segunda-feira, 12 de novembro de 2007

GOLPE DE MESTRE

Hugo Chávez é sagaz. É uma raposa, bem ao estilo de Fidel Castro. Faz da fraqueza a força. Tomou um pito de Jose Luiz Zapatero, o presidente de governo (ou primeiro-ministro da Espanha) ao vivo. Zapatero soou condescendente, como se estivesse dando uma aula de civilização. Para ajudar (a Chávez), o rei perdeu o juízo e mandou o presidente da Venezuela calar a boca.
Os dois entregaram de bandeja uma vitória a Chávez no plebiscito de 2 de dezembro, que vai aprovar a reforma constitucional escrita pela Assembléia Nacional controlada pelos chavistas. É que o presidente venezuelano, esperto, desembarcou em Caracas se fazendo de vítima, citando Bolívar, Manuela Saenz (a mulher de Bolívar), Guaicaipuru (cacique dos índios caribes, emboscado pelos espanhóis), José Leonardo Chirino (venezuelano, filho de escravos, que liderou uma insurreição contra a escravidão) e Tupac Amaru (o último grande líder inca).

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