quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tucanos remanescente do Pará em pleno ataque de nervos



No Blog do Parsifal

A água ferveu em uma reunião ontem (12), no escritório do senador Flexa Ribeiro (PSDB), em Belém.
Os protagonistas da ebulição foram o senador Mario Couto (PSDB) e o governador Simão Jatene. Como coadjuvantes atuaram deputados estaduais do PSDB presentes no paço da discórdia.
Na reunião, advertiu-se que alguns partidos da base aliada lançarão candidatos ao Senado: o PP, Jefferson Lima, o PSD o vice-governador Helenilson Pontes e o PTB o ex-prefeito de Belém Duciomar Costa, ou seja, o tucanato dividirá as plumas por quatro candidaturas senatorias, causando frestas que poderiam significar a derrota antecipada do senador Mario Couto.
Questão de importância de couro
A justificativa para cravar a peixeira nas costas de Couto seria que o couro de Simão Jatene é mais importante que o dele, e o tempo de televisão embarcado pelos partidos citados compensaria a hemorragia que os demais candidatos a senador causariam na reeleição do desterrado.
Zum, zum, zum, zum, zum zum, capoeira mata um!
Depois de ouvir a missa de corpo presente, Mario Couto insurgiu-se e distribuiu o que sabe fazer: pernadas para todos os lados, que causariam inveja ao mais exímio capoeirista.
Couto voltou a colocar Jatene na parede, ameaçando arrancar-lhes as plumas do peito e causar-lhe fissuras no bico caso não contornasse a intenção de escanteio, inclusive usando a tribuna do Senado para socar-lhe o estômago.
Segundo interlocutores presentes e confidenciados – estes íntimos de Couto – o senador não se rogará a descumprir os reptos, inclusive lançar-se-á pré-candidato ao governo do Estado, disputando a indicação na convenção do PSDB, com Jatene.
Falta de liderança
As conformações das chapas majoritárias de quem está alocado no governo são complicadas, pois achar fatoração de interesses divergentes e conveniências singulares é um exercício penoso, e Simão Jatene não conseguiu estocar liderança e autoridade suficiente para impor a sua própria conveniência sem levar os devidos safanões.
Logicamente o imbróglio será recorrido à instância superior, pois não é conveniente à candidatura de Aécio Neves, que experimenta franco crescimento, um palanque mal forjado no Pará, mas não é provável que o PSDB nacional concorde com um arranjo que tire a competividade de um Senador da legenda, em favor de outro que não somará tutano à sigla.
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