sábado, 21 de dezembro de 2013

Zé Dirceu: “Apesar da saudade, da indignação, continuo daquele meu jeito que você também conhece”


“Já na rotina para o tempo passar, lendo, estudando e trabalhando. Fazendo muita ginástica e 
planos. O estudo e o trabalho contam como remição de pena. O ambiente entre nós é bom e 
apesar da ilegalidade da prisão e do regime fechado, as condições carcerárias são razoáveis. 
Temos biblioteca e banho de sol, como todos os internos, inclusive acesso a uma cantina. Apesar 
da saudade, da indignação, continuo daquele meu jeito que você também conhece.” 
Zé Dirceu.

O advogado que ofereceu emprego a Dirceu disse que ele será subaproveitado na nova função, por causa de sua experiência política.
José Gerardo Grossi convidou Dirceu para tomar conta da biblioteca de seu escritório. O salário estipulado para Dirceu é de R$ 2.100.
“Hoje ele é um presidiário cumprindo pena. Eu não ofereci trabalho para o ministro, mas para o presidiário. Não tenho dúvida (que ele será subaproveitado), mas eu preciso de alguém para organizar a biblioteca e se ele não der conta vou ter que arrumar outro que faça”, afirmou.
Grossi disse que é amigo de Dirceu há quase 30 anos e que nunca lhe fez, nem recebeu, favores.
Alguns dias após a prisão do ex-ministro, o advogado foi visitá-lo no complexo da Papuda. “Ele me falou da expectativa de trabalho externo devido ao regime semiaberto. Eu falei que o escritório estava às suas ordens”, afirmou.
A decisão sobre o novo emprego de Dirceu caberá à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.
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