O governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou à presidente Dilma Rousseff a proposta de
criação de uma frente de esquerda ou até um novo partido de apoio a seu governo para garantir
a governabilidade no segundo mandato; o grupo, segundo Gomes, reunirá parlamentares de
partidos de esquerda insatisfeitos com suas legendas; “Esse movimento, de ter uma frente ou
partido de centro, para além do PMDB, e um partido ou frente à esquerda, ajuda na
governabilidade e reduz o espaço para a pressão”, avaliou Cid.
Agência Brasil
O governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou hoje (4) à presidenta Dilma Rousseff a proposta de
Agência Brasil
O governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou hoje (4) à presidenta Dilma Rousseff a proposta de
criação de uma frente de esquerda ou até um novo partido de apoio a seu governo para garantir a
governabilidade no segundo mandato. O grupo, segundo Gomes, reunirá parlamentares de partidos de
esquerda insatisfeitos com suas legendas e que desejam garantir apoio a Dilma.
A iniciativa do governador cearense é paralela à estratégia do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) de
A iniciativa do governador cearense é paralela à estratégia do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) de
refundar o PL, também para fortalecer a base de apoio ao governo Dilma. “Esse movimento, de ter
uma frente ou partido de centro, para além do PMDB, e um partido ou frente à esquerda, ajuda na
governabilidade e reduz o espaço para a pressão”, avaliou Cid Gomes.
O governador não comentou a receptividade da presidenta à proposta, mas saiu da reunião no Palácio
do Planalto dizendo que já começará as articulações para a formação do novo bloco. O governador,
filiado ao PROS, disse que, além de seu partido, integrantes de legendas como o PDT, o PCdoB, o
PSB e até do PSOL podem vir a integrar o bloco ou novo partido.
“Isso tem que ser discutido para que a gente aprimore e veja a melhor estratégia. O ideal seria compor
“Isso tem que ser discutido para que a gente aprimore e veja a melhor estratégia. O ideal seria compor
inicialmente uma frente que possa evoluir na sequência para um novo partido, que resulte na fusão de
alguns partidos”, detalhou. A meta, segundo Gomes, é que o novo grupo tenha, pelo menos, 10% dos
parlamentares do Congresso, tamanho que só as bancadas do PT, PMDB e PSDB têm atualmente.
Antes de deixar o governo do Ceará, em dezembro, Cid Gomes disse que pretende ajudar Dilma a
enfrentar dificuldades de governar por conta de “sentimentos raivosos” resultantes do processo
eleitoral. “Quero ajudá-la nisso. E essa articulação é importante para reduzir um pouco a estratégia dos
que querem prejudicá-la, prejudicar o país, prejudicar o governo. Quero ajudá-la nisso, me coloquei à
disposição e vou fazer.”
Perguntado sobre uma eventual indicação para compor o ministério de Dilma no segundo mandato,
Gomes desconversou e disse que não comentará especulações. Seu objetivo após deixar o governo é
passar uma temporada nos Estados Unidos como consultor do Banco Interamericano de
Desenvolvimento.
Gomes veio a Brasília para o encontro com Dilma junto com o governador eleito do Ceará, Camilo
Gomes veio a Brasília para o encontro com Dilma junto com o governador eleito do Ceará, Camilo
Santana (PT). Os dois conversaram com a presidenta sobre grandes projetos de infraestrutura em
andamento no estado, como o Eixão das Águas e a ampliação do metrô de Fortaleza. O governador
eleito também apresentou demandas para os próximos anos, entre elas, a implantação de uma refinaria
da Petrobras.
“O primeiro pedido foi a refinaria. Já está tudo pronto, o governador Cid preparou todas questões
burocráticas exigidas para a implantação da refinaria e queremos que ela seja iniciada o mais rápido
possível. Já temos uma siderúrgica e a refinaria seria fundamental para o futuro do estado do Ceará”,
pediu Santana.
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