
No Blog do Nelson
Como já era esperado, com o fim das eleições, o governo Jatene suspendeu o cadastramento de
Como já era esperado, com o fim das eleições, o governo Jatene suspendeu o cadastramento de
beneficiários para o Cheque Moradia. A interrupção ocorre menos de 15 dias depois do final do
segundo turno.
A ânsia de captar votos da população mais carente nos meses que antecederam a eleição em benefício
do candidato Simão Jatene fez com que o programa extrapolasse todas as metas e verbas disponíveis.
Entre concessões e cadastramento estima-se que o governo do Estado tenha registrado mais de 30 mil
Entre concessões e cadastramento estima-se que o governo do Estado tenha registrado mais de 30 mil
famílias no Cheque Moradia apenas em outubro, mês da eleição, num uso escancarado e explícito de
um programa social do Estado como instrumento de compra de votos.
Não há dúvida que o uso do benefício foi o maior caso de corrupção eleitoral já visto na história das
eleições no Pará. Lamentavelmente o Ministério Público Eleitoral só se deu conta da farra 48 horas
antes do segundo turno.
Dia 24/10 foi quando o MPE propôs ação cautelar preparatória de ação de investigação judicial
eleitoral (AIJE) contra o então recandidato Simão Robinson de Oliveira Jatene; José Cruz Marinho,
candidato na chapa a vice-governador; João Hugo Barral, presidente da Companhia de Habitação do
Estado do Pará (Cohab); Cláudia Zaidan, diretora da Cohab e Sônia Massoud coordenadora do
programa Cheque Moradia junto a lideranças comunitárias dos bairros de Belém, solicitando
liminarmente a interrupção da distribuição e pagamento do Cheque Moradia, para resguardar a
isonomia e equilíbrio do pleito.
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