
O jornalista Glenn Greenwald fez uma afirmação bombástica na manhã desta sexta-feira:
"quero ver Moro se segurar na cadeira depois das próximas revelações"; ele não antecipou
quais serão as próxima revelações da Vaza Jato do site Intercept; a frase é uma resposta à
afirmação de Moro de que não renunciará e ao desafio do ministro: "Se quiserem publicar
tudo, publiquem. Não tem problema"
247 - O jornalista Glenn Greenwald, que está à frente da Vaza Jato, a série de reportagens do site
Intercept que tem revelado as tramas de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol à frente da Lava Jato, fez
uma afirmação bombástica em entrevista ao programa de Juremir Machado na rádio Guaíba, de
Porto Alegre: "quero ver Moro se segurar na cadeira depois das próximas revelações". Ele não
antecipou quais são as revelações durante a entrevista na manhã desta sexta-feira (14).
A afirmação é uma resposta do jornalista à entrevista de Sérgio Moro a um dos jornalistas de
confiança da Operação Lava Jato, Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista,
publicada nesta sexta (aqui), Moro desafiou a Vaza Jato: "Se quiserem publicar tudo, publiquem.
Não tem problema". Moro garantiu que não pensa em renunciar.
Numa postura de confronto com a Vaza Jato, Moro acusou as reportagens de sensacionalismo:
"existe um sensacionalismo que tenta manipular a opinião pública. Pessoas que se servem de meios
criminosos para obter essas informações e nos atacar e a outras pessoas e que não veem um problema
ético em utilizar esse tipo de informação e fazer sensacionalismo. (...) Não tem nada ali, fora
sensacionalismo barato".
Ele garantiu ter apoio total de Bolsonaro, de "populares" e de "autoridades" e fez uma manobra com
o claro objetivo de mobilizar os militares em sua defesa, ao afirma que "o alvo são as instituições".
Os próximos dias dirão se Moro seguirá ministro ou não.
Um comentário:
Para ele sustentar como ministro só se o presidente aceitar a desmoralização dos poderes e o judiciário se acobertar e aceitar a o declínio constante do poder judiciario. Esse ministro tem que cair a bem da moral e das instituições democráticas.
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