. "Na
executiva de São Paulo, por exemplo, 7 dos 12 integrantes saíram", diz Célio Turino, ex-porta-voz dos
marineiros em São Paulo. O grupo também perdeu quadros importantes em Minas Gerais e em outros
Estados. "O apoio ao Aécio sinalizou outro caminho e criou um ambiente muito ruim. Isso aflorou um
conservadorismo na Rede", considera Turino.
Segundo ele, os que deixaram o grupo já se articulam para criar um outro partido, inspirado no
Segundo ele, os que deixaram o grupo já se articulam para criar um outro partido, inspirado no
"Podemos", agremiação espanhola de matriz esquerdista. "Falta no Brasil uma alternativa claramente
de esquerda e que seja ampla e horizontalizada", afirma o ex-marineiro.
"Havia um grupo que, com visão mais à esquerda, já questionava a entrada no PSB e sentiu-se
incomodado com a aproximação com o PSDB", reconhece Feldman, que foi tucano na maior parte da
carreira política.
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