terça-feira, 30 de junho de 2015

Caetano podia ir a Israel sem essa …


Cae, não enrola: qual é o cachê?

Querido Caetano,

Obrigado por tomar seu tempo para responder à minha carta. Diálogo é realmente importante. Eu vou responder aos pontos que você levantou. Temo que você possa estar vendo a política israelense com lentes cor-de-rosa. O fato é que, por muitas décadas, desde a Nakba (catástrofe, expropriação do povo palestino) em 1948, as políticas coloniais e racistas de Israel têm devastado a vida de milhões de palestinos.
O movimento BDS, ao qual estou pedindo que se junte, é um movimento global que demanda liberdade, justiça e igualdade para os palestinos. Está aumentando rapidamente por causa da crescente consciência internacional sobre a opressão que os palestinos têm suportado nesses últimos 67 anos. O atual regime de extrema direita de Netanyahu é apenas o último governo perpetrando atos cruéis de injustiça e colonização. Mas isso não é um problema apenas da direita. Foi, na verdade, o partido de esquerda Trabalhista que fundou o programa de assentamentos ilegais e que também falhou em acabar com a ocupação das terras palestinas e fazer a paz.
Em sua carta, você diz que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir acreditavam em Israel antes de morrer. Até pode ser, mas isso foi naquele tempo, talvez à época eles não soubessem ou não compreendessem a brutalidade da ocupação das terras palestinas e a subjugação de seu povo. No entanto, eu sei o seguinte, os assoalhos respingados de vinho e café do Café Flores e do Les Deux Magots hoje reverberariam com o som de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir revirando-se em seus túmulos ao ouvirem seus nomes usados em vão e pregados ao mastro da ocupação e opressão do povo palestino.
Você menciona o arcebispo emérito Desmond Tutu, ele está entre os que abraçam o BDS, já que ele observou as ações de Israel e tem profunda empatia com o povo palestino. Há, como ele apontou a você, um apartheid nos territórios ocupados que é tão definitivo e desumanizante como o que havia na África do Sul do apartheid, quando leis de passagem infames e racistas estavam em prática. Assim como na África do Sul, palestinos e seus direitos legais são definidos por sua origem racial ou religiosa. Você consegue imaginar uma coisa dessas no Brasil ou na Inglaterra ou nos EUA ou na Holanda ou no Chile, ou? Não. Por que não?
Porque é inaceitável, é por isso que não.
Caetano, se posso fazer uma pergunta, por que você não rejeitaria a cumplicidade com tamanha injustiça agora, assim como você certamente teria rejeitado o racismo branco contra a população negra da África do Sul nos anos 80?
Sua carta sugere que você acredita que seu futuro show em Tel Aviv pode ajudar a mudar a política israelense. Eu sugeriria que essa é uma posição ingênua. Infelizmente, não é apenas o governo israelense que precisa de uma mudança de mentalidade. Pesquisas indicam que impressionantes 95% do público judeu israelense apoiaram os bombardeios a Gaza em 2014 (561 crianças mortas), 75% não apoiam um Estado palestino baseado nas longamente negociadas fronteiras de 1967, e 47% acreditam que os cidadãos palestinos de Israel devem ser destituídos de sua cidadania.
Não, Caetano, tocar em Tel Aviv não vai mover o governo israelense ou a maioria dos israelenses nem um centímetro, mas vai ser visto como sua aprovação tácita ao status quo. Sua presença lá será usada como propaganda pela direita e proverá cobertura e apoio moral às políticas ultrajantemente racistas e ilegais do governo israelense.
É um dilema, eu sei, mas se você quer realmente influenciar o governo israelense, você se unirá a nós na linha de piquete do BDS. Nós estamos tendo um efeito poderoso, como você pode ver pela reação deles, os agressores vindo com toda a força para tentar esmagar nossas vozes de dissenso e nos silenciar.
Nós não seremos silenciados, somos fortes, e, juntos, nós podemos ajudar a libertar não só o povo palestino do jugo da opressão israelense, mas também o povo israelense da opressão de seu próprio excepcionalismo e dogma, que é fatal a ambos os povos.
Eu imploro a você para não proceder com sua participação em Tel Aviv. Em vez disso, tome a oportunidade de visitar Gaza e Cisjordânia e ver por você mesmo o que Sartre e Simone de Beauvoir não viveram para ver. Eu acredito que sua resolução de tocar em Tel Aviv se dissolverá em um mar de lágrimas e arrependimento.
Caetano, eu não conheço você, nunca nos encontramos pessoalmente, mas eu acredito que você tem boas intenções e não carrego nenhum ressentimento. Se você for a Tel Aviv, apesar de nossos apelos sinceros, e se você visitar Gaza ou os territórios ocupados, você pode muito bem ter uma epifania. Se você o fizer, por favor, nos procure, a todos nós, não só nas comunidades palestinas e judaicas, mas todos nós em solidariedade no Brasil e em outros lugares, todos nós no BDS por todo o mundo trabalhando por justiça e direitos iguais na Terra Santa. Nós iremos abraçá-lo.
Eu lhe agradeço de novo por se juntar a essa conversa. Por favor, vá e veja as coisas por si mesmo, mas sem se apresentar lá, sem cruzar a linha de piquete do boicote palestino. Talvez a UNRWA (agência da ONU para os refugiados palestinos) possa ajudar, eles certamente me ajudaram quando eu estava procurando a realidade. Vá e veja por você mesmo, você não terá que usar sua imaginação. A realidade é devastadora para além de qualquer coisa que você possa imaginar. Obrigado,

Seu colega,

Roger Waters

_____________________________________

DILMA CRITICA 'ESTRANHO VAZAMENTO SELETIVO'


Em Washington, onde concedeu entrevista ao lado do presidente Barack Obama, a presidente 
Dilma Rousseff disse que não vai demitir ministros baseada em denúncias veiculadas pela 
imprensa e acrescentou que condenar sem provas é uma prática da Idade Média; 
"Estranhamente, há um vazamento seletivo que alguns têm. E aí, durante um tempo, podem 
falar o que quiser porque aqueles que são mencionados não têm como se defender, porque não 
sabem do que são acusados", disse, sobre o vazamento da delação de Ricardo Pessoa; Dilma 
alfinetou o juiz Sérgio Moro ao dizer que não se pode condenar alguém sem provas; "A 
obrigação da prova é ser formada com fundamentos e não simplesmente com ilações ou sem 
acesso às peças acusatórias. Isso é um tanto quanto Idade Média, então não é isso que se 
pratica hoje no Brasil"
 
Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff voltou a criticar hoje (30) o que considera "vazamento seletivo" de depoimentos de delação premiada de investigados da Operação Lava Jato. Ela disse que não vai demitir ministros baseada em denúncias veiculadas pela imprensa e acrescentou que condenar sem provas é uma prática da Idade Média.
"Estranhamente, há um vazamento seletivo que alguns têm. E aí, durante um tempo, podem falar o que quiser porque aqueles que são mencionados não têm como se defender, porque não sabem do que são acusados", criticou Dilma, em entrevista ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após reunião de trabalho na Casa Branca.
No fim de semana, jornais publicaram trechos da delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, em que o executivo cita dois ministros próximos da presidenta Dilma Rousseff – da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva – como beneficiários do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
"Nunca demiti ministro, ou aceitei ministro nomeado pela imprensa ou demitido pela imprensa. E, assim sendo, vou aguardar toda a divulgação dos fatos para avaliar a situação. Agora, em princípio, acredito que seja necessário pelo menos que todos nós tenhamos acesso a mesma coisa. O governo brasileiro não tem acesso aos autos", reclamou.
Dilma acrescentou que é preciso respeitar o direito à defesa, conquistado com a democracia e que não se pode condenar alguém sem provas. "A obrigação da prova é ser formada com fundamentos e não simplesmente com ilações ou sem acesso às peças acusatórias. Isso é um tanto quanto Idade Média, então não é isso que se pratica hoje no Brasil".
A presidenta também defendeu a Petrobras. Disse que as denúncias de corrupção que envolveram alguns diretores não podem ser generalizadas para toda a estatal e que agora a empresa está bem gerida. "A Petrobras não é uma empresa sub judice. A Petrobras é uma empresa em pleno uso da sua atividade".
______________________________________________

SELETIVIDADE PRÓ-PSDB É UM MÉTODO NO JUDICIÁRIO


"A seletividade não é um acidente de percurso. Está na essência de investigações de grande 
interesse político — como a Lava Jato, a AP 470 — porque não interessa investigar todo e 
qualquer suspeito num país onde o Estado 'se legitima' quando atua em defesa do 'grupo 
dominante', nas palavras da professora Maria Silvia de Carvalho Franco", avalia Paulo 
Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; ele destaca que "quando uma investigação que 
deveria produzir uma decisão judicial isenta se transforma numa operação política, os 
objetivos mudam e os resultados também", com a culpa e a inocência já "definidas de 
antemão".

Por Paulo Moreira Leite

Sempre que a seletividade das investigações da Lava Jato se torna um fato evidente como a silhueta do Pão de Açúcar na paisagem do Rio de Janeiro, aliados do juiz Sérgio Moro sacam um argumento conhecido: "um crime deve ser tolerado só porque outros o praticam?"
Inteligente na aparência, esse argumento tenta esconder uma verdade mais dura, inaceitável. Vivemos num país onde a seletividade não é um acaso — mas um método.
Essa visão benigna do problema ressurgiu agora, quando a delação premiada de Ricardo Pessoa, mesmo voltada para produzir provas e acusações contra o governo Dilma, Lula e o Partido dos Trabalhadores, não pode deixar de jogar luzes sobre a campanha do PSDB e outros partidos de oposição.
O recursos estão lá, demonstrando que Aécio Neves recebeu mais dinheiro do que Dilma. Que Aloysio Nunes Ferreira levou uma parte em cheque, a outra em dinheiro vivo. Julio Delgado, o relator da cassação de dois parlamentares — José Dirceu e André Vargas — foi acusado de embolsar R$ 150 000 reais de uma remessa maior enviada a Gim Argello para enterrar uma das diversas CPIs sobre a Petrobras.
Será a mesma que permitiu ao senador Sergio Guerra, então presidente do PSDB, levar R$ 10 milhões, uma quantia 66 vezes maior que a de Julio Delgado, para fazer a mesma coisa? Ou essa era outra CPI?
Não sabemos e dificilmente saberemos. A presença de altas somas nos meios políticos é uma decorrência natural das regras de financiamento de campanha, criadas justamente para que os empresários sejam recebidos de portas abertas pelos partidos e candidatos, com direito às mesuras merecidas por quem carrega uma mercadoria tão essencial, não é mesmo?
Não custa lembrar: justamente o PSDB foi responsável pela entrega de votos essenciais para a manutenção das contribuições de empresas privadas em campanhas eleitorais. Os tucanos gostam tanto desse tipo de coisa que, quando ocorreu uma segunda votação, na última chance para se conservar o sistema, até os dois parlamentares — só dois, veja bem –que se abstiveram na primeira vez foram chamados a fazer sua parte e não se negaram a participar de uma manobra que, além de tudo, tinha caráter anticonstitucional.
O PT, seletivamente investigado na Lava Jato, votou contra.
Não é curioso? Não seria muito mais proveitoso entender o imenso interesse tucano pelo dinheiro dos empresários, os mesmos, exatamente os mesmos, que agora são interrogados e presos por longos meses depois que resolveram ajudar o PT?
Isso acontece porque a seletividade não é um acidente de percurso. Está na essência de investigações de grande interesse político — como a Lava Jato, a AP 470 — porque não interessa investigar todo e qualquer suspeito num país onde o Estado "se legitima" quando atua em defesa do "grupo dominante," nas palavras da professora Maria Silvia de Carvalho Franco.
Quando você escolhe o alvo e seleciona o inimigo, a regra fundamental de que todos são iguais perante a lei, qualquer que seja sua raça, origem social ou credo, deve ser ignorada porque só atrapalha o serviço. A igualdade deve ser substituída pela seletividade.
No Brasil colônia, a Coroa portuguesa procurava hereges que pudessem ser julgados pela inquisição. Eles eram procurados até nos banheiros, acusados de proferir blasfêmias que ofendiam a Igreja Católica. Localizados e presos, eram conduzidos a Portugal, aprende-se nos relatos do livro Tempo dos Flamengos, do pesquisador Antônio Gonsalves (com "s" mesmo) de Mello.
Esse tratamento, brutal, inaceitável, era coerente com um regime absolutista, no qual homens e mulheres eram desiguais por determinação divina. A seletividade fazia parte natural das coisas.
Em tempos atuais, onde a democracia é um valor universal, é preciso escolher muito bem os alvos e ter noção de seu significado. Quem legitima a escolha? Os meios de comunicação, a principal correia de transmissão entre as ações do Estado e o conjunto da sociedade, que também espelha o ponto de vista do mesmo "grupo dominante".
Não vamos esquecer que os mesmos jornais e revistas que hoje glorificam Sérgio Moro e em 2012 endeusaram Joaquim Barbosa também aplaudiram o delegado Sérgio Fleury e outros torturadores que eram apresentados como caçadores de terroristas. Questão de momento, vamos combinar.
Se a denúncia do caráter parcial de uma investigação obviamente beneficia quem está sendo prejudicado, o problema real é muito maior. A seletividade modifica a natureza do trabalho de apuração. Deixa de ser expressão de um erro, humano como todos os outros, para se tornar um método.
Quando uma investigação que deveria produzir uma decisão judicial isenta se transforma numa operação política, os objetivos mudam e os resultados também. Muitos culpados são apenas "culpados", porque sua culpa está definida de antemão e só precisa ser confirmada pelas investigações. Vice-versa para quem se torna "inocente."
Para dar um único exemplo, entre vários: policiais que trabalharam para AP 470 descobriram que o ex-ministro Pimenta da Veiga recebeu R$ 300 000 de Marcos Valério, em quatro cheques caídos em sua conta, meses depois do final do governo FHC. Embora essa soma seja seis vezes superior aos R$ 50 000 que João Paulo Cunha recebeu em sua conta, cumprindo pena de prisão por esse motivo, a investigação sobre Pimenta sequer está encerrada — doze anos depois dos cheques de Valério terem caído em sua conta. O ex-ministro tucano é culpado? Suspeito? Quem saberá?
___________________________________________

“Condições impostas à Grécia são revoltantes”



Publicado na BBC Brasil.

As nações europeias credoras são as “culpadas” pela situação da Grécia desde que o país foi 
obrigado a pedir volumosos empréstimos para cobrir suas dívidas, e as condições impostas ao 
governo de Atenas são “revoltantes”.
Esse é o resumo da crise na Grécia feito pelo prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz, durante 
uma entrevista exclusiva à BBC Mundo.
Stiglitz tem sido uma das vozes mais críticas da ortodoxia de grandes economias e de órgãos 
financeiros internacionais.
O poder executivo grego já afirmou que rejeita as condições impostas para que o país siga recebendo 
ajuda financeira e que fará um referendo em 5 de julho sobre a aceitação ou não das demandas 
europeias.
Muitos acreditam que a situação atual pode ser, na verdade, a antessala da saída grega da zona do 
euro.
Dirigentes da União Europeia garantem que foram feitos enormes esforços para se chegar a um 
acordo com a Grécia, para que fosse possível ampliar a ajuda financeira a Atenas e evitar o colapso 
de seu sistema econômico.
Stiglitz afirma, no entanto, que a Grécia pode tirar boas lições sobre como se recuperar da crise ao 
analisar a decisão da Argentina, em 2001, de declarar default (calote) de sua dívida externa.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com o prêmio Nobel:

BBC Mundo – Vence nesta terça-feira o prazo da Grécia para pagar o FMI. Há alguma 
possibilidade de acordo para se evitar o calote?

Stiglitz – É concebível que o restante da Europa e a Alemanha acordem e se deem conta de que 
suas exigências à Grécia são absolutamente revoltantes. Então, é possível, mas é muito pouco 
provável. A exigência (por parte dos credores) de que a Grécia chegue a um superavit fiscal de 
3,5% antes de 2018 é uma garantia de que o país seguirá vivendo sob uma depressão.Para mim, é 
óbvio que a austeridade fracassou. O povo grego foi o primeiro a dizer: ‘Nos negamos a renunciar 
à nossa democracia e aceitar essa tortura da Alemanha’. Mas, com sorte, outros países como 
Espanha e Portugal, vão dizer o mesmo.

BBC Mundo – Como na Argentina, a Grécia declarou um ‘corralito’ (limite de saques) 
bancário e agora discute se segue o caminho de Buenos Aires, que em 2001 optou por cessar 
um dos maiores pagamentos da história. O exemplo argentino pode trazer alguma lição para a 
Grécia?

Stiglitz – Creio que é possível tirar uma importante lição do êxito argentino. Depois do calote, a 
Argentina começou a crescer a uma taxa de 8% ao ano, a segunda mais alta do mundo, depois da 
China.
Estive na Argentina e pude ver o êxito e o impacto no padrão de vida. A experiência argentina 
prova que há vida depois de uma reestruturação da dívida.O euro foi apenas parcialmente bem-sucedido por oito anos. Foi uma experiência curta e, em 
minha opinião, fracassada se não houver uma mudança dramática na maneira em que eles 
operam.

BBC Mundo – O sr. já disse que as exigências da Europa para o resgate financeiro da Grécia 
são um ‘ataque à democracia’ do país. Com isso, o sr. não está, de alguma maneira, ignorando 
uma possível culpa do governo grego para que o país chegasse a essa situação?
Stiglitz – Ainda que a Grécia tenha sua parcela de culpa na situação (que levou aos problemas 
fiscais descobertos em 2010), a desastrosa situação em que o país se encontra desde então é de 
responsabilidade da Troika (formada pelo FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central 
Europeu).
Pense no que poderia ter acontecido se em 2010 a Grécia e os países europeus tivessem tentado 
fechar um plano para a dívida que permitisse que Atenas retomasse seu crescimento.Espero que essa crise ajude a mudar a maneira pela qual o mundo enfrenta as crises das dívidas 
soberanas dos países.
Cada país tem uma lei de falência, pois sabe que os indivíduos precisam de uma nova 
oportunidade, já que às vezes a oferta de empréstimos é excessiva, às vezes se aceita empréstimos 
demais. Isso também acontece com os países.
_____________________________________________

A Paulista de hoje como símbolo da cidades das gentes


Um espaço das gentes, não dos carros (Foto: Adriana Delorenzo)

Há tempos a Avenida Paulista não ficava tão bonita. Tão sorridente. Tão inclusiva. Tão festiva. Tão
charmosa. Tão ativista. Tão avenida Paulista que encanta gente de todos os cantos do Brasil e do
mundo.
Nas disputas de cartão postal, os paulistanos sempre a elegem.
Preferem uma avenida a um monumento como o seu sonho feliz de cidade.
Gostam daquele amontoado de rostos diferentes, daquele prédios envidraçados, dos cinemas, dos
bares com mesas na calçada, das vitrines e agora dos artistas de ruas e dos ambulantes com seus food
trucks, que ampliaram ainda mais a afetividade das grandes calçadas.
Mas agora, no meio da Avenida símbolo tem uma ciclovia. Que a corta inteira, como uma flecha.
Que lhe apresenta uma nova veia, uma nova artéria, no coração da cidade.
É um símbolo. É simbólico.
As disputas são simbólicas e aglutinam ou separam as pessoas a partir de valores.



O pessoal do MBL quis provocar. Mas ninguém ligou (Foto: Bruno Garcia Silveira)

Quem quer a cidade dos carros, pode ficar do lado de lá.
Quem quer a cidade das gentes, por favor, venha paulistear.
Foi assim hoje.
A Paulista ficou linda, como há muito não ficava.
Tinha senhoras e senhoras,bebês, moços e moças. Tinha mesa de pingue-pongue, skatistas,
patinadores e corredores. Tinha grupo de cadeirantes, palhaços, músicos e vendedores. E tinha
muitos cicloativistas também.


Há tempos a Avenida Paulista não ficava tão bonita. Tão sorridente. Tão inclusiva. Tão festiva 
(Foto: Adriana Delorenzo)

A Paulista ficou azul, vermelha, amarela, cor de anil.
E até teve gente daquele tal MBL que foi lá pra vair a Paulista do jeito que ela estava. Porque a
felicidade dos outros tem o potencial de irritação muito alto para alguns.
Mas é essa a disputa que vale a pena.
É a disputa por cada pedaço de uma cidade que é de concreto, mas que tem poesia.
E que precisa ser encarada.
Sem meias-palavras. Sem tantas concessões. Sem fazer de conta que não há disputa.
A Paulista não é a rua de alguns. É o símbolo sempre eleito pelos paulistanos.
Disputá-la e transformá-la é um caminho para a reconstrução desse sonho feliz de cidade.
______________________________________________

DILMA ENFRENTA O GOLPE PARAGUAIO



“Eu não respeito delator”, disse a presidente Dilma Rousseff na tarde desta segunda-feira, em sua 
primeira reação pública ao depoimento do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Em breve 
conversa com a imprensa após encerrar, em Nova York, um seminário sobre oportunidades de 
investimento em infraestrutura no Brasil (…):
– Não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer 
irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo porque, se insinuam, alguns têm 
interesses políticos declarou.
Dilma citou o tucano Aécio Neves, argumentando que se ela recebeu R$ 7,5 milhões da UTC no 
segundo turno da campanha presidencial de 2014, o candidato do PSDB também foi agraciado 
“com uma diferença muito pequena de valores”.
- A minha campanha recebeu dinheiro legal, registrado, de R$ 7 milhões, R$ 7,5 milhões. Na 
mesma época que eu recebi os recursos, pelo menos uma das vezes, o candidato que concorreu 
comigo recebeu também, com uma diferença muito pequena de valores – dissse Dilma para 
depois acrescentar ao ser perguntada se estava falando de Aécio Neves: – Eu estou falando do 
Aécio Neves, só tinha um candidato que concorreu comigo, não tinham dois.
A presidente lembrou que aprendeu cedo a não gostar de Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da 
Inconfidência Mineira:
– Tem uma coisa que me acompanhou ao longo da vida. Em Minas, na escola, quando você 
aprende sobre a Inconfidência Mineira, tem um personagem que a gente não gosta porque as 
professoras nos ensinam a não gostar dele. Ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. 
Eu não respeito delator.
Joaquim Silvério dos Reis foi responsável por delatar à Coroa portuguesa a Inconfidência Mineira, 
movimento pela proclamação da República em Vila Rica, hoje Ouro Preto (MG). (…)
– Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma 
delatora; a ditadura fazia isso com as pessoas presas. E eu garanto para vocês que eu resisti 
bravamente, até em alguns momentos fui mal interpretada, quando eu disse que, em tortura, a 
gente tem de resistir, porque senão você entrega seus presos. Então, não respeito nenhum. 
Agora, acho que a Justiça de pegar tudo o que ele disse e investigar. Tudo, sem exceção. A 
Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal.
Quando a perguntaram se pretende tomar alguma providência, ela foi categórica:
– Se ele falar sobre mim, eu tomo.
______________________________________________

VÍDEO BOMBA !! A SELEÇÃO DA GLOBO !!

Fantástico vende como exclusiva matéria que a Band deu 19 dias antes


Do Notícias da TV:

O Fantástico exibiu ontem (28) uma reportagem revelando que militares do Exército estão envolvidos na venda fraudulenta de vidro blindado que não protege os carros contra tiros de armas mais potentes. O material foi uma das principais reportagens do programa e, do ponto de vista jornalístico, estava irretocável. A não ser por um detalhe: a Globo a anunciou como “exclusiva”. Não era. A Band revelou as mesmas investigações sobre o caso 19 dias antes.
O Fantástico dedicou quase 15 minutos à denúncia de corrupção e fraude. Informou que o material era resultado de dois meses de investigação do repórter Maurício Ferraz. Mostrou nomes e fotos dos militares suspeitos e ouviu duas testemunhas com depoimentos contundentes.
Apesar de muito mais rico, o material da Globo não trouxe nada de novo em relação ao do Jornal da Band. Na reportagem do dia 9, o repórter Sandro Barboza já informava que militares de alta patente, como coronéis e majores, eram suspeitos de cobrarem R$ 1.500 pela liberação de cada veículo blindado, de acordo com apuração da Promotoria de Justiça Militar.
_____________________________________

BRASIL VAI ANUNCIAR META DE DESMATAMENTO ILEGAL ZERO


Compromisso para os próximos dez anos é, segundo especialistas, passo mais importante dado 
pelo país no meio ambiente, antes da Conferência do Clima de Paris (COP-21), marcada para 
dezembro deste ano; anuncio deve ser feito pela presidente Dilma Rousseff em comunicado 
conjunto com o presidente Barack Obama; no ano passado, os EUA se comprometeram a 
reduzir entre 26% e 28% as emissões até 2025, na comparação com os níveis de 2005.

247 - O Brasil deve anunciar nesta terça-feira, em comunicado conjunto com o presidente dos EUA, 
Barack Obama, a meta de desmatamento ilegal zero nos próximos dez anos. Trata-se, segundo 
especialistas, do passo mais importante dado pelo país em meio ambiente, antes da Conferência do 
Clima de Paris (COP-21), marcada para dezembro deste ano.
Nos EUA, a equipe da presidente Dilma Rousseff sinalizou esforços do Brasil neste sentido. O 
chanceler Mauro Vieira confirmou que o governo apresentará metas concretas para contenção do 
aquecimento global a 2 graus Celsius entre 2020 e 2030.
Desta forma, Brasil espera resgatar protagonismo da política externa.
No final do ano passado, EUA e China anunciaram um acordo "histórico". O presidente americano 
Barack Obama e o chinês Xi Jinping se comprometeram em Pequim a avançar nas negociações 
climáticas. Os americanos se comprometeram a reduzir entre 26% e 28% as emissões até 2025, na 
comparação com os níveis de 2005. Já para a China, é a primeira vez que estabelece como objetivo 
alcançar o teto nas emissões "por volta de 2030".
Leia aqui reportagem de Flavia Barbosa sobre o assunto.
_____________________________________

DILMA PODE ANULAR BENEFÍCIOS DE DELATOR


Presidente Dilma Rousseff se diz disposta a "anular os benefícios da delação premiada" do 
empresário Ricardo Pessoa, da UTC, provando que ele mente em relação às doações feitas à 
sua campanha em 2014; "Eu não tenho rabo preso com ninguém", teria dito Dilma em reunião 
interna; nesta segunda-feira, em Nova York, ela afirmou que “não respeita delator” e ressaltou 
que a empreiteira também doou para seu adversário na disputa à presidência em 2014, o 
senador Aécio Neves (PSDB-MG); "Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim 
ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se 
insinuam, alguns têm interesses políticos", rebateu 

247 – Depois de reagir publicamente, na visita aos EUA, às acusações do empreiteiro Ricardo
Pessoa, da UTC, a presidente Dilma Rousseff se diz disposta a "anular os benefícios da delação 
premiada" do empresário.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, ela afirma a interlocutores que pode provar que ele mente em 
relação às doações feitas à sua campanha em 2014.
"Eu não tenho rabo preso com ninguém", disse Dilma.
Pessoa disse aos investigadores da Operação Lava Jato que doou R$ 7,5 milhões para a campanha de 
Dilma em 2014 e que o dinheiro seria fruto do esquema de corrupção na Petrobras. As doações a 
campanhas feitas pela UTC, no entanto, incluem parlamentares da oposição e foram maiores à 
campanha presidencial do senador Aécio Neves, do PSDB (R$ 8,7 milhões).
Em Nova York, Dilma disse que “não respeita delator”. “Até porque eu estive presa na ditadura e sei 
o que é que é. Tentaram me transformar em uma delatora", afirmou. A presidente ressaltou que a 
empreiteira também doou para seu adversário na disputa à presidência em 2014, o senador Aécio 
Neves (PSDB-MG). "Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha 
qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses 
políticos", rebateu.
_________________________________________________________________

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Rede Bobo recebeu R$ 6,2 bilhões de publicidade federal com PT no Planalto — fora as afiliadas



Do uol:

A Rede Globo e as 5 emissoras de propriedade do Grupo Globo (em São Paulo, Rio de Janeiro, 
Minas Gerais, Brasília e Recife) receberam um total de R$ 6,2 bilhões em publicidade estatal federal 
durante os 12 anos dos governos Lula (2003 a 2010) e Dilma (2011 a 2014).
Como a cifra só considera TVs de propriedade do Grupo Globo, o montante ficaria maior se fossem 
agregados os valores pagos a emissoras afiliadas. Por exemplo, a RBS (afiliada da Globo no Rio 
Grande do Sul e em Santa Catarina) recebeu R$ 63,7 milhões de publicidade estatal federal de 2003 
a 2014.
Outro exemplo: a Rede Bahia, afiliada da TV Globo em Salvador, que pertence aos herdeiros de 
Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), teve um faturamento de R$ 50,9 milhões de publicidade 
federal durante os 12 anos do PT no comando do Palácio do Planalto.
A TV Tem, que abrange uma parte do rico mercado do interior do Estado de São Paulo, em 4 regiões 
(com sedes nas cidades de São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba), faturou R$ 8,5 
milhões de publicidade estatal federal em 2014. Essa emissora é de propriedade do empresário José 
Hawilla, conhecido como J. Hawilla (pronuncia-se “Jota Ávila”), que está envolvido no escândalo de 
corrupção da Fifa.
(…)

Doação da UTC de R$ 200 mil que Aloysio Menopausa diz ser “efetiva e legalmente arrecadada” não consta no site do TSE


Aloysio disse que recebeu da empreiteira R$ 200 mil “legalmente”

Doação da UTC de R$ 200 mil que Aloysio Nunes diz ser “efetiva e legalmente arrecadada” 
não consta no site do TSE Jornal do Brasil

Estranha a doação ao senador Aloysio Nunes (PSDB), que foi vice de Aécio Neves na campanha
eleitoral para a Presidência, feita pela UTC. Aloysio declara que a relação dele com a UTC é de
amizade, e não de relações que permitissem qualquer pedido para proteger empreiteiros na Lava Jato.
De acordo com a reportagem da Veja, Aloysio teria recebido oficialmente R$ 300 mil, e outros R$
200 mil em dinheiro vivo, segundo delação premiada de Ricardo Pessoa, da UTC. Aloysio confirma
a doação “efetiva e legalmente arrecadada” de R$ 200 mil para a campanha ao Senado em 2010.
Este mesmo senador, que também foi vice de Orestes Quércia, não deve também ter participado nem
tomado conhecimento, como vice, das várias denúncias feitas contra o governador Orestes Quércia,
na época ligado a empreiteiras em construção de um prédio do governo do Estado.
E o mais estranho ainda é que o dinheiro não consta na prestação de contas publicada pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).

Confira aqui





Aécio: doações para Aloysio são legítimas; para PT, "assalto à Petrobras"

Jornal GGN - O senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, disse em entrevista ao Estadão, publicada nesta segunda-feira (29), que as doações feitas pela UTC ou outras empresas envolvidas na Lava Jato foram "legítimas" e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. Já as doações ao PT, feitas pelas mesmas empresas investigadas por formação de cartel e pagamento de propina na Petrobras, foram fruto de "assalto" aos cofres da estatal. Ricardo Pessoa, presidente da UTC, teria declarado às autoridades da Lava Jato que fez repasses para Aloysio e para a campanha do PT à Presidência e governos estaduais.
_____________________________________________

Ministro Marco Aurélio tira a escada de Moro


Vai cair tudo no Supremo

A Entrevista que o Ministro STF Marco Aurélio Mello concedeu a Sonia Racy, no Estadão:

(…)  há um afã muito grande de se chegar a um bom resultado na percepção criminal. E em dados momentos se percebe a flexibilização de uma máxima segundo a qual, em direito, o meio justifica o fim. Não posso simplesmente potencializar o que eu quero alcançar e atropelar normas existentes. Falo de normas que implicam para todos nós, cidadãos, segurança jurídica. Esta deve prevalecer, não pode ser atropelada.

Uma das queixas dos advogados de defesa dos envolvidos se refere à decretação das prisões preventivas. Acha que tem havido abuso?

A prisão preventiva deve existir como exceção, não como regra. E ela tornou-se – estou falando de forma geral, no universo jurídico – regra. Talvez para dar uma esperança vã, uma satisfação à sociedade.

Onde está o erro?

Tendo em conta a morosidade do processo crime, se prende para posteriormente apurar, quando se deveria primeiro apurar para, selada a culpa, prender para a execução da pena. Aí, é claro, já considerado o princípio que é muito caro a todos, que é o princípio da não culpabilidade. Afinal, alguém só pode ser considerado culpado depois que haja um título condenatório, não sujeito mais a modificação na fase de recurso. Eu fico preocupado quando há essa inversão de valores. Prendem-se pessoas que não apresentam periculosidade e pessoas que, de início, não estariam interferindo para embaralhar a investigação.

Muitos juristas questionam a forma como ocorrem os processos de delação premiada. Anteontem, um ministro do governo falou em “vazamento seletivo” das delações. O questionamento é procedente?

Me preocupa muito a questão da delação. Por norma, ela deve estar retratada num ato espontâneo. No processo atual, o número de delatores já revela algo estranho, pois parece que 15 já delataram. É muita delação… Não cabe, eu digo sempre, prender para, fragilizando o ser humano, ater-se à delação. Não se avança culturalmente dessa forma. Não cabe ter-se, como já afirmei antes em um artigo – mas atenção, aí não me refiro a um caso concreto – não cabe ter o justiçamento. Lembro-me de que, nesse artigo, citei Machado de Assis por uma frase muito interessante: ele diz que a melhor forma de se ver o chicote é tendo o cabo à mão. E o chicote muda de mão. Mas não posso deixar de cumprimentar a Polícia Federal, o Ministério Público e até mesmo, é claro – e aí temos recursos para corrigir algum extravasamento – até mesmo o juiz Sergio Moro.

“Corrigir extravasamentos” significa a possibilidade de se reformar algumas decisões do juiz em instância superior?

É mais ou menos isso. E ressalto que, às vezes, o órgão investido do ofício de julgar tem de adotar uma postura contrária aos anseios populares – até mesmo o povo está submetido às regras constitucionais legais. Esse órgão nem sempre marcha de forma majoritária, às vezes fica na minoria. Mas o dever precípuo é com o direito posto. Temos realmente a oportunidade de corrigir erros de procedimento, erros de julgamento via recursos e também habeas corpus. É necessário considerar o tempo para lograr uma correção de rumos.

Em seu entender, tem razão o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao defender o direito de empresas hoje envolvidas na Lava Jato a participar de futuras licitações do governo, uma vez que elas ainda não sofreram nenhuma condenação?

Essa é uma decorrência natural do princípio da não culpabilidade. Precisamos conciliar o formal com a realidade. De nada adianta forçar a mão, afastando precocemente, de forma açodada, essas empresas dos contratos administrativos – e ter-se logo adiante a formação de outras empresas, até mesmo com capital das empresas anteriores. O que se precisa é concluir o julgamento. Em suma, o ministro Cardozo está sendo estritamente fiel ao figurino, que é um figurino constitucional. Ele não está querendo proteger esta ou aquela empresa. Está falando da preservação de princípios.
(…)
_____________________________________________________

O tempo político de Dilma está prestes a esgotar



O cenário político que se tem atualmente é o seguinte:
1) Estrangulamento gradativo de todas as ações de governo, ainda que à custa do comprometimento da economia. MPF (Ministério Público Federal) e Lava Jato se empenham em desmontar a cadeia produtiva de petróleo e gás. O TCU (Tribunal de Contas da União) mira suas armas nas hidrelétricas da Amazônia. O Congresso fuzila o ajuste fiscal. O torniquete continuará apertando enquanto o governo não recuperar legitimidade.

2) Polícia Federal e MPF impondo um cerco severo a todas as atividades do PT e de seus candidatos e o TCU ameaçando rejeitar as contas de Dilma. Esse cerco continuará aumentando.

3) Ampliação da recessão e do desemprego, agravados pela política monetária do Banco Central. Não há sinais de arrefecimento no horizonte. Vai piorar muito, antes de melhorar.

4) Incapacidade da presidente de articular um conjunto mínimo de propostas que se assemelhe a um programa de governo, de recriar algum sonho na opinião pública.
***
No momento, o quadro é de dispersão ampla do conjunto de forças que, de alguma maneira, apoiaria Dilma.
Em entrevista ao Washington Post, Dilma endossou as ações da PF. Na planície, Lula começa a preparar estratégias de imagem que o descolem do governo Dilma e do PT. E o PT trata de reforçar seus princípios, distanciando-se do governo Dilma.
***
Paradoxalmente, há um amplo espectro de forças disponível na sociedade, à procura de uma alternativa contra a frente heterogênea, confluência de ódio, preconceito e uma gana tão ampla de destruir empresas que alguém, no meu Blog, taxou a esse movimento de ofensiva do país improdutivo contra o país que produz.
***
Em que pese a crise e a desesperança, há uma enorme energia pronta para vir à tona, quando se resolver o nó político. O país acumulou um enorme acervo de conceitos, organizações, empresas, estruturas.
Hoje em dia, há grupos organizados e conceitos claros sobre políticas industrial, de inovação, há uma experiência acumulada no mercado de capitais, nas parcerias público-privadas, nos programas de gestão, na organização de modelos de atendimentos às pequenas e micro empresas. As políticas sociais estão no estado da arte, tanto no setor público quanto nas organizações privadas, e a nova economia e nova sociedade estão formando uma nova geração de empreendedores e militantes digitais com um perfil totalmente distinto da geração de seus pais.
Nas universidades, acumula-se um conhecimento amplo sobre uma extensa variedade de temas de desenvolvimento, da geografia das médias cidades ao modelo urbano das metrópoles.
Tudo isso confere à crise atual sua verdadeira dimensão: é uma crise política.
***
No Planalto se alimenta a esperança de que, passado o ajuste fiscal, possa avançar a agenda positiva, provavelmente sob a batuta do Ministro do Planejamento Nelson Barbosa.
Mas há um problema de “timing”.
Se a presidente não antecipar ações concretas de aproximação com os diversos segmentos sociais, econômicos, acadêmicos para começar a desenhar um plano de governo minimamente factível, não vai chegar até lá.
Seu tempo político encurtou drasticamente. Ou mostra agora alguma capacidade de iniciativa e começa a desenhar a fundo seu segundo governo agora, ou não chegará ao final do ano.
_____________________________________________________

Jornal espanhol mostra a patranha de Neymar e papai


Neymar assina o contrato com o Barcelona ao lado do ex-presidente Sandro Rosell (Foto: FCB 
BARCELONA). É o típico herói da Globo. Como o J. Hawilla !

O jornal esportivo Marca, da Espanha, teve acesso ao contrato da transferência de Neymar para o Barcelona.
No documento, Santos e Barcelona se comprometeram a dividir o valor que a DIS, empresa que possuía parte dos direitos econômicos de Neymar, reclamasse na Justiça.
O presidente do Barcelona que firmou o contrato – e não cumpriu – saiu correndo antes que a Polícia chegasse.
A Justiça da Espanha já investiga a denúncia do Santos: o dinheiro sumiu !
O valor do passe era maior do que o declarado por Neymar e papai.
O Neymarzinho – “100% Jesus” – e papai podem ir em cana …
Como o presidente do Barça.
Aqui, nem a CPI do Romário vai à frente.
Quanto ao decantado herói da Globo, que não pode jogar as Eliminatórias da Copa, continuará a ser o capitão da gloriosa, vitoriosa seleção do João Dória.
Quem diria … até o gandula tem que ter caráter.
O capitão … não precisa.

Neymar, un contrato sospechoso

El Barcelona pactó con el Santos pagar el 50% de una reclamación de DIS por el traspaso de 
Neymar. Rosell y Bartomeu lo firmaron

El pasado 18 de junio, el juez José de la Mata admitía a trámite una querella interpuesta por la empresa brasileña DIS contra el Barcelona, Sandro Rosell, Josep María Bartomeu, el Santos y sus dirigentes, Neymar Junior, el padre del jugador, y una de sus empresas. Los motivos son un delito por corrupción entre particulares y otro por estafa.
PUBLICIDAD
DIS, que tenía el 40% de los derechos del futbolista, se siente engañada por los demandados porque solamente cobró 6,8 millones de euros por el traspaso, que se cifró en 17,1 millones. Sin embargo, la operación, sumando diversos conceptos, supera los 86 millones, por lo que le corresponderían más de 34.
En teoría, DIS debería reclamar su parte al Santos, club con el que tenía firmado el contrato por los derechos económicos de Neymar. A priori, el Barcelona no pintaría nada en esta historia. Sin embargo, los dos clubes se olían que DIS iba a reclamar más dinero que el recibido y aquí es donde entra en juego el club azulgrana.
Sin motivo aparente, Sandro Rosell y Josep Maria Bartomeu firmaron un contrato con el Santos por el cual se comprometían a pagar cada uno el 50% de una entonces hipotética reclamación de DIS, si un tribunal fallaba en favor de la empresa brasileña y pedía una indemnización.
El documento, al que ha tenido acceso MARCA, es un anexo al contrato de transferencia que firmaron Barcelona y Santos por Neymar en 2013 y valorado en 17,1 millones de euros. El punto cuarto de dicho anexo dice lo siguiente:





Lula: “Se eu quisesse falar com a Folha de S. Paulo, falaria com a Folha de S. Paulo”



Do Instituto Lula:

NOTA À IMPRENSA: “Se Lula quisesse falar com a Folha de S. Paulo, falaria com a Folha de S. Paulo”


Assim como algumas pessoas são maníacas por impetrar Habeas Corpus à revelia e contra a vontade das pessoas, a Folha de S.Paulo tem a estranha mania de sem nenhuma procuração ou comprovação atribuir declarações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de fontes anônimas.
O jornal nos procurou na sexta-feira (26) com uma informação incorreta. Respondemos que se tratava de invenção e de que “o ex-presidente repudia e lamenta a reiterada prática do jornal Folha de S. Paulo de lhe atribuir afirmações a partir de supostas fontes anônimas, dando guarida e publicidade a todo o tipo de especulação”. Mesmo assim a matéria foi publicada com destaque na capa.
Na matéria a Folha não coloca a nossa resposta de que se trata de uma invenção, logo, publicamos aqui a troca de e-mails entre a assessoria de imprensa do Instituto Lula e o jornal.
Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

Abaixo resposta para a Folha de S.Paulo:

Cara,

Segue nossa resposta:

Parece que todo o sábado o jornal Folha de S. Paulo reserva espaço para atribuir alguma fala ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Semana passada fizeram isso. Fazem novamente esta semana. O ex-presidente repudia e lamenta a reiterada prática do jornal Folha de S. Paulo de lhe atribuir afirmações a partir de supostas fontes anônimas, dando guarida e publicidade a todo o tipo de especulação. Se o ex-presidente quisesse falar com a Folha de S. Paulo, falaria com a Folha de S. Paulo. Esta afirmação é uma invencionice do jornal ou da sua fonte anônima.

Abaixo o email enviado pela Folha de S.Paulo:

Caros,

Estamos fazendo uma matéria sobre uma conversa do ex-presidente Lula com o ministro do TCU José Múcio Monteiro, em que o ministro falou da possibilidade de o órgão rejeitar as contas de 2014 do governo Dilma. Segundo relatos, Lula disse achar razoável o órgão pedir explicações sobre as chamadas “pedaladas fiscais” e disse que isso “daria um susto” na presidente.

Gostaria de saber se o Instituto Lula quer se posicionar sobre o assunto.
____________________________________________

Só um idiota para acreditar no ‘escândalo’ da UTC


Doou para Aécio por causa dos belos dentes branqueados


Somos todos idiotas.
É, pelo menos, o que a grande mídia pensa.
O ridículo estardalhaço em torno das alardeadas revelações do dono da UTC ultrapassa todos os limites do descaro, da hipocrisia e da desonestidade.
Colunistas – os suspeitos de sempre –parecem fingir que acreditam nos disparates que escrevem.
Mais uma, o coro é pelo impeachment de Dilma. Dia sim, dia não, aparecem supostas novidades que levam os colunistas das empresas de mídia a gritar, histéricos, pelo fim de um governo eleito há pouco tempo com 54 milhões de votos.
O caso particular do UTC é icônico.
Todos os holofotes vão, condenatórios, para Dilma e para o PT, pelo dinheiro dado para a campanha petista.
Foram, segundo cálculos de um site ligado à Transparência Brasil, 7,5 milhões de reais.
Não é doação: é achacamento, propina, roubo.
Ninguém diz que a campanha de Aécio levou ainda mais da UTC: 8,7 milhões.
Neste caso, não é propina, não é achaque, não é roubo. É demonstração de afeto e reconhecimento pelos dentes brancos do candidato Aécio.
E eles querem que a sociedade acredite nesse tipo de embuste.
A mídia presta mais um enorme desserviço ao Brasil com essa manipulação grosseira e farisaica.
Você foge do real problema: o financiamento privado de campanhas, a forma como a plutocracia tomou de assalto a democracia.
É um problema mundial, e não apenas brasileiro. Dezenas de países já trataram de evitar que doações de grandes empresas desvirtuem a voz rouca das ruas e das urnas.
No Brasil, a mídia não trata desse assunto, em conluio com políticos atrasados e guiados pelo dinheiro, porque se beneficia da situação.
Nem o mais rematado crédulo compra a história de que as doações empresariais são desinteressadas.
A conta vem depois do resultado, na forma de obras ou leis que beneficiam os doadores.
Veja os projetos de Eduardo Cunha, para ficar num caso clássico, e depois observe as companhias que o têm patrocinado.
Em alguma publicação, li até uma lição de moral na forma como o PT teria abordado o dono da UTC para pedir dinheiro para a campanha de Dilma.
A abordagem não teria sido “elegante”.
Imagina-se que quando o PSDB solicita dinheiro seja coisa de lorde inglês, pelo que pude entender: ninguém fala em dinheiro, ninguém toca em dinheiro. É como uma reunião social, entre amigos, em que o dinheiro é a última coisa que importa.
Como disse Wellington, quem acredita nisso acredita em tudo.
Outro crime jornalístico que é cometido é dar como verdadeiras quaisquer coisas ditas nas delações, como se elas estivessem acima de suspeita.
Quer dizer, esse tratamento só vale contra o PT. Quando se trata dos amigos da mídia, aí sim entram as ressalvas. Há que investigar, provar etc – coisas que absolutamente não valem para o PT.
Que a imprensa, movida pelo interesse de seus donos, aja assim, até que você pode entender.
O que não dá para aceitar é que a justiça faça a mesma coisa, e com ela a Polícia Federal.
Porque aí você subverte, por completo, o conceito de justiça, e retrocede aos tempos de João VI no Brasil.
Sua mulher, a rainha Carlota Joaquina, mandou matar uma rival no amor.
Dom João pediu investigação rigorosa.
Quando chegaram a ele os resultados do trabalho, com Carlota Joaquina comprovadamente culpada da morte, ele refletiu, refletiu – e queimou os documentos que a incriminavam.
Aquela era a justiça, e esta nossa não é muito diferente quando se trata da plutocracia.
_______________________________________

Video Bomba !! Quanto cobra um matador profissional?

O PERFIL PSICOLÓGICO DO FANÁTICO QUE GRITOU INSULTOS PARA MANTEGA


Vítima do ódio cego de um  Midiótico.... Um legítimo filho da mídia

Vamos a uma breve análise psicológica do fanático que gritou insultos para Mantega num restaurante em São Paulo.
Primeiro, examinemos o conteúdo de suas palavras.
Ele disse que o PT está destruindo o Brasil. E citou a Petrobras, especificamente.
Falou com ódio.
De onde vem esse tipo de afirmação?
Não dos fatos, não das estatísticas frias. O Brasil, econômica e socialmente, avançou nos últimos anos.
Virou um dos objetos de cobiça das grandes empresas internacionais, e de potências globais como a China, como se viu recentemente.
E a Petrobras, a despeito dos recentes acontecimentos, é maior do que jamais foi antes. Seu valor em dólar multiplicou-se desde 2003, quando Lula assumiu, e o pré-sal é uma realidade que atrai corporações como a Shell.
Não encontra amparo nos dados, portanto, a explosão do homem que agrediu Mantega.
Pensemos nele próprio.
Se está comendo num restaurante como aquele em que cruzou Mantega, é porque sua situação pessoal é boa.
Em apuros financeiros, uma das primeiras coisas que você corta é a ida a restaurantes, sobretudo os mais caros.
Se não são as coisas reais que alimentam a distopia em que vive e sofre o agressor de Mantega, o que é?
É a mídia, naturalmente.
Aquele é um homem atormentado não pela situação em si, mas pelo que chega a ele pelas grandes empresas de jornalismo.
Uma coincidência notável se deu ontem.
Faustão disse a Marieta Severo que este é o “país da desesperança”. Ela cortou. Replicou que este é o país da “inclusão social”.
A mensagem de Faustão – a desesperança, o sofrimento – jamais sofreu antes a correção feita por Marieta Severo.
É um símbolo do que acontece no Brasil.
As corporações de mídia bombardeiam cidadãos como o do caso Mantega com um noticiário que distorce torrencialmente a realidade.
É o extremo oposto do que acontecia na ditadura militar, quando as notícias dessas mesmas empresas pintavam uma ilha de prosperidade num mundo convulso.
O alvo mais fácil dessa manipulação são pessoas como o homem que insultou Mantega.
Eles acreditam que jornais e revistas publicam verdades. Se saiu no jornal, é fato. É essa a lógica.
Disso tudo nasceu a cultura do ódio cego, obtuso que vai dar em cenas como a do restaurante.
As administrações petistas têm sido inoperantes em se contrapor a esse mar de lama jornalística.
O paradoxo maior é que as empresas de mídia vivem do dinheiro público, derivado de anúncios, financiamentos e outras mamatas.
Nunca o governo se debruçou, com coragem, sobre a forma como financia uma mídia que é fundamentalmente antipovo.
Como em tantas outras coisas, o PT no poder não reformou isso – a brutal quantidade de dinheiro público que vai dar nas empresas jornalísticas.
Sobrou esperança e faltou coragem.
A esperança era que, como aconteceu sempre, o dinheiro comprasse, se não simpatia, ao menos alguma objetividade.
A coragem não se apresentou diante do medo da retaliação dos barões da mídia.
Foi neste quadro que surgiram absurdos como a “mídia técnica”, um eufemismo para o Planalto continuar a privilegiar nas suas decisões publicitárias companhias que sabotam incessantemente tudo que fuja do interesse da plutocracia.
A melhor defesa das administrações petistas acabou vindo de algo que nada tem a ver com o partido: a internet. Ali, você tem contrapontos à intoxicação pseudonoticiosa das empresas jornalísticas.
Nem Getúlio e nem Jango tiveram isso, e caíram.
O fanático que assediou Mantega é filho da mídia. É um analfabeto político, um midiota que pensa saber muito quando, na verdade, se contorce histérico num espetáculo de marionetes.
Manobram-no quando ele imagina andar com as próprias pernas.
O rápido avanço da internet vai acabar minando o poder boicotador da imprensa. A manipulação será, a cada dia, mais difícil.
Mas, até lá, seremos obrigados a engolir cenas como a do restaurante em que Mantega foi insultado.
_______________________________________________

MARIETA ENQUADRA FAUSTÃO AO VIVO NA GLOBO


Atriz Marieta Severo discordou de comentário do apresentado do Globo sobre sermos “o país 
da desesperança”: ‘O país caminhou muito. Pra mim, tem uma coisa muito importante: a 
inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos. Estamos 
numa crise, mas vamos sair dela’; ela também se posicionou contra a redução da maioridade 
penal.

247 – Em participação no ‘Domingão do Faustão’, a atriz Marieta Severo surpreendeu ao enquadrar 
o apresentador ao vivo.
Ela discordou da declaração de Faustão de que somos “o país da desesperança”: ‘O país caminhou 
muito. Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A 
gente teve muito isso nos últimos anos. Estamos numa crise, mas vamos sair dela’, disse.
Marieta também se posicionou contra a redução da maioridade penal e se confessou chocada com o 
que chamou de retrocesso nas conquistas de sua geração:
“Sou contra a redução da maioridade penal e contra muita coisa que está em evidência e que, para a 
minha geração, é chocante. Eu sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual, das 
igualdades todas”.
Leia aqui o artigo de Kiko Nogueira, do DCM sobre o assunto.
_____________________________________

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Moro pode ser responsabilizado por excessos na Lava Jato, diz Bandeira de Mello


Para o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, órgãos superiores da magistratura podem 
condenar o uso de prisões preventivas para obter delações premiadas na Lava Jato.

Jornal GGN - "Um homem de pouca serenidade, sempre à procura de algo para aparecer". É assim que o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello descreve o juiz federal Sergio Moro em entrevista ao GGN, nesta sexta-feira (26). Moro conduz a Operação Lava Jato sob críticas de constitucionalistas e da defesa dos empresários acusados de formação de cartel na Petrobras, que repudiam o uso da prisão preventiva como forma de obter confissões ou acordos de delação premiada.
Para Bandeira de Mello, Moro pode ser responsabilizado por órgãos superiores da magistratura por ter lançado mão desse instrumento para coagir os réus. "Já houve magistrado [Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal] que chamou de medievalescas essas atitudes de Moro. Ele não está causando boa impressão", apontou.
Em despacho contra a privação de liberdade de nove empreiteiros, Zavascki chamou as prisões preventivas de "subterfúgios" que "além de atentatório aos mais fundamentais direitos consagrados na Constituição", são de natureza "medievalesca" e "cobririam de vergonha qualquer sociedade civilizada." 
Abaixo, os principais pontos da entrevista com Bandeira de Mello.
Jornal GGN - Como avalia essa nova fase da Operação Lava Jato, com foco nos grupos Odebrecht e Andrade Gutierrez?
Bandeira de Mello - Me parece mais um desses atos 'inconsiderados' do juiz Sergio Moro. Ele me parece um homem de pouca serenidade, sempre à procura de algo para aparecer, por pura vaidade. Essa é a impressão que me dá. Posso estar errado, não conheço os autos, estou falando como leitor de jornais. Mas até agora, não vi nada que justificasse as novas investidas do juiz. São interpretações [para decretar prisões preventivas] que não parecem apoiadas em fatos relevantes. Acredito que este homem não tem a serenidade de um magistrado.
GGN - A defesa da maioria dos empresários critica a prisão preventiva alegando que os argumentos para tal medida são frágeis. Em alguns veículos de comunicação, houve espaço para uma visão mais extrema, dando a entender que a ideia é chegar ao ex-presidente Lula por meio da delação desses empresários.
Bandeira de Mello - Eu não sei se é para chegar em Lula ou não. Se for, é pior ainda. É sinal de uma irresponsabilidade total [na condução da investigação]. Mas não sei se é isso. Não tenho elementos para dizer isso. O que posso dizer é que não tenho visto nada de relevante que justifique a prisão desses empresários. Desde o começo, as prisões têm sido usadas para obter delações. Mas elas têm de ser espontâneas, não fruto de coação. E a mim parece que estão coagindo as pessoas, prendendo sem base, usando a prisão além da razão de existir dela.
Minha impressão é muito desfavorável a esse juiz, para ser sincero. Já tinha ouvido da academia do Paraná que ele é um homem difícil e presunçoso. Acho que ele vai acabar sendo responsabilizado [pelo uso de prisões preventivas para arrancar confissões ou delações].
GGN - De que maneira ele poderia ser responsabilizado?
Bandeira de Mello - Responsabilizado por órgãos superiores da magistratura, e pelo próprio Conselho [Superior] da Magistratura. Já houve magistrado [Teori Zavascki] que chamou de medievalescas as atitudes de Moro. Ele não está causando boa impressão.
Há também um pouco daquele negócio de pão e circo. Pegar pessoas importantes parece que dá certo prazer em algumas pessoas. Mas é claro que se a imprensa não fosse leniente, ele não faria tudo isso. Ele se sente apoiado pela imprensa. Infelizmente, estamos assistindo a um direitismo desenfreado, uma caminhada em prol do fascismo.
GGN - A Odebrecht comprou espaço nos jornais impressos para se defender da Operação Lava Jato, e o juiz Sergio Moro não gostou do modo como a publicidade foi feita. O que chamou a atenção foi que ele - juiz da investigação, mas que também vai julgar o caso - dizer que a Odebrecht dá sinais de que não quer assumir a responsabilidade, como se já tivesse uma opinião formada sobre o papel das empresas na Lava Jato.
Bandeira de Mello - Infelizmente, parece que ele já começou com a opinião formada. É como digo: a mim não causa a mesma impressão que um magistrado. Um magistrado tem de ser um homem equidistante, sereno. A impressão que ele passa é de um vingador desses que a gente vê em filme. 
GGN - Seria possível à defesa das empresas encampar alguma ação para que a figura do juiz instrutor se fizesse mais evidente, ou pelo menos não houvesse uma mistura perigosa do juiz instrutor com o juiz que vai definir as condenações?
Bandeira de Mello - Infelizmente, não existe essa figura no Brasil. O que poderia ser feito é eventualmente alguém solicitar o afastamento de Sergio Moro por falta de isenção, mas isso também é difícil de provar. Nós vamos ter que esperar que os processos que andam pelas mãos dele subam para os tribunais superiores. Pela declaração de Teori, já se vê que no órgão máximo do Judiciário, que é o Supremo, pelo menos um magistrado se manifestou de maneira bastante reticente, para não dizer contrária, ao modo Moro de agir. Acredito que, com o tempo, esse homem vai se ver mal. Por hora, com esse apoio da imprensa, vai continuar causando estragos. Só quando a imprensa tiver outro assunto para se ocupar - as Olimpíadas, por exemplo - é que ela vai deixar de dar tanto apoio à Lava Jato. Porque tudo passa, notícia vem e vai.
GGN - Essa semana o Valor Econômico noticiou que há alas do PMDB - preocupadas com a condução da Lava Jato - apoiando teses de impeachment. Eles acham que se o presidente da Odebrecht foi preso, qualquer um pode ser. E, assim, discutem a saída de Dilma esperando que Michel Temer, na Presidência da República, tenha pulso mais firme para impedir os excessos da Operação. Ele poderia trocar, por exemplo, o ministro da Justiça, que tem demonstrado pouco controle sobre a Polícia Federal. O que é possível dizer sobre isso?
Bandeira de Mello - Acho o Michel um homem muito leal. Não acho que ele entraria em jogo político para coadunar com impeachment de Dilma. Mas é claro que no PMDB há de tudo. Não estranho que existam, dentro do partido, movimentos nesse sentido. Não creio que o vice-presidente tenha embarcado nessa.
Em relação ao ministro José Eduardo Cardozo, a minha impressão é ótima, a melhor possível. Acho ele um homem extremamente preparado, grande conhecedor do Direito, e corretíssimo. Mas é possível que ele não esteja tendo o controle total da Polícia Federal. É uma corporação difícil de manejar, não imagino que seja fácil para Cardozo.

O ódio ao PT está no DNA da classe dominante, que derruba tudo que a ameace




Luiz Fernando Veríssimo

Não vi a entrevista do Jô com a Dilma, mas, conhecendo o Jô, sei que ele não foi diferente do que é no seu programa: um homem civilizado, sintonizado com seu tempo, que tem suas convicções — muitas vezes críticas ao governo — mas respeita a diversidade de opiniões e o direito dos outros de expressá­-las. Que Jô fez uma matéria jornalística importante e correta, não é surpresa. Como não é surpresa, com todo esse vitríolo no ar, a reação furiosa que causou pelo simples fato de ter sido feita.
A deterioração do debate político no Brasil é consequência direta de um antipetismo justificável, dado os desmandos do próprio PT no governo, e de um ódio ao PT que ultrapassa a razão. O antipetismo decorre, em partes iguais, da frustração sincera com as promessas irrealizadas do PT e do oportunismo político de quem ataca o adversário enfraquecido. Já o ódio ao PT existiria mesmo que o PT tivesse sido um grande sucesso e o Brasil fosse hoje, depois de 12 anos de pseudossocialismo no poder, uma Suécia tropical. O antipetismo é consequência, o ódio ao PT é inato. O antipetismo começou com o PT, o ódio ao PT nasceu antes do PT. Está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for sua sigla.
É inútil tentar debater com o ódio exemplificado pela reação à entrevista do Jô e argumentar que, em alguns aspectos, o PT justificou-­se no poder. Distribuiu renda, tirou gente da miséria e diminuiu um pouco a desigualdade social — feito que, pelo menos pra mim, entra como crédito na contabilidade moral de qualquer governo. O argumento seria inútil porque são justamente estas conquistas que revoltam o conservadorismo raivoso, para o qual “justiça social” virou uma senha do inimigo.
Tudo isto é lamentável mas irrelevante, já que o próprio Lula parece ter desesperado do PT. Se é verdade que o PT morreu, uma tarefa para investigadores do futuro será descobrir se foi suicídio ou assassinato. Ele se embrenhou nas suas próprias contradições e nunca mais foi visto ou pensou que poderia ser a primeira alternativa bem-­sucedida ao domínio dos donos do poder e acordou um dia com um tiro na testa?
De qualquer maneira, será uma história triste.
______________________________________________

Quem deu o habeas corpus para o cérebro de Caiado?



por : Kiko Nogueira

A formulação de Demóstenes Torres sobre Ronaldo Caiado — “uma voz à procura de um cérebro” — precisa ser atualizada.
Fica cada vez mais evidente que Caiado tem cérebro, e esse talvez seja o problema.
Tornou-se o Mistificador Geral da República. Desde que Aécio tirou o pé do impeachment, RC ocupou o espaço de oposição histérica. Um Carlos Sampaio da vida real.
É a direita Chacrinha, feita para confundir e não para explicar. Não à toa, virou ídolo de todo e qualquer revoltado on line. Foi um dos palestrantes convidados do Fórum da Liberdade, em abril. De acordo com os organizadores, Caiado “destaca-se como debatedor”.
Na verdade, ultrapassou há tempos qualquer tipo de linha definidora do que seja honestidade num debate. Foi ele o responsável por espalhar o boato do habeas corpus de Lula. “Temendo ser preso pelos malfeitos que cometeu – disso ninguém mais duvida – Lula apresenta habeas corpus preventivo”, escreveu ontem nas redes sociais.
Em seguida, cravou que “Lula ‘Brahma’ quer escapar da responsabilidade no escândalo do Petrolão/Lava Jato. Habeas Corpus prova que o ‘chefe’ foi identificado.”
Mesmo quando pego na mentira, ele insiste empedernido. “Quem deve dizer se é verdadeiro ou não é a Justiça do Paraná”, disse sobre o HC.
Este tem sido seu modus operandi. Ciente de que lhe dá ribalta, Caiado é uma máquina de factoides que só perde em invenção, talvez, para Claudio Tognolli, blogueiro mitômano e biógrafo de Lobão.
Caiado trabalha na sintonia da ameaça bolivariana. Não tira isso da cabeça e da boca. Diz que os imigrantes haitianos, por exemplo, estão sendo treinados para integrar o exército do MST. Por isso estão vindo mais homens do que mulheres e crianças.
No episódio da excursão à Venezuela ele ampliou as fronteiras do descompromisso com os fatos. Enquanto o pedido era analisado oficialmente, denunciou que o vôo havia sido proibido e que o Brasil se alinhava a um tiranete. Exigiu a retirada venezuelana no Mercosul.
Uma vez em Caracas, postou que a van com os sete colegas da liga da justiça havia sido “apedrejada”. O vídeo seria colocado no ar mais tarde porque a internet “era ruim”. Claro que as imagens nunca viram a luz do sol.
Jamais se corrige, jamais pede um esboço de desculpas por inventar tanto. Talvez porque seus eleitores esperem dele, ao fim e ao cabo, o grito de pega ladrão enquanto o sujeito bate a carteira.
Não, não. Caiado tem um cérebro e, como todos nós, o dele começou a funcionar no momento em que ele nasceu. O problema é que para quando ele fala em público.


Temendo ser preso pelos malfeitos que cometeu - disso ninguém mais duvida - Lula apresenta habeas corpus preventivo.

Pimentel é vítima de uma armação midiático-policial



 Blog do Rovai

"Fernando Pimentel foi eleito já no primeiro turno em Minas Gerais, derrotando Aécio em seu próprio estado. E contribuiu para impor a ele uma derrota maior ainda no segundo turno, quando Dilma teve 550 mil votos a mais do que o tucano.
O neto de Tancredo se gabava antes da eleição de que em Minas ele teria uma vitória folgada, algo como 70 a 30. E que isso lhe permitiria derrotar o PT. Passou vergonha.
Tanto que no seu discurso da derrota agradeceu a São Paulo. E não deu nem um piu sequer sobre sua terra natal.
Mas Aécio jurou Fernando Pimentel de morte política. E só a ingenuidade pode levar alguém a crer que sua turma não esteja por trás da operação midiática-policial em curso contra o petista.
Hoje todos os portais noticiaram que a casa do governador havia sofrido uma operação de busca e apreensão.
Não houve nada disso.
O que aconteceu foi uma operação num antigo escritório particular de sua campanha. Que fica próximo à sua casa.
Ao mesmo tempo, todos os veículos voltaram a afirmar que sua esposa teria tido uma empresa fantasma que recebeu verba do BNDES.
A empresa Oli Comunicação Imagem Eireli existiu regularmente entre 2012 e 2104, quando foi juridicamente fechada.
Como agentes da PF foram ao endereço em 2015 e verificaram que não havia empresa instalada no local, passaram a tratá-la como fantasma. Fato que já foi documentalmente desmentido.
Além disso, não há sequer um portal ou veículo registrando que os pedidos para a realização de busca e apreensão tanto nas sedes do governo de Minas Gerais, quanto na residência oficial e na residência particular do governador foram negados pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, por considerá-los frágeis e improcedentes.
O estado midiático-policial com base em ações de investigação judicial pode levar o Brasil a uma crise institucional sem precedentes na sua história.
O ministro José Eduardo Cardoso não pode fugir de suas responsabilidades. A PF e o judiciário, com a importante contribuição da mídia, vêm sendo usados politicamente para perseguir uns e salvar outros.
Enquanto todo mundo fica gritando que a bola da vez é Lula, quem está sendo acossado de forma vil e criminosa neste momento é Pimentel."
______________________________

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF


De como o governo Lula profissionalizou a PF mas não a política

Luis Nassif

Mais do que questões partidárias, a motivação maior da Operação Lava Jato é a revanche de duas operações anteriores que foram sacrificadas pelo jogo político: a Satiagraha e a Castelo de Areia. E é um exemplo eloquente dos erros de Lula e do PT em relação à Polícia Federal.
No primeiro governo Lula, o Ministro Márcio Thomas Bastos mudou a face da PF e do combate ao crime organizado no país. O reaparelhamento da PF, a criação da Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), o preparo de procuradores e policiais federais para, junto com técnicos da Receita e do Banco Central, entender os becos intrincados do sistema financeiro, tudo isso fez parte de um processo que mudou o patamar de competência tanto da PF quanto do MPF.
Tinha-se, agora, pela primeira vez no país um sistema de combate ao crime organizado e, ao lado, um modelo político ancestral trafegando na zona cinzenta da legalidade, cujos exemplos anteriores foram as revelações trazidas pelas CPIs do Banestado e dos Precatórios.
Estimulados, os agentes e procuradores saíram a campo para enfrentar o maior desafio criminal brasileiro: desbastar a zona cinzenta onde circulavam recursos do narcotráfico, de doleiros, de corrupção pública e privada, de esquentamento de dinheiro, das jogadas financeiras, e por onde passavam as intrincadas relações entre política e negócios que estavam na base da governabilidade do país.
Quando calhava de delegados e procuradores encontrarem um juiz justiceiro de primeira instância, colocava-se em xeque todo o sistema de blindagem historicamente praticado no país.
Duas das mais expressivas operações - a Satiagraha e a Castelos de Areia - pegavam o coração da máquina tucana.
A primeira centrava fogo em Daniel Dantas, do Banco Opportunity, principal beneficiário do processo de privatização, sócio da filha de José Serra, administrador dos fundos do Instituto Fernando Henrique Cardoso, pessoalmente favorecido por ele, quando presidente da República,  em episódios que se tornaram públicos - como seu jantar no Palácio do Alvorada, cuja sobremesa foi a cabeça de dirigentes de fundos de pensão que se opunham a ele.
A segunda, a Castelo de Areia, pegava na veia os acordos de empreiteiras com os governos José Serra e Geraldo Alckmin. Quem leu o inquérito garantia haver provas robustas, inclusive, dos acertos para tirar das costas dos presidentes de empreiteiras a responsabilidade criminal pelas mortes no acidente com o Metrô.
Satiagraha foi abortada pela ação conjunta do Ministro Gilmar Mendes - defendendo o seu grupo político - e do próprio Lula, afastando Paulo Lacerda da Abin e os policiais que conduziam a operação, depois dos factoides plantados pela Veja e por Gilmar. E também devido às investidas da operação sobre José Dirceu.
Foi a primeira chaga aberta nas relações da PF com o PT e Lula.
No caso da Castelo de Areia, a alegação foi de que a investigação começou a partir de uma denúncia anônima. Especialistas que analisaram o inquérito, do lado das empreiteiras, admitem que não havia erro processual. O inquérito era formalmente perfeito. Terminou no STJ de forma estranha, negociado pelo ex-Ministro Márcio Thomas Bastos, na condição de advogado da Camargo Correia.
Foi assim que o PT, através de seus Ministros e criminalistas, livrou o PSDB dos seus dois maiores pepinos, mas ficou com uma conta alta espetada nas costas.
A revanche veio no pacto da Lava Jato, entre PF, MPF e o sucessor de Fausto De Sanctis: Sérgio Moro - que teve papel central não apenas na Lava Jato mas na AP 470, do mensalão, como assessor da Ministra Rosa Weber.
A rebelião da primeira instância
A anulação da Satiagraha e da Castelo de Areia nos tribunais superiores produziu intensa revolta entre juízes de primeira instância, MPF e PF.
Tome-se o caso da Satiagraha.
A lei diz que decisão de juiz de primeira instância precisa passar primeiro pela segunda e terceira instância até chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal). No controvertido episódio da concessão de dois habeas corpus, Gilmar Mendes atropelou a lei e as próprias decisões do juiz Fausto De Sanctis e mandou soltar os detidos.
Houve abusos, sim. O show midiático com a TV Globo, a prisão do ex-prefeito Celso Pitta, já doente terminal e outros. Mas também foi  divulgada uma conversa de Dantas afirmando que o desafio seria passar pela primeira instância, pois nas instâncias superiores havia "facilidades".
Conseguiu não apenas os dois HCs de Gilmar, como sua participação em dos factoides criados para a revista Veja e, depois, trancar a ação no STJ (Superior Tribunal de Justiça), de onde até hoje não saiu.
Todo o desgaste da Satiagraha e da Castelo de Areia, perante a opinião pública transformou-se em blindagem para a Lava Jato. Com o agravante de, no Ministério da Justiça, encontrar-se o mais inodoro Ministro da história da República.
Se os alvos fossem tucanos e o Ministro relator do STF Gilmar Mendes, não haveria problemas. Gilmar atropelaria a lei e concederia os HCs. E o Ministro Cardozo agiria valentemente em nome do “republicanismo”.
Agora, tem-se na relatoria do STF um Ministro técnico, formalista, sem vinculações partidárias. No Ministério da Justiça, um Ministro anódino, incapaz de conter os abusos “em nome do republicanismo”. Na Procuradoria Geral da República, um procurador geral empenhado com a sua reeleição tendo como principal opositor um colega que critica sua "leniência" (!!!) na Lava Jato. Finalmente, uma imprensa que ajudou a liquidar com a Satiagraha pelas mesmas razões que, hoje em dia, defende a Lava Jato.
Como é um jogo de poder, procuradores, delegados, Moro não se pejam em montar alianças com grupos de midia claramente engajados no jogo de interesses políticos e comerciais, alguns deles em aliança com o crime organizado.
O jogo poderia ter se equilibrado um pouco se o PGR aplicasse a lei e atuasse contra vazamentos de inquéritos sigilosos ou pelo menos aceitasse a denúncia contra Aécio Neves. Seria uma maneira de mostrar isenção e impedir a exploração política do episódio.
Mas hoje em dia a corporação MPF é fundamentalmente anti-PT. A ponto de fechar os olhos quando um ex-PGR, Antonio Fernandes dos Santos, livrou Dantas do mensalão e, logo depois, aposentado, ganhou um mega-contrato da Brasil Telecom, quando ainda controlada pelo banqueiro.
Enfim, o PT colhe o que plantou. E o PSDB planta o que não colheu.
___________________________________________