segunda-feira, 21 de julho de 2014

CHEIRO DE QUEIMADO NO AR



Ricardo Melo

Um avião civil é fulminado a 10 mil metros de altura, matando centenas de inocentes. Israel volta a
atacar Gaza sem piedade. No Iraque, os anos de intervenção americana resultaram na criação de um
califado. Na ausência de lideranças convincentes, a primavera árabe desembocou no inverno de outra
ditadura sanguinária no Egito. A direita avança na Europa.
Com a economia mundial em pandarecos, guerras são sempre uma válvula de escape para lubrificar a
engrenagem do capital, fazer a máquina girar. A extensão dos conflitos é imprevisível, principalmente
quando a ONU mostra-se cada vez mais uma entidade decorativa. Mas que há um odor muito forte de
queimado no ar, isto há.
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