quinta-feira, 19 de maio de 2011

Preso e sob pressão, Strauss-Kahn renuncia

Durou menos de uma semana o esforço do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, de permanecer no cargo após a suspeita de cometer abuso sexual ao tentar estuprar uma camareira de hotel. Na noite de quinta-feira 18, o chefe do fundo, que está preso desde o fim de semana em Nova York, não suportou a pressão e renunciou. A saída de Strauss-Kahn era pedida por inúmeras autoridades internacionais, entre elas o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner.
Foi com “com infinita tristeza”, e alegando inocência, que o todo Strauss-Kahn, de 62 anos, disse ter deixado o posto, conforme comunicado divulgado pelo FMI.
“Neste momento penso primeiro em minha mulher – a quem amo mais do que qualquer coisa –, em meus filhos, em minha família, em meus amigos. Também penso em meus colegas no Fundo; juntos, alcançamos tantas coisas grandes nos últimos três anos”, disse.
A derrocada do então homem-forte do FMI muda, a partir de agora, o cenário para as eleições presidenciais na França, quando deveria lançar candidatura, e antecipa as discussões sobre a composição do fundo monetário. Antes da crise envolvendo Strauss-Kahn, analistas internacionais pediam que o órgão abrisse espaço em sua direção para autoridades de países emergentes, como Brasil e China.
*Com informações da Agência Brasil
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