terça-feira, 30 de setembro de 2014

LOBÂO E FIDELIX: SAI UM IDIOTA E LOGO ENTRA OUTRO



por : Paulo Nogueira

Levy Rules
Fidelix rules!!
Assim reagiu no Twitter Lobão à diarreia homofóbica de Levy Fidelix no debate da Record.
Numa tradução livre, Fidelix brilhou.
Você pensa que Lobão não pode ser mais obtuso, mas ele sempre surpreende e encontra novos limites
para a estupidez e o reacionarismo.
Lobão é uma amostra expressiva de como a direita respondeu a Fidelix. Com embevecimento diante de
alguém que disse verdades à “ditadura gayzista”, um herói que ousou desafiar o pensamento
“politicamente correto”.
Levy Fidelix, o candidato que era uma piada até virar uma infâmia, é, hoje, um ídolo da direita
brasileira. Isso mostra o panorama desolador do conservadorismo nacional.
Roger Moreira, também no Twitter, admirou a coragem de Fidelix. Quer dizer: Fidelix não foi vulgar, não foi obsceno, não foi idiota. Foi, para Roger, um exemplo de bravura.
Outro reacionário notório, Reinaldo Azevedo, torturou o jornalismo e a língua portuguesa ao falar sobre o caso. Ele falou em “suposta” homofobia.
Portanto, no Planeta Azevedo, podemos discutir se as palavras de Fidelix foram – ou não – homofóbicas. Há sempre a possibilidade, segundo esta ótica peculiar, de que Fidelix tenha elogiado os homossexuais ao dizer que eles têm que se tratar, mas longe de nós.
O cuidado extremo com que Azevedo se referiu a Fidelix só vale, naturalmente, para a direita.
Dias antes, eles escrevera, a propósito do caso Petrobras, que o delator REVELARA – ele usou maiúsculas – coisas terríveis contra Dilma.
O delator não afirmou, não disse. Ele REVELOU. No Planeta Azevedo, acusações contra adversários de seus patrões não são acusações. São REVELAÇÕES. Você pula a etapa da investigação, da defesa, da exibição de provas, se as houver, e da decisão da justiça.
Importante: isto para os inimigos.
Dias atrás, o jornalista Ricardo Kotscho escreveu que a origem da raiva de Roberto Civita contra Lula reside na diminuição da publicidade do governo federal para a Abril.
Está errado dizer, segundo o jornalismo decente, que Kotscho REVELOU. O certo é registrar que Kotscho “afirmou”.
Mas, sejam quais sejam as origens do ódio da Veja a Lula, o fato é que o jornalismo decente deixou de valer faz muito tempo para a revista, substituído por uma patética panfletagem sem nenhuma credibilidade senão para um público limitado de analfabetos políticos.
No caso de Fidelix, outro argumento da direita em favor do seu bestialógico recorre à liberdade de expressão, como se você pudesse dizer qualquer coisa e invocá-la.
Em maiúsculas, como Azevedo, Malafaia congratulou Fidelix no Twitter. “PARABÉNS, LEVY FIDELIX, POR VOCÊ FALAR O QUE PENSA. ESTAMOS EM UMA SOCIEDADE LIVRE. O ATIVISMO GAY QUER IMPLANTAR A DITADURA DA OPINIÃO! VALEU!”
Bom, pelo menos parece que Mafalaia saiu da fase da “ditadura bolivariana” para admitir que vivemos numa “sociedade livre”.
Há regras para a liberdade de expressão, como para tudo. Nos dias de hoje, por exemplo, caso alguém em solo americano se manifeste publicamente a favor dos Estados Islâmicos irá, rapidamente, para a cadeia.
Um juiz americano colocou isso de forma didática. Imagine um teatro lotado. Se alguém gritar “fogo”, pode gerar um pânico que leve a mortes. É inútil invocar depois, na justiça, a liberdade de expressão para poder gritar “fogo”.
Por mais que os conservadores queiram, Levy Fidelix não foi destemido, não foi iconoclasta, não foi brilhante.
Foi apenas sem noção, ou, para quem gosta de definições mais diretas, um perfeito idiota.
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DataCaf: Dilma a 2 pontos do 1° turno



DataCaf de terça (30), da boca do forno:

Dilma Rousseff 40

Bláblárina 24

Aécio 18

Se houver segundo turno – hipótese cada vez mais remota:

Dilma 46.

Marina 40

Em tempo: lembra, amigo navegante, quando Ataulfo (no ABC) dizia que tempo de tevê é 
irrelevante? A Bláblá gostaria de ter uma conversinha com ele.
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A CAGADA DA SEMANA


"Estou pronto para vencer as eleições"

Nossa candidatura é a única que cresce nessa reta final", celebrou o candidato 

no Rio; "Em São Paulo, em apenas seis dias, crescemos 8 pontos no Estado de 

São Paulo. Já estamos na frente no Centro-Oeste e na maioria dos Estados do 

Sul e começamos a recuperar também nos outros Estados do Sudeste, como 

Rio e Minas, onde avançamos muito nesses últimos dias. E espero que no 

Nordeste avancemos ainda mais, porque lá também já começou uma reação, 

assim com no Norte".

(Aécio Neves, nesta terça-feira 30, durante ato no Rio de Janeiro)
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TUCANISTÂO: Folha “descobre” que SP terá racionamento pós-eleição. Alckmin e Marina ainda não



Fernando Brito, Tijolaço

"Na entrevista – em geral cínica – que o governador Geraldo Alckmin dá à Folha hoje, uma verdade, ao menos, há.
Todas as informações sobre a crise hídrica de São Paulo estavam – e estão – publicadas na internet, ao alcance de todo e qualquer um que queira analisar a gravidade do problema.
É, aliás, a única verdade nesta história toda, cuja mais recente mistificação é a de que haverá água, mesmo que não chova, para atravessar o resto do ano.
Este blog, a centenas de quilômetros do drama vivido pelos paulistas – que só entra aqui em casa quando meu filho, que vive lá – me conta dos cortes noturnos do abastecimento – deu, desde o início do ano, acompanhamento sistemático ao desastre paulistano.
Os grandes veículos de comunicação, porém, viveram de “releases” e garantias de que tudo estava “sob controle”.
Sempre foi e ainda é, numa palavra, mentira.
Não se fala nos números chocantes que estão à disposição, como disse Alckmin, de todos.
Por exemplo, que o reservatório do Atibainha, de onde está vindo toda a água retirada hoje do Sistema Cantareira, tem míseros 60 centímetros – três palmos! – de água, até que seja atingida a cota mínima – já com todo o bombeamento – de 777 metros sobre o nível do mar. Nove bilhões de litros, água para seis dias, no ritmo atual de retirada.
Ou que o Jacareí, o maior dos reservatórios, cujas comportas foram completamente fechadas há dez dias, só conseguiu acumular, neste período, meros 4 bilhões de litros, pouco mais de dois dias do consumo da Grande São Paulo.
Os 60 bilhões de litros de água que ainda se diz ter como disponíveis são, neste momento, virtuais, porque dependem da escavação frenética de canais que liguem as “poças” que formam hoje o reservatório seco deste reservatório.
A Folha “descobriu” hoje um documento - elaborado por técnicos da Agência Nacional de Águas e pelo Departamento de Águas e Esgotos do Governo paulista que, enfim, implanta o racionamento que vem sendo criminosamente adiado há sete meses, por razões político-eleitorais.
Não é um “furo” de reportagem, é a confissão de uma omissão jornalística.
Pior, de um estelionato jornalístico, porque o estelionato eleitoral foi legitimado pela imprensa, a mesma imprensa que agitou, o quanto pôde, o fantasma de um “apagão” elétrico que podia render frutos políticos contra o Governo Federal.
Dois estelionatos, aliás, porque a candidata que se diz “ambientalista” calou criminosamente sobre o tema, de olho na conveniência de amealhar votos em sua aliança envergonhada com Geraldo Alckmin.
Embora estejamos vivendo, de fato, uma das piores estiagens que este país já enfrentou, há algo que tem faltado mais que água.
Vergonha."
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Sem registro da OAB, Barbosa terá que recorrer à Justiça, torcendo para não encontrar outro Barbosa


Há grande risco de assistirmos, em breve, ao suicídio coletivo de milhares de coxinhas terroristas.

Jornal GGN – A Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal rejeitou um pedido de Joaquim 
Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal de ter direito a registro para exercer a advocacia. 
Ibanez Rocha, presidente da OAB-DF indeferiu o registro alegando que a conduta do ex-ministro feriu 
a ética profissional e citou dois desagravos feitos pela entidade em defesa de advogados que foram 
ofendidos por ele.
Um dos ofendidos por Barbosa foi o ex-ministro Maurício Correa, já falecido e que foi acusado por ele 
de usar o prestígio como ex-ministro para ações que transitavam no STF. O outro alvo de Barbosa foi 
o advogado José Geraldo Grossi, que teria sido ofendido pelo ex-ministro quando presidente do STF 
que afirmou haver um conluio de advogados para defender os mensaleiros.
A OAB já notificou Joaquim Barbosa da decisão de seu presidente. Agora, o ex-ministro terá que 
recorrer à comissão de seleção para pedir que o despacho de Ibanez Rocha seja anulado. Outra opção 
de Barbosa será recorrer à Justiça para ter direito ao registro da Ordem.
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APERTEM OS CINTO ! UMA AVALANCHE DE PESQUISARIAS VEM AÍ !!



Por Fernando Britto

Vem aí uma maratona de pesquisas.
O Datafolha registrou nada menos que três: para hoje, amanhã e sábado.
O Ibope, outras três: hoje, sexta e sábado.
É uma vergonha, em matéria de indução do eleitorado, mas é assim que as coisas se passam em nosso
país, com a mídia que temos, com seus “apêndices” estatísticos.
Vamos assistir uma guerra, que vai ter como cena central a “crise” econômica que está sendo
criminosamente construída na Bolsa e no dólar.
Essa é a “frente de ataque a Dilma”, mas a direita, apesar ne ter deixado de lado toda a prudência nisso,
não sabe o que fazer diante do caldeirão em que armou seus feitiços.
Marina foi uma aposta imprudente, na qual jogou todas as suas fichas, e ela, visivelmente, gorou.
Pode ter força residual para chegar ao segundo, mas isso se torna cada vez mais duvidoso.
O Globo, hoje, abre suas baterias sobre ela.
Reportagem mostra como foi financiada pela Natura e pelo Itaú.
Merdal Pereira já admite que, entre os assessores de Aécio (isso é uma auto-análise?) é forte a percepção de que “é possível ir ao segundo turno passando por cima de Marina”.
E Ricardo Noblat, que havia se tornado um dos mais intransigentes “marinistas” da mídia, parte para o desaforo com a candidata.
Pare de se fazer de coitadinha, Marina! Ou vá à luta ou desista“, diz ele, sem meias-palavras.
E vaticina: “Agarre-se Marina com todos os deuses disponíveis para não morrer na praia antes de domingo próximo. Corre tal risco.’
Quem vai mostrar este “risco” são os números que as pesquisas de hoje terão coragem de assumir.
Marina abaixo dos 25% será sinal de desembarque da candidatura da ex-verde, ainda mais se acompanhado de Aécio com 20%.
A tendência é essa e é no um a mais, um a menos – que vai se estreitando quanto mais perto estamos da votação – que se formam as “ondas” de expectativas.
Para recordar: no primeiro turno de 2010, Dilma teve 46,9% dos votos válidos, depois de uma semana final com tendência de queda, o contrário do que ocorre agora, quando tem 45- 46% dos válidos
Serra teve 32,6%, e entrou estável na última semana, com uma percentagem entre os válidos que se aproximava dos 32, segundo o Datafolha. Como Marina virou o Serra de 2014, veja-se que ela tem, no último Datafolha, 30,3% dos válidos, em franca trajetória de queda.
E Aécio, o azarão que era Marina em 2010, quando esta teve 19,3% dos válidos, entra, em estabilidade ou leve alta, na semana final nas mesmas condições que ela terminou, pois tem, segundo o último Datafolha, 20,2% dos válidos.
Marina tornou-se um mulambo eleitoral. Imprestável.
Tornou-se evidente que a direita ou a mata ou corre o risco de morrer com ela.
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LULA: 'ESSA É A SEMANA DA MENTIRA NA IMPRENSA"


"Essa semana agora é a semana das mentiras. Vocês vão ver quantas mentiras vão ser contadas 
na imprensa. Vocês não têm que acreditar porque todas as vezes que aparece um candidato que 
tenta fazer as coisas para o povo mais humilde, ele é achincalhado pela elite brasileira que não 
quer que a gente faça", afirmou o ex-presidente Lula, em ato do PT em São Paulo, ao lado da 
presidente Dilma Rousseff e do candidato petista ao governo do Estado, Alexandre Padilha.

Ao lado do candidato Alexandre Padilha (PT), o ex-presidente disse que o eleitor precisa escolher bem 
todos os candidatos e voltou a citar a ordem da votação: deputado estadual, federal, senador, 
governador e presidente.
No início do seu discurso, Lula exaltou a situação econômica atual, assim como fez antes do comício, 
quando participou de um desfile em carro aberto, debaixo de chuva, pelo centro de Franco da Rocha.
“Eles reclamam da inflação, mas se esquecem que no tempo deles a inflação era de 80% ao mês”, disse.
Lula voltou a exaltar os 12 anos do PT no governo e disse que o Pais não pode permitir retrocesso.
“Não foi fácil chegar até aqui e fazer o povo brasileiro acreditar em nós”, disse, lembrando que muitos 
trabalhadores tinham receio de votar em alguém sem diploma.
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OAB-DF nega registro de advogado a Joaquim Barbosa



A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal rejeitou pedido do ex-presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de ter direito a registro da OAB para exercer a advocacia.
O presidente da OAB-DF,
Ibaneis Rocha, indeferiu o registro alegando que a conduta de Joaquim
Barbosa feriu a ética profissional.
Rocha citou como exemplo dois desagravos que foram feitos pela OAB em defesa de advogados que
foram ofendidos por Joaquim Barbosa quanto ele ainda estava no Supremo.
Um deles foi o ex-ministro Maurício Correa, já falecido, que foi acusado por Barbosa de usar o
prestígio de ex-ministro para tratar de ações que tramitavam no STF. O outro foi o advogado José
Gerardo Grossi.
Segundo a OAB, Grossi teria sido ofendido por Barbosa quando o então presidente do STF afirmou
que havia um conluio de advogados para defender os réus do Mensalão.
Joaquim Barbosa já foi notificado da decisão do presidente da OAB. Agora, ele terá que recorrer à
comissão de seleção para pedir que o despacho de Ibanez Rocha seja anulado. Barbosa também pode
recorrer à Justiça para ter direito ao registro da Ordem. Barbosa é formado em Direito e antes de ser
ministro do STF era procurador da República concursado.
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Se Israel dialoga com o Hezbollah, por que os EUA não dialogam com o Estado Islâmico?



POR ROBERT FISK
Publicado no Independent.


Ele se ofereceu para fazer um acordo com o Estado Islâmico. Não, não se trata de David Cameron e
nem de Obama, é claro. Estou falando de Walid Jumblatt, líder libanês. Ele está exigindo que o 
governo do Líbano troque prisioneiros islâmicos por 21 soldados e policiais detidos pelo EI e pela 
Jabhat al-Nusra.
No caso de você ter esquecido – ou simplesmente não saber da história porque estes homens eram 
libaneses, não ocidentais – gostaria de acrescentar que um dos soldados foi morto com um tiro na 
cabeça. Dois deles foram decapitados. Com vídeo, é claro. Assim, suas famílias puderam ver a sua 
decapitação no conforto da sua casa.
Por isso, vamos ser claros a esse respeito. O exército libanês, a única instituição séria no país, foi 
emboscado em agosto passado na cidade sunita de Arsal, na fronteira sírio-libanesa. Arsal é ao mesmo 
tempo uma cidade e um campo de refugiados, além de quartel general do EI – inimigos mortais, como 
nós journalistas gostamos de dizer, do presidente sírio Bashar al-Assad -, e é por isso que Jumblatt não 
será condenado pelo Sr. Cameron ou por Obama. Afinal, Cameron e Obama estão bombardeando 
o EI, certo? Mas eles também querem derrubar Assad, não é mesmo? Problema.
Agora, Jumblatt é um cara generoso – e por que não seria quando as famílias dos 21 soldados que 
ainda estão desaparecidas e policiais implorou-lhe para dizer ao governo libanês para trocar seus filhos 
e maridos e irmãos para os islâmicos presos? O porta-voz do Jumblatt anunciou que o governo “não 
pode negociar sob a ponta de uma faca”. Mas todos nós sabemos o que isso significa. Você pode.
E eu estou impressionado com o quão diferentes os libaneses são dos britânicos. Esta manhã, as 
famílias dos 21 soldados e policiais planejam armar barracas em frente às casas dos ministros do 
governo. Ontem, eles bloquearam estradas em todo o Líbano. Pelo menos um jornal afirmou que o 
governo matando seus próprios soldados, recusando-se a negociar.
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Presos mantidos em Roumieh, prisão ao norte de Beirute, por sua luta contra o exército em 2007 no 
campo palestino de Nahr el-Bared, ainda não foram julgados.
Para lembrar que os libaneses são humanos como nós, eis o texto de uma mensagem que o cabo 
Sulieman Dirani, do exército libanês, enviou à sua família conclamando seus parentes a protestar nas 
ruas do Líbano: “Peço ao exército libanês e ao estado libanês que tenha consciência e simpatia com os 
nossos pais e mães e considerem-nos seus filhos. Peço a eles para ver como nossos pais e mães estão 
dormindo nas ruas sem ninguém mostrar qualquer interesse no assunto.”
E talvez esses soldados possam viver. O governo libanês tem um homem duro que lida com os civis 
seqüestrados. Ele se chama Abbas Ibrahim, um homem corajoso que costumava andar desarmado no 
campo palestino de Ein el-Helweh em Sidon para falar com os homens de Osama bin Laden. Ele agora 
é chefe da “Segurança geral” libanesa. E sim, ele é um general. Organizou a libertação de freiras cristãs 
detidas pela Jabhat al-Nusra na cidade síria de Yabroud. Muitos outros devem a sua vida a este
homem.
Não é da sua coragem que eu estou falando. É do fato de que o governo libanês está disposto a 
conversar com os bandidos. Nós não fazemos isso, é claro. Mas por que não?
Perfeitamente razoável, governos respeitáveis trocam prisioneiros. Veja Israel. O país devolve 
combatentes do Hezbollah por apenas alguns soldados israelenses capturados. Já fez isso muitas vezes.
Ninguém critica o governo israelense. Em todo o Oriente Médio, prisioneiros são libertados para outros
cativos. A liberação dos de soldados em troca de outros cativos remonta ao tempo das Cruzadas.
Mas há outros problemas no Líbano. Um terço da população é agora síria. E os militares estão
profundamente preocupados com o fato de que o EI está no interior do país. Não apenas em Arsal.
Mas no sul do Líbano, também.
Refugiados sírios estão partindo de Shebaa, perto da fronteira com Israel. Na verdade, parte de Shebaa
é reivindicada por Israel – embora mapas do antigo mandato francês sugerem que a terra é ocupada
pela Síria.
Mas os israelenses devem estar preocupados ao ouvir falar de um novo slogan estava pintando ns
paredes de Hasbaya, uma pequena e bela cidade ao norte de Shebaa. Ele pregava um futuro Estado
Islâmico no Líbano
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Os três patéticos comentam o discurso de Dilma na ONU


Já imaginou se nossa política externa fosse comandada por um time como Demétrio Magnoli, 
Reinaldo Azevedo e Arnaldo Jabor?

Por Antonio Lassance

Sábio é o ditado de que "Deus não dá asa a cobra".
Já imaginou se nossa política externa fosse comandada por um time como Demétrio Magnoli, Reinaldo 
Azevedo e Arnaldo Jabor?
A única dúvida seria a de onde estariam nossas tropas na semana que vem.
Moe, Larry e Shemp não leram, não ouviram e mesmo assim não gostaram do discurso da presidente 
Dilma na ONU. Uma semana depois, o episódio ainda rende comentários.
Como ousam Dilma e o Itamaraty invocar a solução pacífica dos conflitos, enquanto os três patéticos 
pedem Capitão América e Rambo?
Esse princípio constitucional da política externa brasileira acabou virando, com a obtusa ajuda do 
Partido da Imprensa Golpista, mais um legado do petismo.
Se Azevedo, Magnoli e Jabor nos mostram que a história do Brasil realmente começou com Lula e 
Dilma, quem somos nós para discordar?
Os pistoleiros de nossa política externa acusaram Dilma de querer negociar com terroristas e até de 
reconhecer o Estado Islâmico - balas de festim do esforço concentrado para derrubar qualquer meia 
dúzia de votos da presidenta. Quanto vale esse esforço?
O mais intrigante é que os terroristas do Estado Islâmico têm sotaque britânico; usam armas do
Ocidente; combatem, na Síria, o arqui-inimigo Bashar al-Assad; são adversários históricos dos xiitas 
iranianos.
Nos anos 1980, no velho Jornal Nacional, Paulo Francis e Cid Moreira davam pedagógicas lições 
diárias sobre o conflito entre Irã e Iraque.
Fomos adestrados a entender que, no mundo islâmico, os xiitas são os malvados, e os sunitas, os 
bacanas.
Até o PT chegou a ser apelidado de xiita, em homenagem aos malvados, claro.
O tempo passou e os bacanas deram origem à Al Qaeda e, "voilà", ao Estado Islâmico.
Às vésperas da eleição, a tentativa de se criar alguma celeuma sobre o discurso de Dilma na ONU 
mostrou apenas que os três colunistas do apocalipse fazem qualquer negócio para massagear sua 
presunção de formadores de opinião e atacar até mesmo o óbvio ululante.%u20B Afinal, o óbvio 
ululante só pode ser lulista.
Realmente patético.
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PORQUE VOTAR EM DILMA: ELA DERRUBA ATÉ A BOLSA !! IBOVESPA CAI QUASE 2% À ESPERA DE NOVAS PESQUISAS

 

Nessa gloriosa segunda-feira 29 de setembro, a Bolsa fechou com uma queda retumbante: 4,52%, em 54.625 pontos.
A Petrobras ON caiu caiu espantosos 11,03%.
O que significa que continuará sob o controle do povo brasileiro e, não, da Chevron ou da parcela da “sociedade brasileira” que a Bláblá “consulta” nos debates … (leia “em tempo”.)
O Itaúúú também desabou: caiu 6,71%.
O que significa que o Banco Central continuará subordinado à hegemonia popular – ou seja, ao 
Executivo e ao Legislativo, cujos membros são escolhidos pelo povo.
E não a quem a Neca Setúbal e o irmão Roberto escolherem.
O dolar subiu patrioticamente: fechou a R$ 2,45, para a alegria dos exportadores brasileiros.
Como diz amigo navegante: quando o próximo DataCaf garantir a vitória no primeiro turno, a Bolsa 
vai cair tanto que será obrigada a dar um “stop-loss”!
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TSE suspende propaganda de Marina por ofensa pessoal contra Dilma e PT


Em decisão individual, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin deferiu liminar para suspender propaganda eleitoral da Coligação Unidos pelo Brasil, da candidata Marina Silva, por conter ofensa de caráter pessoal à candidata Dilma Rousseff e à Coligação Com a Força do Povo, capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Na referida propaganda, a coligação da candidata Marina Silva alega que eventual corrupção no âmbito da Petrobras tem financiado a base aliada dos partidos que apoiam a Coligação com a Força do Povo. 
Afirma, ainda, que a candidata Dilma Rousseff foi chamada a responder perante o Tribunal de Contas da União pelo prejuízo causado pela negociação envolvendo a refinaria de Pasadena, uma vez que, na época, ela fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras.
O que é MAIS UMA MENTIRA DE MARINA. 
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A canastrice de Marina Silva e o DNA hollywoodiano

Wilson Ferreira

Muitas teorias conspiratórias veem a candidata Marina Silva como um “instrumento de Washington”, 
“a nova direita” etc. Se isso for verdade, não seria tanto pelas teses neoliberais que seu programa de 
governo defende. Seu DNA não está em Washington, mas em Hollywood. Marina Silva se filia a uma 
lista de personagens políticos construídos a partir do imaginário coletivo cinematográfico como Hitler e 
Mussolini (o cinema mudo), Jânio Quadros (Jacques Tati) e Collor de Mello (Gordon Gekko de “Wall 
Street”). 
É a “canastrice” na propaganda, noção que a ciência política deveria levar mais à sério: políticos 
tornam-se verossímeis quando se reconhecem neles elementos de uma certa mitologia pop ou 
cinematográfica. Mas por que eleitores não percebem o artificialismo das performances exageradas, 
melodramáticas e esteticamente kitschs, características da canastrice? Talvez porque um século de 
Hollywood não apenas tenha afetado nossos corações e mentes, mas a própria percepção.  
(........)

Marina Silva, Washington, Hollywood
Em reportagem especial sobre a campanha eleitoral brasileira, o jornal francês L’Humanité Dimanche 
definiu a candidata Marina Silva como “instrumento de Washington” e “a nova direita brasileira”. E o 
episódio da visita da candidata aos EUA “em busca de novas parcerias”, como afirmou, em plena reta 
final da campanha eleitoral apenas reforçou essa teoria conspiratória.


Marina Silva: a "nova direita" com DNA hollywoodiano?
Mas para esse blog a evidência de que a candidata seria teleguiada pelos EUA não estaria tanto nas 
teses neoliberais que o seu programa de governo defende - Banco Central independente, recuperação 
do “tripé econômico” ao custo do sacrifício dos programas sociais para alcançar metas de superávit 
primário etc.
Para nós, a principal evidência estaria no inconfundível DNA hollywoodiano da construção da 
personagem Marina Silva: a filha de seringueiros que emergiu da floresta para salvar a Amazônia (ou a 
“rainforest”, expressão com a qual os americanos costumam se referir à florestas tropicais) e, portanto, 
todo o planeta. A marca indelével da linguagem midiática da indústria do entretenimento norte-
americano estaria na canastrice da sua personagem, que repete o mesmo padrão de uma certa mitologia 
pop.
Canastrice e a Ciência PolíticaO poder da canastrice é uma noção que deveria ser levada mais a sério
pela ciência política. Walter Benjamin afirmava que a estetização da política era a principal estratégia
do fascismo: tanto os astros como os ditadores se dirigiram às massas através do cinema.


Walter Benjamin: astros e ditadores se dirigiram às massas através do cinema

“A humanidade preparou-se séculos para Victor Mature e Mickey Rooney”, também disse outro 
frankfurtiano, Theodor Adorno, sobre o poder hipnótico dos atores canastrões. Astros do cinema mudo 
como Chaplin, Max Linder, O Gordo e o Magro e os Keystone Cops prepararam o terreno para as 
performances caricatas dos ditadores do século XX. Exatamente nesse ponto reside a canastrice na 
política: certamente Hitler e Mussolini se inspiraram nas gags visuais dos gênios do cinema mudo. 
Mais tarde, de forma overact, exagerada, kitsch e artificial (características da canastrice) trouxeram para 
a realidade o que viram nas telas. E com trágicas consequências que foram bem além do 
entretenimento.
Marina Silva é mais um exemplar dessa espécie de hiper-populismo baseado na canastrice política, 
assim como foi Jânio Quadros (uma versão canastrona de Monsieur Hulot do cineasta francês Jacques 
Tati) ou Collor de Mello (a reedição canastrona dos yuppies que povoaram as telas do cinema nos anos 
1980, como o personagem Gordon Gekko do filme Wall Street, 1987).
A construção de uma personagem
Marina possui o que se chama physique du role para exercer o papel: magra, olhos fundos, levemente 
arqueada, com um xale sobre a cabeça e olhar vindo de baixo para cima como um contra-plogee no 
cinema, sugerindo uma estudada humildade e resignação diante da sua suposta predestinação. A 
humildade humana diante dos misteriosos caminhos de Deus...


Marina Silva tem o "physique du role" para o papel

Ela é a reedição de toda uma galeria de santos, heróis, salvadores ou sobreviventes enaltecidos pelo 
inconsciente coletivo midiático: a foto da menina Sharbat na capa da National Geographic, com uma 
túnica cobrindo a cabeça conferindo um ar beatífico de pureza e resistência; a naturalizada indiana 
Madre Tereza de Calcutá, beatificada muito tempo antes da Igreja pela mídia...


É a personagem perfeita, porque veio da floresta intocada, pura. Mais uma amostra do DNA midiático 
norte-americano, chave do novo puritanismo neopentecostal daquele país que criou um 
fundamentalismo religioso baseado no pensamento ecologicamente correto, como pode ser visto em 
ação no filme 
O Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street, 2010 – um mix de demônios indígenas, colonização 
norte-americana e o ideário místico-ecológico da Teoria Gaia – sobre o filme clique aqui).
>>>>>>>>>>Leia mais>>>>>
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O estranhíssimo sequestrador. No Facebook, desequilíbrio e elogios a Campos e Joaquim Barbosa



Por: Fernando Brito

Muito, muito estranha a história deste Jac (ou Jack, como ele usa no Facebook) Souza Santos, que 
mantém um funcionário do hotel Saint Peter como refém, em Brasília.



Personagem esquisito, ex-vereador (pelo PP) e ex-secretário de Agricultura do pequeno município de 
Combinado, em Tocantins, em sua página pessoal há postagens elogiando o Corínthians, Eduardo 
Campos, Joaquim Barbosa e criticando o que diz ser a corrupção na Petrobras e o programa “Mais 
Médicos”.
O texto é de uma pessoa simplória, cheio de erros primários de ortografia e raciocínio pouco 
concatenado.
Tudo indica tratar-se de uma pessoa periférica, com transtornos mentais.
Que acabaram encontrando no clima de histeria que se cria no país combustível para sua sandice.
A imprensa parece não ter se interessado muito por suas conexões , o que pode ser muito útil para uma 
pessoa em aparente surto psicopático.
Aí ao lado reproduzo trechos de sua página.
A polícia do Distrito Federal não deve se precipitar e é preciso verificar bem se o tal colete explosivo 
não é um simulacro.
Mas tendo em mente que, em primeiro lugar, está a integridade física do senhor que foi feito de refém.
Não é o primeiro louco que aparece e não será o último, e uma polícia capaz e preparada deve ter 
negociadores e grupos de intervenção preparados para este tipo de ocorrência.

PS. Enquanto escrevia o post, felizmente, o rapaz se entregou. Parabéns aos policiais e às autoridades 
que os comandam por evitarem uma situação a la “Rambo” e riscos desnecessários. Ele tem de ser 
detido e encaminhado imediatamente para verificações psiquiátricas.

PS2: Será que só este modesto blog achou a página do rapaz no Facebook? Será que não é relevante a 
informação?
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As altas confusões de Hulk, Marina, Meirelles e Malafaia


Corta!
por : Kiko Nogueira

Já não vinha sendo uma semana das mais felizes para Marina Silva. Queda nas pesquisas, ataques de
Dilma e Aécio, a esquisita teimosia com a questão da CPMF (que ela garante ter votado a favor, 
embora os anais do Senado teimem em registrar o contrário).
Eis que surge um alento: o apoio do ator Mark Ruffalo, ícone da Hollywood liberal, sempre com a 
barba malfeita, o olhar carente, canastrão gente fina. Uma espécie de Wagner Moura sem arrogância, 
campeão das boas causas. Ganha dinheiro como o Hulk nos longas da Marvel, mas o prestígio vem 
com filmes como “The Normal Heart”, dramalhão que lhe rendeu uma indicação ao Emmy pelo papel 
de um ativista gay.
Não ia render dez votos, mas seu endosso, num vídeo, foi comemorado como um sucesso estrondoso 
pelos marinistas. “Marina representa um novo tipo de paradigma no mundo. O sistema político como é 
hoje, não é sustentável”, dizia ele, fofíssimo. MS era uma “dessas pessoas muito muito especiais”.
Bem, não durou 24 horas.
Sabe-se lá quem lhe soprou o que nos ouvidos, mas Ruffalo retirou o que falou num post em seu blog. 
“Veio até meu conhecimento que a candidata brasileira à presidência Marina Silva pode ser contra o 
casamento gay. Isso me colocaria diretamente em conflito com ela”.
Prosseguiu: “Eu não posso, de forma consciente, apoiar uma candidata que tenha tal abordagem de 
extrema direita com relação a questões como casamento gay e direitos reprodutivos das mulheres, 
ainda que esta candidata tenha intenções certas sobre as questões ambientais.”
No final, pediu desculpas pelos transtornos causados.
A equipe de Marina se pôs, imediatamente, a tentar explicar o inexplicável para Ruffalo através das 
redes sociais. Mais uma vez, o problema eram as mentiras e calúnias espalhadas pelos adversários. O 
estrago, porém, já estava feito.
Malafaia deu o beijo da morte em Marina.
Nenhum candidato sobrevive incólume ao abraço de um cafajeste medieval. O recuo na questão
LGBT foi o primeiro e o mais escandaloso de várias idas e vindas clamorosas.
Hoje, Marina e sua Rede condenaram veementemente o discurso de Levy Fidelix no debate da Record.
“Nós manifestamos publicamente o repúdio diante das declarações homofóbicas, segregacionistas e
pseudo-científicas do candidato Levy Fidelix”, lê-se no site. O partido (partido?) estuda entrar com
uma ação.
Ok. Mas por que agora? Malafaia e Feliciano, dois aliados, detonam homossexuais e ativista LGBT 
diuturnamente, numa obsessão doentia, para não dizer suspeitíssima — e Marina nunca levantou uma 
sobrancelha.
O que explica a indignação seletiva?
A saída de cena de Ruffalo é um vexame para Fernando Meirelles, o gênio do cinema brasileiro que 
ofereceu seus préstimos à campanha marinista e, suponho, deva ter costurado o contato com Ruffalo, 
que trabalhou em seu “Ensaio Sobre a Cegueira” (imagino Meirelles, exasperado, no FaceTime: “Que 
isso, Mark! É grupo dos caras! Confia!”).
Seja lá o que o povo de MS possa alegar, está na hora de assumir alguma responsabilidade sobre as 
besteiras cometidas. Quando até o Hulk fica nervoso, é porque nem Jesus salva.
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O PECADO CAPITAL DA BlÀBLÁ: A USINA A FIO D 'ÁGUA


Bem que a Dilma podia tratar disso no “debate” da Globo.

No post “assim se fez uma entreguista”, o Conversa Afiada tratou do tema que, agora, o próprio PSDB
denuncia. Bláblárina subirá ao Tribunal da História por crime de lesa-pátria: transacionar com os
ambientalistas americanos do Greenpeace (entre os citáveis) a capacidade de produção das hidrelétricas
brasileiras.

Trocar o regime de reservatório por fio d’água:

(Reuters) – A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, comprometeu gerações futuras de 
brasileiros ao decidir, como ministra do Meio Ambiente, que usinas hidrelétricas na Amazônia 
deveriam funcionar sem um grande reservatório que regularizassem os rios, disse nesta segunda-feira o 
coordenador para a área ambiental do tucano Aécio Neves, Fábio Feldman.
Ao responder no Facebook sobre assuntos de meio ambiente e sustentabilidade do programa do 
candidato do PSDB, que começou a ser discutido na rede social nesta segunda, Feldman 
responsabilizou Marina pelas chamadas usinas de fio d’água.
Essa foi uma solução técnica encontrada para superar divergências de ambientalistas em que as usinas 
são construídas sem grandes reservatórios, o que reduz a área alagada, assim como a geração de 
energia em períodos de seca.
(…)
“O maior problema é que é uma usina a fio d’água e, por isso, vai gerar muito menos energia. É bom 
que se diga que essas usinas a fio d’água, como Belo Monte, foram uma decisão da então ministra 
Marina Silva. Essa decisão compromete o interesse de gerações futuras de brasileiros, na medida que 
abrimos mão de uma energia limpa e barata como é a energia das hidrelétricas.”
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

De extravagância a excrescência: por que o eleitor é obrigado a conviver com Levy Fidelix



por : Kiko Nogueira

“Pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais, aparelho excretor não reproduz. Tem
candidato que não assume isso com medo de perder voto. Prefiro não ter esses votos, mas ser pai, avô 
que instrua seu neto. Não vou estimular a união homoafetiva. Se está na lei, que fique como está”, 
disse Levy Fidelix, no momento que marcou o debate mais agressivo entre os candidatos à presidência.
“Se começarmos a estimular isso aí, a população do Brasil vai cair de 200 milhões para 100 milhões. 
Vai andar pela Paulista pra você ver. Somos maioria vamos combater essa minoria.”
Em alguns minutos, Levy Fidelix foi de extravagância eleitoral a excrescência. Pegou de surpresa 
quem acreditou em sua fantasia psicodélica de tio do pavê obcecado por trens.
Levy nunca teve plataforma e não tem condições de ser síndico. Seu destempero o transformou em 
garoto-propaganda da lei antihomofobia. Para alguma coisa, serviu.
Fidelix, do PRTB, disputa o Palácio do Planalto pela terceira — TERCEIRA — vez. “Vou endireitar 
o Brasil e combater a presidente Dilma Rousseff”, avisou. Sua sobrevivência depende dessas
aparições.
Em 2012, quando disputou a prefeitura de São Paulo, entrou na Justiça para garantir a presença no 
debate da Globo. Conseguiu uma liminar, mas o encontro foi cancelado.
A quantidade de pequena siglas é um absurdo sustentado por dinheiro público. O fundo partidário dá 1 
milhão à agremiação de Levy. Ele reclamou do dinheiro no SBT. (A candidatura de Alckmin tem 
colocado dinheiro nos nanicos que a apoiam. Segundo a Folha, o repasse de um milhão de reais para 
seis partidos saiu de doações das construtoras Queiroz Galvão e OAS).
Esta é sua décima aventura nas urnas. É uma doença com a qual você acaba se acostumando porque 
parece inofensiva depois de tanto tempo. Não é. Levy resume os problemas mais graves da nossa 
legislação eleitoral.
Como dono do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, não faz outra coisa da vida a não ser se 
candidatar e surgir a cada dois anos para sua pantomima.
Sua incompetência na área é assombrosa: começou em 1986, quando saiu para deputado federal pelo 
PL. Em 1989, breve pausa para ser assessor de comunicação de Collor de Mellor. Em 1990, lançou-se 
deputado federal pelo PTR. Nada.
Em 1994, inventou sua legenda e saiu para presidente.
Prefeito, vice-prefeito, deputado estadual, vereador –nunca foi eleito. Em 2010, presidência 
novamente. Obteve 57 mil votos.
Como sempre, os segundos de propaganda na televisão serão “negociados”. Está tudo à venda. Em 
2011, escutas telefônicas da Polícia Federal revelaram que Carlinhos Cachoeira quis comprar o PRTB 
em Goiás.
“O Levy não vence, mas as ideias vencem”, afirmou. Suas ideias, as poucas que podem ser 
divulgadas, também estão vencidas. É patético que o eleitor brasileiro seja obrigado a conviver com 
esse tipo de nanico, esfregando sua desfaçatez em sua cara.
Em 2018, tem mais.
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Por que tucano anaboliza o Eduardo Jorge ?


Quem seria o apoiador da campanha de Eduardo Jorge que produziu o vídeo, que tem uma 
edição profissional de imagem e de som? O clipe está pendurado no canal do youtube de Pedro 
Guadalupe. A descrição do vídeo informa que a produção é da empresa Satis Marketing Digital 
e a direção é do próprio dono do canal. O mais interessante é que Guadalupe, especialista em 
redes sociais, mora em Minas Gerais e presta serviços para o PSDB. Embora não seja 
formalmente vinculado à campanha, é próximo do candidato à presidência do partido, Aécio 
VOTOS DE MARINA

Por Igor Felippe, no Escrevinhador


Está fazendo sucesso na internet o clipe chamado “Eduardo, o Jorge”, com um reggaezinho baseado
em “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin (VEJA AQUI A ORIGINAL). Até agora, já foi
visto por mais de 345 mil usuários do youtube e está bombando nas redes sociais.
O clipe começa com um discurso do candidato do PV, Eduardo Jorge, em defesa da legalização da
maconha no debate da Band: “A medida que tem mais influência na diminuição da criminalidade é a
legalização com regulação das drogas psicoativas ilícitas, porque é daí que sai o financiamento dos
exércitos criminosos, para dominar penitenciárias, para corromper polícia e para fazer o sofrimento dos
brasileiros”.
Logo depois, começa a música com a imagem ao fundo de um fósforo acendendo um cigarro de
maconha. Uma voz feminina canta: “Eu já to cansado dessa onda quadrada, a Dilma ninguém não
traga mesmo estando bolada, Eduardo… o Jorge”.
A partir daí, a letra da canção mostra imagens oficiais da campanha de Eduardo Jorge, com o logo do
partido e o número. Assim, constrói a narrativa de uma propaganda oficial, mas com um tom diferente
dos filmes do PV no horário político. No entanto, o clipe não está disponível na página da campanha.
Seria um vídeo da campanha para o público da internet?



O Blog Escrevinhador entrou em contato com a assessoria do candidato Eduardo Jorge, que declarou
que, de fato, não se trata de um material oficial da campanha, que feito de forma espontânea. O
produtor do vídeo, segundo a assessoria, não presta serviços para o partido.
No facebook, o perfil de Eduardo Jorge divulgou o vídeo da seguinte forma: “Nossa campanha não é
financiada por empresas, apenas pessoas físicas. Nessa caminhada ganhamos até jingle e clip de
doação. Acredito que muitos de vocês já assistiram, mas como ainda não tinha sido divulgado no
facebook fica aqui nosso agradecimento”.
Meses atrás, Guadalupe tentou cooptar para a campanha tucana Jeferson Monteiro, dono do perfil
Dilma Bolada nas redes sociais. Monteiro deu trela para Guadalupe e depois divulgou na imprensa a
oferta que recebera.
Por que o assessor de redes sociais do PSDB produziu e divulgou um vídeo para Eduardo Jorge?
O desespero bateu nos tucanos. A possibilidade do PSDB ficar fora do 2º turno da campanha
presidencial pela primeira vez nos últimos 20 anos acendeu o sinal vermelho.
Assim, a tática da campanha tucana tem dois sentidos: conquistar votos para Aécio Neves, mas
também tirar votos de Marina Silva, criando condições para passagem para o 2º turno.
Por isso, o clipe produzido por Guadalupe usa Eduardo Jorge como um instrumento em disputa nas
redes sociais para tirar votos de uma parcela da juventude que tende a votar em Marina Silva.
Essa juventude dificilmente votaria em Aécio Neves, mas pode migrar para um candidato com um
discurso próximo de Marina Silva, que pauta a defesa do meio ambiente e da legalização das drogas,
critica a “polarização PT e PSDB” e não se coloca como direita ou esquerda.
Com isso, o especialista em redes sociais ligado ao PSDB, que sabe os limites do candidato tucano,
escolheu Eduardo Jorge como o candidato mais viável para tirar votos de Marina Silva a partir de um
trabalho nas redes sociais.
Então, é importante ficar esperto com os interesses que estão por trás das peças que circulam nas redes
sociais, que podem parecer uma manifestação inocente política, mas esconde objetivos que não são
desvelam à primeira vista.
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Invasor de hotel em Brasília se rende



O homem que fazia um refém desde às 8h30 desta segunda-feira (29/9) se rendeu. Algemado ao
funcionário do hotel, que retirou o colete com os explosivos, ele apareceu na sacada de um
apartamento com as mãos para cima. Ele será encaminhado para a 5ª DP (Área Central).
De acordo com os negociadores, Jac de Souza Santos, 30 anos, chegou a pedir uma bandeira do
Brasil.
A polícia acaba de aumentar o perímetro de segurança nas proximidades do local. Agora, as pessoas
têm de ficar a 100 metros do local. A distância foi aumentada por três vezes. Começou em 30m e
passou para 60m no meio da manhã.

No momento da invasão, havia 300 pessoas no
hotel.
De acordo com o cozinheiro-chefe, que não quis
dizer o nome, o homem teria feito check-in em dois
quartos no 10º andar, por volta das 5h desta segunda-
feira.
Três horas depois, ele teria invadido o primeiro
cômodo. Toda a área próxima ao hotel está
interditada.
O homem bateu nas portas dos quartos e pediu aos
hóspedes que deixassem o hotel, pois era uma
ameaça terrorista.
A Polícia Federal passou o fim da manhã tentando
contato com familiares do sequestrador, que vivem
na zona rural de Combinado (TO).
De acordo com conhecidos, Santos não aparecia na cidade
havia tempos e disse recentemente que viria para Brasília.
Os relatos apontam que ele vinha se mostrando “confuso”.
A polícia afirma que ele deixou cartas de despedida para a família se desculpando pelos seus atos.
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TSE garante novo direito de resposta a Dilma no programa do Peidador Everaldo



Agência Brasil

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Tarcisio Vieira concedeu direito de resposta à 
coligação Com a Força do Povo, da candidata Dilma Rousseff (PT), referente ao programa do 
candidato à presidência pelo Partido Social Cristão (PSC), Pastor Everaldo, que perdeu um minuto do 
tempo de televisão do Horário Eleitorial Gratuito, no turno da noite.
O conteúdo foi considerado pelo ministro-relator ofensivo e ultrapassou os limites da crítica e do 
debate político.
A decisão responde a uma representação apresentada pela candidata à reeleição e sua coligação após 
veiculação de propaganda de Pastor Everaldo, no último dia 18. No programa, o candidato citou que Correios, Banco do Brasil e a Petrobras passaram por corrupção. Ele afirmou que “nosso dinheiro está 
sendo roubado por esse bando de ladrões”.
O conteúdo foi considerado pelo ministro-relator ofensivo e ultrapassou os limites da crítica e do 
debate político. Na decisão, destacou ainda que postura semelhante por parte do mesmo candidato já 
havia levado o TSE a retirar um minuto no rádio e dois minutos na televisão de seu tempo de 
propaganda, a fim de garantir direito de resposta a Dilma Rousseff. A decisão foi tomada neste último 
sábado (27).
Já o ministro Admar Gonzaga negou três pedidos de direitos de resposta da coligação Com a Força do 
Povo, que pediu a suspensão imediata de duas propagandas televisivas da coligação Unidos pelo 
Brasil, de Marina Silva (PSB), e uma da coligação Muda Mais, de Aécio Neves (PSDB). Nos casos, o 
pedido foi indeferido porque o ministro não identificou declarações ofensivas a Dilma e ao Partido dos 
Trabalhadores (PT).
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Maior cientista brasileiro declara voto em Dilma



Por Miguel do Rosário, no O Cafezinho

O maior cientista brasileiro vivo, Miguel Nicolelis, considerado um dos 20 maiores cientistas do 
mundo, segundo a revista “Scientific American”, abriu seu coração nas redes sociais.
Numa série de mensagens postadas em sua conta de twitter, Nicolelis explica a sua grande emoção de
votar, pela primeira vez em sua vida, para presidente da república.
Lembra de parentes, que sonhavam com a democracia mas morreram antes de verem o sonho virar
realidade.
Entretanto, Nicolelis não se emociona apenas com o direito formal de votar.
Ele se emociona, sobretudo, com o resgate da dignidade do povo brasileiro.
Ver uma liderança política, como fez Marina Silva, chorar lágrimas de crocodilo, tentando se vitimizar
e enganar o povo, é uma lástima.


Nicoelis projetou o exoesqueleto que permitiu a um paraplégico chutar a bola na abertura da 
Copa

Ver um grande cientista, um homem que passou a vida usando apenas o cérebro, e cuja vida, aliás, foi
dedicada ao estudo do cérebro humano, ver um homem assim chorar de emoção ao declarar um voto, é
outra coisa.
Ver um cientista emocionar-se, de alegria, ao declarar, com altivez, coragem e orgulho, a sua opção
política, é a melhor resposta que podemos dar à violência antidemocrática dos setores golpistas da
nossa mídia e da nossa elite.
Mas deixemos o próprio dizer com suas próprias palavras.





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O GRITO DE DOR DA BOLSA COM A SURRA DE MARINA NO DEBATE DA RECORDE



Por Fernando Brito

Como era de se esperar, a Bovespa despenca esta manhã.
Chegou, na abertura, a cair mais de 5%.
O dólar quase bateu os R$ 2,48.
Mas deram uma parada, que corresponde ao próprio dilema da direita.
No mundo do “mercado”, o que não é varejo é atacado.
No atacado, cada vez mais gente se conforma com a ideia de que o governo Dilma-Lula tem crescentes 
chances de continuar e que é preciso construir (ou reconstruir) pontes para o diálogo.
Haverá boa-vontade de Dilma nisso, mas não incondicional.
Quem “mamou” nas tetas do Estado (a expressão é do ex-chefe da assessoria econômica de Marina, 
que perdeu o lugar para André Lara Resende e, agora, pelos acenos da candidata, para o próprio 
“ministro da Fazenda” de Aécio, Armínio Fraga) pode contar com um jogo mais duro do que está 
acostumado quando lida com o Governo.
Mas no varejo, a turma da bufunfa especulativa ainda joga de olho em ganhar algum, pra já.
E ainda tem gordura para queimar da especulação que se fez durante todo este período eleitoral, onde a 
“bolsa que cai” subiu perto de 10% este ano, mesmo com a queda de hoje.
Que não vai ser a última, porque haverá outra com a próxima pesquisa.
Onde mais dinheiro saírá do bolso dos trouxas (e pequenos) para as mãos espertas dos grandes.
É parte essencial do “terrorismo eleitoral” que prosseguirá até domingo ou, se houver segundo turno, a 
decisão final.
Você, caro leitor e estimada leitora, não se engane com estas flutuações. Vai piorar até domingo.
É o jogo, num cassino
Para eles, o Brasil não é um país, é um refém.
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Presidente do Olodum, filiado ao PSB, explica seu voto em Dilma

 
Presidente do Olodum, filiado ao PSB, apoia Dilma e critica Marina

Por Erikson Walla, da redação do Vermelho da Bahia

Os tambores coloridos, mundialmente conhecidos, tocavam na Rua das Laranjeiras, no Pelourinho,
quando o advogado João Jorge abriu as portas da Casa do Olodum para uma entrevista exclusiva
ao Vermelho, que aconteceu na tarde desta sexta-feira (26). João é presidente da organização, umas
das importantes e conhecidas na luta pelo fim da discriminação. Ele esteve no encontro de
representantes de 25 entidades negras, que, nesta semana, em Salvador, declararam apoio a Dilma
Rousseff, do PT.
O fato curioso é que, além de presidente do Olodum, João Jorge é também filiado ao PSB, partido que
acolheu a ex-senadora Marina Silva e permitiu que ela concorresse a Presidência da República, após a
morte de Eduardo Campos. A decisão de não apoiar a candidata do próprio partido chamou a atenção
da nossa reportagem, que marcou com ele uma entrevista para conhecer os motivos da manifestação de
descontentamento com Marina e de apoio à candidata adversária.
Com uma lucidez de quem alia militância no movimento negro à vida acadêmica – possui mestrado em
Direito Público pela Universidade de Brasília -, João Jorge expôs as principais críticas à Marina, que
estão relacionadas ao fato de ela estar aliada a setores conservadores da sociedade. Ele não acredita
que, com ela na Presidência, o povo negro verá continuar o processo de promoção da igualdade e da
liberdade, que ele reconhece ter sido intensificado a partir da Era Lula, em 2003.
Confira as principais declarações de João Jorge durante a entrevista:

O posicionamento
"A minha posição pessoal é igual à posição de todos que querem o progresso do Brasil. As entidades negras estavam reunidas no Ilê e expressaram esse pensamento sobre liberdade religiosa, pluralismo ideológico, pensamento republicano e, ao mesmo tempo, uma condição importantíssima: a ideia de que o candomblé, a umbanda, religiões de matriz africana não podem continuar a ser perseguidas neste país. A organização Olodum está acima dos partidos e da eleição. As principais lideranças do Olodum é que dizem que caminho seguir, que é a continuidade dos programas sociais, de igualdade, de equidade, que permitem o desenvolvimento da população negra".

Perseguição
"Quando citei o [Marco] Feliciano [deputado federal PSC-SP] e o pastor Silas Malafaia, é porque, neste momento, há um risco de um totalitarismo e um fundamentalismo religioso. O pluralismo religioso está na base da luta do movimento negro desde Zumbi dos Palmares, desde a Revolta dos Búzios de 1798, dos Partidos Comunistas, dos Partidos Socialistas. Não tem sentido agora, em uma campanha presidencial, o pano de fundo não revelado ser a intolerância religiosa e a gente associar isso ao fato de ser uma candidata mulher, negra, pobre, como se esses parâmetros estivessem em curso nessa campanha. Não estão".

Viés conservador
"Pelo que esta aí, podem ser candidatos A, B ou C, mas desde que tenham o viés conservador. O viés conservador prejudica os avanços que foram feitos em parte no governo Fernando Henrique Cardoso e, em grande parte, nos governos Lula e Dilma. Por que há uma alegria de certos setores de determinadas regiões do Brasil? Porque quando veem alguém lutando contra a igualdade, lutando pelo Estado Mínimo, que se afasta das mazelas sociais, se animam como ninguém. Não querem mais cotas para afrodescendentes, não querem mais Ciências sem Fronteiras, não querem programas como Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Mobilidade Urbana e são contra a voz das ruas de 2013. A ironia é isso".

Direita e Marina
"Aos jovens que querem mudanças, estamos dizendo que não pensem a candidatura da ex-senadora Marina Silva vai representar os seus anseios. Pelo contrário. É uma forma de esconder a direita, a injustiça social, o fim das lutas pela igualdade, da promoção do ser humano. É muito sintomático que, nos estados mais ricos do país, a queixa do PT é pelo fato de o partido ter distribuído melhor as riquezas no país. Como se fosse possível um ou dois estados avançarem e ter 25 pobres".

Nova política

"Fui candidato a senador pelo PV em 2010 e não tive legenda, havendo duas vagas. Além de mim, a Bete Wagner também não teve vaga. Isso mostra que isso não é política nova. Quem estava à frente deste processo era Marina e ela não estava praticando a política nova. Ela optou por uma pessoa de Juazeiro, que era um desses quadros históricos da política brasileira, quando poderia ter a Bahia um candidato a senador negro e uma candidata mulher".

Aprofundar mudanças
"O Brasil precisa continuar aprofundando a igualdade e a igualdade é o que é mais odiado neste momento. Não é o PT em si, não é o ex-presidente Lula, não é a presidenta Dilma. A luta pela igualdade permite pobre andar de avião, ter geladeira em casa, ter coisas que, até pouco tempo atrás, eram coisas de luxo, inacessíveis paras as pessoas".

Bahia
"O posicionamento serve também para a Bahia e para todos os estados onde essa disputa está havendo, entre os adeptos da igualdade e justiça social e os adeptos da desigualdade e do Estado Mínimo".

Repercussão da decisão
"Tentei falar com a presidenta [estadual] do PSB, a senhora Lídice da Mata, mas não consegui. Mas, na verdade, já tinha expressado isso no ano passado. Enquanto Eduardo Campos estava vivo, a campanha tinha um tom, tinha um apoio não tão visível do deputado Feliciano e dessas pessoas que são da intolerância religiosa. No momento em que ele morre, a campanha passa a ganhar um contorno incrivelmente messiânico e direcionado para uma coisa que política é algo ruim. Não posso compactuar com isso. A questão agora é se o PSB está pronto para incorporar essas críticas, refletir sobre elas e ver se pode ir até o fim da campanha sendo coadjuvante de uma coisa que vai contra a história do próprio partido. Estou me expressando como pessoa, independente de partido".
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NO DEBATE DA RECORD DILMA FEZ PICADINHO DO AECIOPORTO



Ao desenterrar um discurso de Aécio Neves (PSDB) de 1997, quando ele ainda era deputado federal,
Dilma lembrou da fala na qual o tucano defendia a privatização da Petrobras. “Em seu discurso na 
Câmara em março de 1997, o senhor falou em privatizar a Petrobras. Quais as privatizações que estão 
no radar?”, questionou a presidenta.
Aécio negou a intenção de privatizar a estatal hoje, mas disse ter planos para o futuro da empresa. “Eu 
tenho sido claro: nós não vamos privatizá-la, mas vou reestatizá-la. Vamos tomar das mãos desse grupo 
político que tomou a empresa e está fazendo negócios com ela há 12 anos”,
afirmou. “É vergonhoso. As denúncias não cessam. E não há um sentimento de indignação por parte
da senhora. 
Esta indignação que está faltando”. Ao que a presidenta respondeu: “Eu registro que os senhores foram 
sempre favoráveis a uma relação com a Petrobras de privatização. É eleitoreiro dizer que vai
reestatizar.
Tentaram tirar o nome “Bras” para vender mais fácil no exterior. Venderam parte dela a preço de 
banana”.
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Youssef, a bala do PiG, é velho de guerra


Quem sabe da vida dele é o Ricardo Sergio: o do FHC, do 
Cerra e da Privataria.
(Trecho imperdível do livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Junior)

Da série “o maior perigo é o zé da Justiça”, o Conversa Afiada reproduz trecho de excelente
artigo de Ricardo Melo, na Fel-lha (no ABC):

(…)
O frisson do momento é a delação premiada de Alberto Youssef. Mas quem é Youssef? Um mergulho 
num passado não tão distante mostra que ele foi um dos doleiros usados pelo então operador do caixa 
do PSDB, Ricardo Sérgio, para “externalizar”, num linguajar ao gosto da legenda, propinas da 
privatização selvagem dos anos 1990.
Youssef é velho de guerra tanto em delitos com em delação premiada. Já fez uma em 2004, na época 
da CPI do Banestado, quando se comprometeu a nunca mais sair da linha. O tamanho de sua 
confiabilidade aparece em sua situação atual. Está preso de novo. Quem diz é o Ministério Público: “Mesmo tendo feito termo de colaboração com a Justiça (…), voltou a delinquir, indicando que 
transformou o crime em verdadeiro meio de vida.” É num sujeito com tal reputação que oposicionistas 
apostam suas fichas.
(…)
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Melancólico fim da revista “Veja”



Do blog do jornalista Ricardo Kotscho, ex-porta voz de Lula:

Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada
neste momento pela revista semanal “Veja”, carro-chefe da Editora Abril, que já foi uma das maiores 
publicações semanais do mundo.
Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje 
ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro 
incompetente, que vão acabar quebrando a “Veja” e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, 
que é do tamanho de sua incompetência.
Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi 
de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, 
para conhecer a editora.
Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da 
Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. “Você está vendo estas capas 
aqui? 
Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós 
podemos acabar com esta gente e vamos até o fim”.
É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a 
editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma “Veja” muito pior e mais 
irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.
A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem 
coragem de dedicar a capa inteira à “bala de prata” que vinham preparando para acabar com a 
candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não 
têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: ” 
EXCLUSIVO – O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia 
Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da 
Petrobras”. Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.
O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da 
então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões 
junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.
A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de 
Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de 
Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo 
que o negócio da “Veja” não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do 
PT, os grandes inimigos da família.
E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do 
primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas 
reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo 
governo federal para destinar a esc0las públicas.
Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus 
cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que 
desconheço, o presidente se recusava a recebe-lo.
Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, 
quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto 
Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto.”
“Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?”, reagiu o presidente, quando lhe 
transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois 
no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.
No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que 
tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. “Pô, o cara ficou o tempo todo me 
falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a “Veja” sempre 
dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou 
ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me 
peçam pra falar com este cara”.
A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a 
oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da 
imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.
Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a 
minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que 
recebi neste final de semana, sob o título “Em busca do templo perdido”. Insatisfeitos com o trabalho 
dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da “Veja” resolveram entregar a encomenda 
a um pseudônimo nominado “Agamenon Mendes Pedreira”.
Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias 
Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de 
escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos 
acionistas da empresa.
Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado 
brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos 
meios de comunicação.
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DataCaf do fim de semana: Dilma está com 43 e a Bláblá tem 23..


Aecioporto chegou a gloriosos 16 pontos

As equipes do DataCaf se atrasaram um pouco, mas conseguiram produzir, na segunda-feira de
manhã, o tracking elaborado entre sábado e domingo, em especial homenagem ao Ataulfo (no ABC).
Ele andou dizendo por aí que o tracking do DataCaf não tem a consistência técnica do Globope e do 
Datafalha.
Taí, nisso ele tem razão.
Nossa tecnologia é outra.
Aqui a gente controla a “margem de erro”.
Não tem esse negócio de levar pra lá e pra cá, conforme a demanda …
Sendo assim, o amigo navegante pode começar a se acostumar à hipótese cada vez mais plausível de 
que o Ataulfo será dispensado de eleger o Aecioporto no segundo turno.
Primeiro, porque o Aecioporto do Titio não iria ao segundo turno, nem em São João del-Rei.
Segundo, porque não deve haver segundo turno.
Dilma está com 43 e a Bláblá, em decadência acelerada, sonora, tem 23.
Aecioporto chegou a gloriosos 16 pontos, o que é compatível com a audiência dos comentários do 
Ataulfo na GloboNews e na CBN.
É o que dá pra fazer …
Quer brincar de segundo turno, Montenegro ?
Quer dizer que a Bláblá ganha no segundo ?
Pois, segundo esse DataCaf, no segundo turno a Dilma teria 47 contra 39 da Bláblá.
Tem uma semana ainda de campanha.
Com mais um comercial como esse da CPMF, a Bláblá acaba como em 2010.
Como uma nuvem passageira.
E o PSDB fica do tamanho da UDN.
Só existe em São Paulo.
De onde comandará a resistência de 1932 !
Quem mandou levar o FHC para o palanque ?

Paulo Henrique Amorim
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Índia pede uma associação internacional genuína entre os Estados



Jornal GGN – O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou ontem que nenhum país ou 
grupo deles deve determinar o curso dos acontecimentos mundiais e pediu pelo estabelecimento entre 
os Estados de uma associação internacional genuína.
“Os esforços para conseguir este objetivo, devem começar aqui nas Nações Unidas”, disse o dirigente 
indiano em sua primeira participação como premiê em um debate de alto nível da Assembleia Geral.
Modi disse que hoje, mais que nunca, se faz necessária a unidade, no entanto o mundo funciona com 
várias G com diferentes números, sem alcançar a eficácia debaixo da G que agrupa a todos, que é a 
ONU.
Considerou que para conseguir esse objetivo, a Organização internacional deve responder ao 
chamados destes tempos, e reformar-se bem como a seu Conselho de Segurança, que deve ser mais 
democrático e participativo.
“Devemos deixar de lado nossas diferenças e realizar um esforço internacional concentrado para 
combater o terrorismo e o extremismo. Como símbolo deste esforço, exorto-os a adotar uma convenção 
geral sobre o terrorismo internacional. Da mesma forma, devemos assegurar que haja paz, estabilidade 
e ordem no espaço e no ciberespaço”, disso o primeiro-ministro indiano.
Modi afirmou que a humanidade se encontra em um momento histórico e que cada geração é 
recordada pelo que foi capaz de fazer para afrontar seus desafios.
Disse ainda que a ONU completará 70 anos em 2015 e que o aniversário será uma ocasião propícia 
para fazer. a reforma de seu Conselho de Segurança, adotar um programa de desenvolvimento que 
ofereça esperanças e confiança a todos e estabelecer todas as condições para que o mundo seja 
sustentável
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DEBATE NA RECORD: A SURRA QUE MARINA SILVA LEVOU DA DILMA


O ponto mais quente do debate de ontem, na Rede Record, foi o duelo entre a presidente Dilma 
Rousseff e a ex-senadora Marina Silva, que, no debate da Band, havia dito "não fazer oposição 
pela oposição", citando como exemplo o fato de ter votado contra o seu partido e a favor da 
CPMF; Dilma questionou Marina, que tentou sair pela tangente, mas os dados do Senado 
informam que ela votou não quatro vezes: em 18 de outubro de 1995 e 8 de novembro de 1995, 
no primeiro e no segundo turnos da PEC 40/1995, e também em 6 e 19 de janeiro de 1999, no 
primeiro e no segundo turnos da PEC 34/1998; "me estarrece que a senhora não se lembre", 
disse Dilma; "já valeu o debate, Marina foi pega na mentira", disse Rui Falcão, presidente do 
PT, da plateia.

247 - A ex-senadora Marina Silva mentiu no debate da Rede Bandeirantes e, ontem, não conseguiu 
sair da saia justa quando foi confrontada sobre isso pela presidente Dilma Rousseff, no ponto mais 
quente do enfrentamento entre os candidatos à presidência da República.
Logo na primeira pergunta, Dilma questionou Marina sobre como ela havia votado na questão da 
CPMF – na Band, ela havia dito não fazer "oposição pela oposição", citando o caso da CPMF, quando 
teria sido a favor, mesmo contrariando a vontade de seu partido.
Sem responder, Marina apenas tergiversou, dizendo ter sido a favor, quando se tratava de um fundo 
para combate à pobreza.
Na realidade, houve quatro votações sobre a CPMF, durante o período em que Marina Silva foi 
senadora. E, em todos os casos, ela votou contra.
Foi o que aconteceu em 18 de outubro em 1995 e 8 de novembro do mesmo ano, quando tramitaram 
em primeiro e segundo turnos a Proposta de Emenda Constitucional 40/1995. E também em 6 e 19 de 
janeiro de 1999, quando foi a vez da PEC 34/1998. Nas quatro oportunidades, Marina Silva votou não.
"Me estarrece que a senhora não se lembre que votou quatro vezes contra a CPMF", disse a presidente 
Dilma. Na saída, o presidente do PT, Rui Falcão, celebrou o que considerou uma importante vitória. 
"A Marina foi pega na mentira e isso já valeu o debate".
Antes mesmo do fim do encontro, uma inserção comercial da coligação "Com a força do povo", da 
qual faz parte o PT, já apontava a mentira de Marina sobre a CPMF.
Confira, abaixo, como foram os votos da ex-senadora nas quatro oportunidades:



zé (Ruela) Cardozo é o último perigo a ser vencido


Yousseff é o único doleiro que lava segundo a inclinação partidária … QUA...QUA...QUA....

Por: Miguel do Rosário

A imprensa brasileira, como se sabe, jura imparcialidade até a morte.
Com exceção honrosa do Estadão, que sempre declara sua preferência pelo PSDB, os outros jornais agarram-se à lenda do apartidarismo com sofreguidão.
Os fatos, porém, sempre eles, desmentem diariamente a fantasia.
O caderno especial sobre eleições, da Folha de hoje, por exemplo, é integralmente voltado para atacar Dilma Rousseff.
E depois vem Marina de chororô contra “boatos” e “mentiras”.
Os “boatos” e “mentiras” da Folha são de alto nível profissional.
Jatinho fantasma? Aeroporto na fazenda do titio?
Nada disso importa mais.
Uma das principais colunistas políticas da Folha, Eliane Cantanhede, que anda desesperada há dias, hoje quase se desfaz em lágrimas de amargura diante da situação adversa enfrentada pela oposição.
“(…)e o medo vai vencendo a esperança.”
Medo vai vencendo a esperança?
Que esperança, Eliane?
A esperança de entregar as rédeas da economia em mãos de um punhado de banqueiros, especuladores internacionais, para não falar no Tio Sam?
A campanha deste ano, na verdade, está muito mais programática.
As pessoas estão discutindo economia, programas de governo, política, e não aborto, religião ou factoides da mídia.
Por isso, o desespero.
Daqui até as eleições, a mídia vai disparar uma bala de prata todo dia.
Factoide em cima de factoide.
Dois bandidos presos pela Polícia Federal de Dilma Rousseff agora são a única esperança da direita.
E a mídia faz isso enquanto simula um rostinho angelical e acusa as campanhas de “baixaria”.
Entretanto, há um perigo real ainda a ser vencido.
O último perigo.
Esse perigo se chama José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça.
Talvez pensando antes em sua nomeação para ministro do STF do que no interesse do próprio governo que representa, Cardozo aferra-se a um radicalismo republicano suicida.
Em plena campanha eleitoral, a Polícia Federal, a mesma que prendeu os dois bandidos, tornou-se a principal fonte da mídia.
É vazamento seletivo todo dia, só para Globo, Veja e Folha.
Ora, por que a Polícia Federal não vaza para os blogs o inquérito sobre a sonegação da Globo?
Por que a Polícia Federal não vaza o inquérito sobre os dois jatinhos (sim, são dois!) fantasmas de Marina Silva?
Por que a Polícia  Federal não vaza inquéritos sobre o PSDB?
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Um dia de luta pela descriminalização do aborto


Avançar na defesa dos direitos democráticos das mulheres contra o avanço e a perseguição dos 
setores conservadores no Brasil e no mundo

O 28 de setembro para o movimento de mulheres ficou marcado como Dia Global de ação para o Acesso ao Aborto Seguro e Legal. Na América Latina e Caribe onde existem muitos países em que a pratica é considerada crime a data marca o Dia de Luta pela sua descriminalização.
Neste ano de 2012 alguns acontecimentos marcam essa data e reforçam a campanha. Primeiro o caso da jovem que morreu na Republica Dominicana por causa da restrição legal que existe ao aborto; a possibilidade de mudança na lei de 1938 que consiera crime o aborto no Uruguai; e no Brasil o debate do novo Código Penal que propõe a descriminalização do aborto até a 12° semana de gestação.
Contexto geral
Com a proximidade da data a Rede Mundial das Mulheres pelos Direitos Reprodutivos lançou um chamado que traz alguns dados da situação do aborto em todo o mundo.
O documento aponta que praticamente todos os abortos na África, na América Latina e no Caribe são inseguros (95%), e na Ásia mais de metade (60%) de todos os abortos realizados permanecem inseguros devido à ilegalidade ou restrições para que o procedimento seja realizado em hospitais por profissionais qualificados.
Apesar da maioria dos abortos na Europa e nos Estados Unidos serem atualmente realizados em condições de segurança, o número de mulheres que recorrem a métodos inseguros, provavelmente irá aumentar nos próximos anos devido ao aumento de restrições ao acesso a serviços de aborto seguro.
No mundo todo, cerca de cinco milhões de mulheres são hospitalizadas por ano para tratamento de complicações relacionadas ao aborto, tais como hemorragia e sepse (infecção). Pelo menos 47.000 morrem a cada ano devido ao aborto inseguro, o que representa uma estimativa de 13% das mortes maternas no mundo todo. Quase todas essas mortes ocorrem em países atrasados, com o número mais alto na África. Ou seja, países onde prevalece a ilegalidade.
Estima-se que as adolescentes (jovens com idade entre 15-19) correspondam a 2,5 milhões de cerca de 19 milhões de abortos inseguros que ocorrem anualmente nesses países. Solteiras, grávidas, mulheres jovens enfrentam barreiras severas ao aborto e são obrigadas a procurarem abortos inseguros. Elas também são muitas vezes mal equipadas, com relação a informações precisas e estigmatização; como o medo de que suas famílias e suas comunidades tomem conhecimento de suas gestações. Elas podem ser forçadas a saírem da escola, desistirem de seus empregos, e estão mais propensas a um maior risco de violência quando são pintadas como “promíscuas”. Todos esses dados estão baseados em informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A jovem condenada à morte
Diante desses números fica evidente que o aborto é um problema social, de saúde pública. Os números expõem ainda que a criminalização não funciona como alternativa para evitar a prática do aborto. Sendo, portanto, um problema que não pode ser resolvido através da ação policial, da justiça, da perseguição das mulheres.
Mas tem mais. O caso da jovem que em meados de agosto foi condenada à morte na República Dominicana pela lei que diz “defender a vida” confirma, sem margem para dúvida, que a interrupção da gestação trata-se também de um direito das mulheres. Mesmo diante da campanha conservadora que tenta combater esse direito a partir de um dogma e de uma falsa “defesa da vida”.
A jovem de 16 que agora teve seu nome revelado pelo movimento de mulheres, Esperanza, não recebeu tratamento para o câncer que teve diagnosticado em meados de julho porque estava grávida e a quimioterapia colocava em risco “a vida do feto”.
Tudo isso se deu porque, ironicamente, o artigo 37 da Constituição da República Dominicana foi reformulado em 2010 e agora estabelece que “o direito à vida é inviolável desde a concepção até a morte”. Mas qual direito à vida?
Diante da pena de morte contra a jovem Esperanza, fica evidente que a condenação do aborto não serve para defender a vida, mas para retirar direitos femininos e relativizar o valor da vida da própria mulher. E para os defensores da condenação do aborto o potencial de vida que é o feto, vale muito mais que a vida de uma jovem mulher.
Como se pode ver, esta é uma lei que condena à morte, e não defende a vida.
No Uruguai
No Uruguai a data será marcada pela discussão da descriminalização do aborto pela Câmara de Deputados, ou Representantes como é chamada.
O projeto de lei que foi aprovado no final de 2011 sofreu modificações e está para ser votação da Câmara em 25 de setembro. Não é a legalização e a garantia plena do direito ao aborto, mas a nova legislação prevê a mudança na lei de 1938 que determina pena de três a nove meses de prisão para a mulher que abortar.
Em 2008 uma legislação semelhante chegou a ser levada à sanção presidencial, mas o então presidente Tabaré Vazquez vetou a medida por pressão direta da hierarquia da Igreja Católica.
Na forma como está agora a lei cria condições para que o aborto não seja considerado criminoso até a 12ª semana de gestação. Havendo possibilidades de extrapolar esse prazo em casos de violência sexual, risco para a vida da mãe ou malformação fetal grave.
O problema é que ao longo do debate dentro do Congresso e por pressão dos conservadores foram se criando condicionantes severos para o acesso à interrupção da gestação, ao ponto de a vontade da mulher e seu direito de decidir livremente estar submetido a uma série de restrições que na prática ainda colocam esse direito nas mãos de médicos e do Estado.
Conseguindo maioria de votos na Câmara a lei volta ao Senado para ser ratificada e na sequência segue para o presidente José Mujica que declarou estar comprometido com sua sanção.
No Brasil
Por aqui a luta pela legalização do aborto continua tendo de enfrentar os conservadores de direita e de esquerda.
Neste momento o governo do PT está dando um passo atrás no único avanço democrático previsto na reforma do Código Penal brasileiro em debate no Senado Federal.
A proposta de novo Código Penal prevê para a legislação brasileira mudança semelhante a que está para ser votada no Uruguai. A descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, com condicionantes.
Apesar de limitado o reconhecimento do aborto como direito, e sua prática deixando de ser crime, é uma importante conquista para as mulheres. Inclusive no contexto brasileiro de perseguição sem limites contra as mulheres que abortam.
Em junho foi tornado público o caso da jovem Keila Rodrigues que seria levada à Júri Popular pelo Tribunal de Justiça de São Paulo acusada de crime aborto. Keila é moradora de rua e viciada em drogas. Mão de dois filhos que não é capaz de cuidar decidiu interromper a gestação. Ela foi inocentada em primeira instancia, mas o Ministério Público decidiu recorrer da decisão e em nome de uma “punição moral” o desembargador Francisco Bruno, acatou a denúncia. Se condenada Keila Rodrigues pode pegar até três anos de prisão.
Não podemos também esquecer o terrível caso do Mato Grosso do Sul onde quase 10 mil mulheres foram acusadas sem provas e mais de mil processadas, acusadas de aborto criminoso depois que uma clinica que funcionou mais de 20 anos na cidade de Campo Grande foi fechada numa batida polícia.
Lutar contra a ofensiva da direita
Em todo o mundo essas histórias de morte e perseguição podem aumentar diante da ofensiva para impor ainda mais restrições ao direito das mulheres de decidirem livremente sobre a maternidade.
Nos EUA além da investida em diversos estados para mudar a legislação nacional através de restrições locais, as eleições presidenciais trouxeram à tona a verdadeira opinião da direita sobre as mulheres e seus direitos.
Mais de um candidato republicano declarou ser totalmente contra o aborto mesmo em casos de estupro. Ao ponto de um candidato ao Senado no estado do Missouri, Tood Akin, questionar a violência sexual cometida contra mulheres que recorrem ao aborto, porque segundo ele “estupro não engravida”.
Para defender seu dogma religioso e que o Estado (laico) puna (como se fosse a Igreja) o pecado do aborto esse senhor insinuou que se uma mulher engravida é porque de fato o contato sexual não foi um estupro.
Mas essas declarações grotescas e abertamente contra as mulheres estão escondidas na campanha do dia a dia que diz que a luta contra o direito ao aborto é a defesa da vida. Mas já foram dadas demonstrações de que isso não passa de cinismo de direita. O mesmo que apresentava o nazismo como o melhor para a Alemanha; e diz que a redução maioridade penal é o melhor para as próprias crianças.
Fim dos processos, pela legalização do aborto!
Nesse sentido é fundamental reforçar a campanha para esclarecer que o direito ao aborto é parte da luta em defesa da maternidade, da vida e da democracia. É parte da luta pelo Estado Laico, pela liberdade de escolha.
O direito ao aborto e o acesso aos métodos contraceptivos dá a mulher a liberdade de decidir sobre a maternidade. É a defesa da maternidade inclusive para impedir que o Estado aja em detrimento de sua vontade, como com campanhas de esterilização.
Aqui é importante fazer um destaque para caso recente no Distrito Federal onde o governo petista fez propaganda de cirurgias de laqueadura com divulgação da foto de algumas mulheres que se submeteram ao procedimento.
O Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo registra aqui a defesa do direito de escolha e vê com muita desconfiança esse tipo de iniciativa do Estado que não garante acesso aos métodos contraceptivos, atendimento médico ginecológico regular e adequado, mas promove a esterilização de mulheres negras e jovens.
É preciso estar atento a todas essas iniciativas. O movimento organizado de mulheres defende o direito à maternidade livre e por amor, pela vontade e desejo da mulher. Para isso o Estado deve garantir tanto a possibilidade de prevenção, planejamento familiar e direito de aborto, como também saúde, educação, licença-maternidade, creches etc.
No Brasil é preciso defender ainda o fim de todos os processos e prisões de mulheres acusadas de aborto; denunciar, repudiar e lutar contra a tropa de choque da direita no Congresso Nacional que tenta aprovar projetos semelhantes ao que condenou a jovem Esperanza, na República Dominicana, aqui intitulado Estatuto do Nascituro; impedir a instalação da CPI do Aborto que quer estender para todo o país a perseguição que ocorreu contra as mulheres no Mato Grosso do Sul; e defender a descriminalização do aborto no novo código de processo penal apesar da capitulação do governo da presidenta Dilma Rousseff.
A luta pela legalização do aborto passa por todo esse debate, pela verdadeira defesa da vida; contra o avanço da ofensiva da direta e pela defesa dos direitos democráticos de toda a população.
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