sábado, 30 de abril de 2011

Mensalão do PiG e do PT não tem o mensaleiro: Dantas

À direita da foto, Dantas

O PiG noticia confirmação que Delúbio Soares, Ministro das Finanças do PT no regime do “valeriodantas”, voltou ao partido gloriosamente.
A emoção que se observou no retorno de Delúbio só se compara à que acompanhou Kate e Wlliam ao altar.
Portanto, o PT recusou-se a esperar o julgamento do Supremo e readmitiu em seu seio, com Delúbio, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Os dois voltam triunfalmente ao PT.
Os três, na verdade.
Porque, na CPI dos Correios, Delúbio tratava o ex-cunhado e “abre-te Sésamo” do Dantas, Carlos Rodemburgo, de “dr Carlinhos”.
“Dr” !
O PT não fez autocrítica.
Usou argumento que provoca lágrimas copiosas: não há punição eterna.
Que pena que o Eichman não pudesse dizer isso em Jerusalém.
É tão convincente quanto o argumento do Ministro Napoleão Maia, do STJ.
O Ministro soltou a “louca” do mensalão do DEMO de Brasília – aquele grupo que ia dar o vice ao Cerra –,  porque é preciso assegurar o direito de ir e vir.
Clique aqui para ler “Ministro que soltou a “louca” quer sepultar a Satiagraha”.
Como não há punição eterna e se há de assegurar o direito de ir e vir, Daniel Dantas será sempre inocente (ou longe da cadeia ficará, ainda que condenado a dez anos pelo corajoso Juiz Dr Fausto De Sanctis).
Porém, tão comovente quanto a omissão do PT é a do PiG.
No Globo (Ler “Em tempo”), na Folha e no Estadão a  readmissão de Delúbio não faz uma única referência ao passador de bola.
O PT dedica a Dantas o mesmo carinhoso tratamento que se dispensava às fogosas donzelas das fazendas de café da Velha República.
Elas davam “um mau passo”.
Delúbio deu “um mau passo” – leia-se, Dantas.
No PiG, Dantas não é responsável nem por um mau passo.
Ele simplesmente inexiste.
Não há menção a Dantas.
Delúbio cometeu o crime do mensalão, mas o PiG não se diz qual foi o crime: receber dinheiro do “valeriodantas”.
Para o PiG, “mensalão” é o log in para derrubar o presidente Lula e a presidenta Dilma.
É abrir a página em que se encontram, apenas, os crimes eleitorais do PT.
(Como diz o Mino Carta, o “mensalão”, a mensalidade, ainda está por provar-se. Está mais para a Caixa Dois velha de guerra.)
O PiG, é claro, ignora que o mensalão começou em Minas, na gestão do ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, aquele que vendeu a CEMIG a Daniel Dantas e a Elena Landau, e depois tentou promulgar um AI-5 Digital.
Gente finíssima.
Começou tudo ali.
Naquelas notas queimadas da Telemig Celular.
Queimadas e desaparecidas, por sinal.
Marcos Valério debutou com Eduardo Azeredo.
Ali fez seu business plan.
E, depois, o Dr Carlinhos o readaptou ao PT.
Delúbio voltou, apesar do mau passo.
Só que levou Dantas na sacola.
Dantas está instalado no coração do PT.
E o PiG ignora Dantas.
Faz de conta que ele é o pote de ouro que se esconde no fim do arco-iris.
Uma quimera.
Mas, cheio de ouro. 

Em tempo: o Globo de hoje dedica dezenas de páginas aos resultados catastróficos do Censo do IBGE do Haiti. Uma miséria só. Nada funciona. Tudo piorou. A passagem do terremoto pelo Haiti (da espécie “Lula Nunca Dantes”) teve efeitos irremediáveis.  O Haiti está perdido, segundo o levantamento do IBGE. Falta até penico no Haiti ! Ainda mais que, agora, o Haiti tem mais negros do que brancos.
O Globo não admite que isso tivesse acontecido, sem que medidas macro-prudenciais do Ali Kamel o tivesse impedido.  Como diz esse ansioso blogueiro, se você acordar com a urubóloga no “Mau Dia Brasil” e for dormir com o William Waack no jornal da globo, no dia seguinte você pede asilo à embaixada do Haiti. 

Paulo Henrique Amorim
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Preso no Acre há 14 anos, ex-deputado Hildebrando Pascoal é julgado em seu último processo


Preso há 14 anos por liderar um grupo de extermínio e por envolvimento com o narcotráfico, o coronel aposentado da Polícia Militar do Acre e ex-deputado Hildebrando Pascoal voltará ao banco dos réus na segunda-feira (2), quando será julgado em Rio Branco no último processo que tramita contra ele na justiça do Estado.
O ex-deputado responde pelos crimes de seqüestrado e cárcere privado contra Clerisnar dos Santos, mulher de José Hugo Alves Júnior, o Mordido, que matou a tiros o tenente da PM Itamar Pascoal, em 1996, por desavenças envolvendo dinheiro de propina para libertação de um traficante.
Leia mais:

Ex-deputado do crime da motosserra é acusado de degolar homem no Piauí
Entrevista histórica com Hildebrando: “A vida é uma dádiva divina”

Clerisnar, que morreu há 10 anos, foi seqüestrada juntamente com dois filhos. A mulher e as crianças ficaram três dias em poder do bando liderado por Pascoal. Ela foi amarrada e espancada para que revelasse o destino de José Hugo após o assassinato do imão do ex-deputado.
Após os dias de torturas, no quartel da Polícia Militar e na casa de Hildebrando Pascoal, a mulher e os filhos foram embarcados em avião com destino a São Paulo, acompanhados pelo policial Manoel Maria Lopes, o Coroinha, um dos homens mais violentos do bando liderado pelo ex-deputado.
Clerisnar e os filhos foram resgatados e Coroinha preso pela polícia de São Paulo logo que desembarcaram, graças  a ação de procuradores do Ministério Público Federal. O bando estava presente em todas as esferas da vida pública do Acre ameaçava de morte quem surgia no caminho.
O coronel aposentado Aureliano Pascoal Duarte Pinheiro Neto, primo de Hildebrando, comandava a Polícia Militar. Além de Aureliano, foram acusados de participação direta no seqüestro o ex-sargento da PM, Alex Fernandes Barros, o soldado Marco Antonio César da Silva e o empresário Nei Ari Bandeira Roque .
Os irmão Arelc e Hávila César Santos Alves, filhos de Clerisnar, atualmente com 22 e 25 anos de idade, possivelmente serão apresentados pelo Ministério Público do Acre como testemunhas de acusação.
O último processo contra Hildebrando Pascoal foi aberto em 1999. A defesa tentou impedir o julgamento sob a alegação de que a justiça teria perdido prazos. O juiz Leandro Gross, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio, indeferiu o pedido de extinção da punibilidade.
Segundo o magistrado, os prazos que constam no processo são inferiores ao previsto para a prescrição da pretensão punitiva, não havendo lapso temporal para o reconhecimento da prescrição em abstrato.
Hildebrando Pascoal ainda falta ser julgado na Justiça do Piuaí, onde é acusado de ter degolado o assassino do irmão dele com uma faca.
De acordo com a denúncia do Ministério do Piauí,  José Hugo Alves Júnior foi localizado e seqüestrado por Hildebrando Pascoal, em janeiro de 1997, na fazenda Itapoã, no município de Parnaguá. De lá, foi levado para o município de Formosa do Rio Preto (BA), onde foi torturado e assinado, sem chances de defesa e com requintes de crueldade.
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Chávez lançará sua campanha para reeleição no domingo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançará sua campanha eleitoral para a reeleição no dia 1 de maio, diante de simpatizantes que marcharão na capital do país em comemoração ao Dia do Trabalho.
As eleições presidenciais do país estão marcadas para dezembro de 2012.
Uma fonte do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) disse à agência de notícias Ansa que "com as propostas que Chávez fará no próximo domingo, se dará início a arrancada oficial da campanha".   
O entrevistado também expressou que depois do anúncio do aumento salarial, que entrará em vigência em 1 de maio, "os trabalhadores ratificarão seu compromisso com o presidente Chávez, sua candidatura e a revolução". A fonte acrescentou que os simpatizantes do governo iniciarão a marcha de três pontos diferentes de Caracas -- Catia (oeste), La Bandera (sudoeste) e Parque Miranda (leste) -- e se encontrarão na Avenida Bolívar, no centro da cidade, onde esperarão os anúncios do presidente.
No último mês de março, uma pesquisa, realizada pelo Datanálisis, revelou que Chávez continua sendo o político mais popular do país, com um índice de aprovação que gira em torno de 50%.  
Na ocasião, o diretor do instituto, Luis Vicente León, afirmou que o mandatário tem recuperado o apoio da população. "Não saberemos se isso se manterá até 2012 ou se o método que ele usa será suficientemente eficaz", disse.   
O levantamento apontou, no entanto, que apenas 25,7% dos entrevistados se mostraram seguros em votar em Chávez caso as eleições fossem realizadas naquele momento.
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CHARGE

Dilma na TV: Brasil sem miséria

sexta-feira, 29 de abril de 2011

RELAXE E GOZE

MINISTRO DA SAÚDE REÚNE COM PREFEITOS DA REGIÃO EM SANTARÉM

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegará neste sábado (30/04), às 16h30 em Santarém, para cumprir agenda institucional. 
Às 17h, acompanhado da Prefeita Maria do Carmo e outras autoridades, fará uma visita à comunidade de Saracura (região de várzea), onde está atracado o Barco do Programa Saúde da Família Fluvial (Barco Hospital Abaré), do Projeto Saúde e Alegria (PSA), em parceria com a Prefeitura de Santarém, através da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA). 
Após visita às dependências da Unidade de Saúde Fluvial, onde participará de um ato que simboliza a Vacinação nas comunidades, Alexandre Padilha concederá entrevista coletiva à imprensa. 
Em seguida, às 18h, se deslocará para Santarém, onde às 19h, terá reunião de trabalho no Palácio Jarbas Passarinho.
No domingo (1º de Maio), às 8h30 no Barão Center Hotel, o ministro participará de uma reunião com prefeitos da região Oeste do Pará, e às 10h, retornará à capital federal.
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A sabedoria de Franklin Feder no Brasil e na Amazônia



Vale entra no capital da usina hidreletrica de Belo Monte (aquela que a urubóloga, o PiG (*) e o James Cameron querem detonar – PHA)

Menos de um mês depois de anunciar a mudança na presidência, o Conselho de Administração da Vale aprovou a a aquisição de até 9% do capital da Norte Energia, consórcio que construirá a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
A Norte Energia (Nesa) tem como objetivo exclusivo a implantação, operação e exploração da usina de Belo Monte.
Para entrar no consórcio, a mineradora adquirirá a parcela detida pela Gaia Energia e Participações S.A (Gaia), e reembolsará a Gaia, do grupo Bertin que deixa o projeto, pelos aportes de capital realizados assumindo os compromissos de aportes futuros, num total estimado em R$ 2,3 bilhões, considerando que o custo total o projeto é de R$ 25 bilhões.
A construção da usina, no rio Xingu, é alvo de polêmica e protestos e já recebeu manifestações contrárias até da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Apesar da saída do atual presidente Roger Agnelli ter sido resultado de confrontos do executivo com o governo, que quer a empresa contribua mais para resolver problemas do país, o diretor-financeiro da Vale, Guilherme Cavalcante, garantiu que a entrada da companhia ee Belo Monte não resultou de qualquer influência política. (…)
A colunista Miriam Leitão, em seu comentário de hoje na CBN, insiste que é apenas “política” e “pressão do Governo” .
Ela própria, porém, mostra como “política” e “oposição ao Governo”  é o seu jornalismo.
Ela diz que o consórcio vencedor foi “montado dentro do Palácio do Planalto” e que a Vale fazia parte de outro.
O vencedor tinha 49,98% de participação estatal. O perdedor, “apenas” 49%.
O controle do grupo vencedor, de toda forma, seria estatal, já que a Eletronorte anunciou previamente sua decisão de participar com 30 a 35% do negócio.
A diferença entre as propostas dos dois consórcios foi estreita: 5%.
E a participação da Vale no grupo derrotado era de 12,75%.
Maior, portanto, do que a que fará agora, limitada a 9%.
E a Vale, com diversas unidades produtoras próximas a Belo Monte não tinha interesse no projeto? Entrou agora só para “agradar” o Governo? E antes, porque tinha entrado – até com mais dinheiro – na disputa?
O curioso é que a participação em Belo Monte elevará a autossuficiência energética da Vale para 63% de seu consumo.
Menos que os 70% de autossuficiência que a americana Alcoa está atingindo com a recente entrada em operação da Usina de Estreito, entre o Maranhão e Tocantins, da qual a Vale também é sócia.
O presidente da Alcoa América Latina e Caribe, Franklin Lee Feder, que  é um americano que vive no Brasil há 50 anos, comemorou ter alcançado este índice:
“É um marco histórico para a Alcoa. Estamos felizes por esta conquista e por saber que muito em breve teremos 70% de autossuficiência energética em nossas operações. Todos os esforços que temos feito nesse sentido estão refletidos neste importante resultado”.
O senhor Feder, nascido nos Estados Unidos e presidente de uma multinacional, não é um esquerdista e, como todo executivo, gosta de lucros. Mas, como você pode ver no vídeo acima, tem um julgamento melhor sobre o Brasil do que o de Roger Agnelli. E que o de Miriam Leitão e muitos colunistas econômicos.
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Eldorado dos Carajás: A escola é orgulho, para romper com passado de exclusão

Há quinze anos, depois do massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, 690 famílias foram assentadas num latifúndio que tinha, então, 37 mil hectares. Muitos assentados eram analfabetos. Hoje, um dos orgulhos do “17 de Abril” é a escola, que permite às novas gerações romper com a história de exclusão das famílias. No terceiro retrato da vida no assentamento, que visitou recentemente, a repórter Manuela Azenha fala sobre educação



Altamiro da Silva e sua esposa voltaram a estudar “depois de velhos”, como ele mesmo diz. Vivem no assentamento 17 de abril. Altamiro veio de Goiás para trabalhar no garimpo do sul do Pará, mas chegou tarde para a extração manual, atividade já enfraquecida, então. Foi quando decidiu entrar no Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Isso foi há 16 anos.
Ele e a esposa, ambos com mais de 40 anos de idade, estão matriculados agora no ensino fundamental pelo EJA, o programa federal de alfabetização voltado para jovens e adultos. “Essa camisa aqui é o uniforme da escola. Está vendo o meu nome?”, mostra Altamiro.
A filha deles, Gislane, tem 18 anos. A primeira sala de aula em que entrou foi na escola Oziel Alves Pereira, orgulho do assentamento, onde estudou até o terceiro colegial. Os atuais professores do ensino fundamental e muitos do ensino médio se formaram e hoje dão aulas na Oziel.
Ela atende a mais de mil alunos em três turnos, do maternal ao terceiro colegial. A escola leva o nome de um jovem militante que, já no hospital, foi espancado até a morte, no dia do massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996.
Hoje, Gislane é professora e trabalha no programa estadual de alfabetização “Sim, eu posso”, também voltado para jovens e adultos. O programa tem 14 professores no assentamento, cada um com cerca de 10 alunos, número máximo por turma. As professoras dão aula em suas próprias casas, mas se for preciso vão até onde os alunos vivem. Gislane viu seis de seus alunos serem certificados este ano.
Ao longo de mais de uma década de militância, o pai dela, Altamiro, ocupou inúmeros cargos dentro do movimento e hoje é fiscal da Associação de Produção e Comercialização dos Trabalhadores Rurais do Assentamento 17 de Abril (ASPCTRA)
O lote de terra que ele ocupa é tido como exemplo de plantio orgânico bem sucedido. Altamiro orgulha-se particularmente do cultivo de cacau, que em 2010 rendeu duas toneladas e meia – mais do que qualquer outro produtor do município.
Muitos dos assentados passam por um processo de formação do MST. Mas, para Altamiro, foi na experiência cotidiana que aprendeu o que sabe: “Já vi muita miséria. Aprendi simplesmente porque colono não pode errar, se não a família toda sofre. É como na escola: quem tira nota baixa não passa de ano”.
Altamiro gosta de se explicar fazendo comparações. Em relação à terra, parece ser ela sua suprema companheira: “ É igual com mulher: no começo você fica deslumbrado, mas depois que se acostuma com ela, já quer trocar. Não pode ser assim, tem que tratar bem a terra, cuidar dela, que a relação dura para sempre”. Quando perguntado se aplica agrotóxicos em seu lote, responde com ternura: “Imagina, você ter uma planta bem linda e alegre, depois você vai jogar veneno nela?”



Segundo Luis Lima, presidente da ASPCTRA, a escola adota o método Paulo Freire, que associa a aprendizagem às questões concretas do cotidiano. Os programas para adultos são sempre divididos em módulos: o estudante passa 45 dias na escola e, em seguida, 60 dias no trabalho prático do campo, para que não se desligue de sua realidade.
Diversas citações de Freire estão pintadas nas paredes da Oziel Alves Pereira.
A escola é reconhecida como uma das melhores da região. É uma construção espaçosa e arejada, de 12 salas de aula equipadas com ar-condicionado, auditório para 100 pessoas, laboratório de química, salas de informática, de vídeo e biblioteca. Os equipamentos doados ao laboratório de química ainda estão encaixotados, já que os professores do próprio assentamento ainda não estão capacitados para utilizá-los: “Já pedimos à Universidade Federal do Pará (UFPA) que mande alguém para dar assistência aos professores. Tem produto químico que já está até vencido”, explica a coordenadora Risângela Almeida.
O objetivo da escola é montar um programa pedagógico que contemple a realidade do campo. Na biblioteca estão guardados dezenas de livros didáticos que foram doados pela Secretaria Estadual de Educação mas que, segundo a coordenadora, são inadequados para qualquer escola fora do Sudeste: “Os jovens estão saindo do campo para trabalhar em qualquer subemprego na Vale do Rio Doce. Queremos formá-los para que criem vínculos com o campo e com sua história”.
Risângela vivia em Brasília quando foi visitar a irmã no assentamento e decidiu que queria viver ali. “No começo é difícil, mas depois a gente vai pegando amor pelas coisas daqui, pelas pessoas. É assim que tem de ser”. Ela já tinha prestado o vestibular várias vezes quando conseguiu entrar no curso de Letras da UFPA através de um convênio entre a universidade e o MST. Durante o dia assistia às aulas e, à tarde, voltava para o assentamento.
Risângela reclama da falta de autonomia em relação à Secretaria de Educação, que é quem financiou a construção da escola. Os trinta professores são selecionados pelo município de Eldorado dos Carajás: “Conseguimos ao menos que a Secretaria desse prioridade a professores do assentamento. Não queremos gente de fora”.
A coordenadora ressalta a importância do currículo de português. Acredita que os alunos devam aprender a ler e a escrever com fluência antes de estudarem a gramática: “Temos de dar o que eles realmente precisam. Discutimos e interpretamos muitos textos na sala de aula”. Uma vez por ano, é organizada a “Noite com poesias”. Na quadra da escola, todos os alunos, do maternal ao colegial, declamam poesias de autoria própria ou de poetas consagrados, como Cecília Meirelles, Vinícius de Morais e até Charles Trocate, militante do MST e autor de três livros de poesia.
Um exemplo sempre citado no assentamento é o de Leonildo, que entrou na escola sem saber ler ou escrever. Agora, com mais de sessenta anos, está na oitava série. Durante a semana de atividades para relembrar o massacre de 17 de abril, ele subiu no palanque da praça central do assentamento para declamar um poema em formato de cordel que ele mesmo escreveu.
Charles Trocate entrou no MST aos 16 anos de idade. Passou nove meses em um programa de estudos. “É aí que se consolidaram em mim preocupações mais gerais, o hábito da leitura, a profunda fé no trabalho coletivo e as primeiras formulações poéticas”, conta.
Hoje ele é da coordenação nacional do movimento. Um poeta reconhecido: “Falam que meus poemas são difíceis, mas eu não sei escrever de outro jeito. Com 16 anos entrei para a escola do movimento e ficava lendo Marx, Gramsci… Imagina só o jeito que eu saía falando das aulas!”, explica. A poesia do uruguaio Mario Benedetti foi uma de suas primeiras leituras. “O poeta se constrói ao construir. Não fica satisfeito até conseguir criar uma grande metáfora. Lia [Walt] Whitman, que me ensinou o poema-conceito; Drummond, que é a base da nossa educação sentimental; Maiakovski, que fala do trabalho na arte”. Tanto aprecia Maiakovski que está aprendendo russo para traduzir um de seus poemas para o português.
Expulso da escola depois de um ano, Charles nunca mais retornou ao sistema de ensino convencional. Quando menino, trabalhou no garimpo por dois anos. Como não era permitida a entrada de mulheres, nem de bebida, os garimpeiros iam à chamada “Cidade do Trinta”, atual Curianópolis, onde Charles passou a vender cuscuz às prostitutas na porta de boates. Trabalhou de bananeiro a engraxate. Foi alfabetizado pela irmã mais velha, que o ensinava a ler placas: “A gente morava na beira do rio, então descíamos para lavar as placas e aprender as letras. Até hoje tenho mania de ler todas as placas que vejo”.
Charles já publicou três livros de poesia pela editora Expressão Popular. No ano passado, foi convidado para fazer parte do Academia de Letras do Sul e Sudeste paraense: “Houve quem se opôs à minha aceitação porque sou do MST”.
Apreciador e estudioso de música, ele também coordena um grupo composto por jovens assentados e inspira-se em compositores consagrados: “Minha mãe colocou o disco do Bob Dylan para tocar quando eu tinha dois anos de idade. Desde então, sou marxista e poeta”, conta aos risos.
Atualmente, está escrevendo um texto sobre a relação entre a arte e o movimento político: “Não acredito em arte camponesa porque não acredito na arte operária. Arte é catarse, emancipa o homem e não pode estar presa a uma classe social”, defende Charles.
Clique aqui para ler o primeiro artigo da série, que fala sobre as sequelas físicas e psicológicas do massacre
E aqui para ler sobre as conquistas e dificuldades dos assentados na produção agrícola

A mediação de conflitos em Belo Monte

Agência Brasil

As comunidades que serão afetadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte vão contar com um instrumento de acompanhamento e otimização do processo de reassentamento das pessoas que terão de deixar a área em consequência da construção na Volta Grande do Rio Xingu. Criada por meio de parceria entre o consórcio Norte Energia e  a comunidade da região do rio, a Câmara Permanente de Negociação dos Afetados pela UHE Belo Monte servirá de canal de negociação para as desapropriações decorrentes das obras.
onstituição dessa câmara, que se reunirá em caráter ordinário uma vez por mês, foi decidida em evento ocorrido no dia 27 de abril em Altamira, no Pará. Na ocasião, foram apresentados os critérios que serão adotados para indenização aos donos das áreas a serem desapropriadas e beneficiadas na região rural do empreendimento. A Norte Energia estima que cerca de 1,4 mil imóveis rurais sejam desapropriados. Em nota divulgada hoje (29), o consórcio informou que prosseguem nos municípios de influência do empreendimento obras antecipatórias, como escolas, postos de saúde e sistema de saneamento básico.
Ainda segundo a nota, a Norte Energia informa que participaram da solenidade de criação da câmara representantes da Superintendência de Assuntos Fundiários da empresa; da Federação dos Trabalhadores na Agricultura; do Conselho de Desenvolvimento Territorial da Região do Xingu; do Instituto Tecnológico Sustentável da Amazônia; da Universidade Federal do Pará; da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira; do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vitória de Xingu; da Central Regional de Apoio à Agricultura e Pesca; da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Paksamba e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira.
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O casal real e nós, os plebeus de alma

By Paulo Nogueira

A execução de Carlos I
Qual a importância do casamento de hoje?
Por que tanto espaço tem sido dado pela mídia?
Para a primeira questão, tenho resposta: nenhuma. O casamento de Andrew e Kate é apenas um a mais. A diferença são as carruagens, a pompa, os holofotes. Só isso.
Para a segunda questão, não tenho resposta. Há mutos anos este tipo de coisa é um mistério para mim. É como se, nestes momentos, o mundo inteiro se tornasse plebeu na alma e olhasse com deslumbramento tolo a pompa de reis extemporâneos. Como jornalista, sempre achei estranho tanto interesse. Lembro que era quase um garoto nos anos 80 na Veja quando a brilhante, cerebral editora-executiva Dorrit Harazim foi mandada a Londres para cobrir o casamento de Charles e Diana. Do casamento em si não tenho lembrança.
O que lembro mais vivamente é que o texto, imenso, foi refeito na redação em São Paulo na madrugada de fechamento por um dos melhores copis que vi em ação: Ricardo Setti. Talvez a própria Dorrit não tenha entendido o que estava fazendo lá.
Monarquia, na Inglaterra, se divide entre antes e depois de Carlos I. Carlos, que governou em meados do século 17, tinha poder. Muito. Mas tinha também, por perto, uma coisa chamada Parlamento. Num determinado momento, ficaram incomodados um com o outro. Carlos achava que o Parlamento tinha poder demais. O Parlamento achava o inverso.
Carlos tentou enquadrar o Parlamento, estimulado em boa parte pela mulher, mas enfrentou uma resistência épica. Numa cena histórica, um líder do Parlamento que era a favor de Carlos tinha que se levantar da cadeira para que uma medida pró-rei fosse chancelada. Parlamentares impediram, com os braços, que o líder se erguesse.
O conflito terminou em guerra civil. Em sua História da Inglaterra para Crianças, Dickens escreve com tristeza que ingleses estavam matando matando ingleses.
Foram quatro anos de guerra, ao fim da qual o Parlamento triunfou.
Carlos foi julgado pela morte de seus conterrâneos e condenado à morte. Comportou-se com bravura de filósofo na derrota e na execução.
Foi decapitado. Manteve até o fim o humor. A um militar das forças vitoriosas que elegantemente disse que estava “às suas ordens”, ele retrucou que, naquele momento, lhe restava apenas “obedecer ordens”.
Numa outra ocasião, quando estava numa espécie de prisão domiciliar, pediu a um oficial insurgente que mostrasse o s documentos legais com os quais ele o estava abordando. O oficial apontou para os soldados do lado de fora da casa. “Belos documentos”, disse o rei.
A moderna Inglaterra surgiu daí.
Nunca mais os reis tiveram poder como nos dias de Henrique VIII e outros. A força efetiva estava e sempre estaria , dali para a frente, com o Parlamento.
Quanto ao casamento de Andrew e Kate, em si, o que me ocorre é uma máxima de Rochefoucauld que coloquei hoje na Frase do Dia: “Pode haver bons casamentos. Divertidos, não.”
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Petrobrás anuncia nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos

A Petrobrás comunicou nesta quinta-feira, 28, a descoberta de uma nova acumulação de óleo no pré-sal da Bacia de Campos, através do poço 6-AB-119D-RJS perfurado no campo de Albacora, a 107 km da costa e 3,2 km da plataforma de produção P-31. Segundo nota da estatal, estimativas preliminares de volume indicam potencial de volume economicamente recuperável da ordem de 350 milhões de barris de óleo de boa qualidade (leve).
Conforme a nota, perfurado em lâmina d'água de 380 m, o poço atingiu a profundidade total de 4.835 m, constatando uma coluna de óleo de 241 m, dos quais 104 m são dos reservatórios carbonáticos da Formação Macabu, com porosidade em torno de 10%.
A estatal informa ainda que a descoberta será objeto de Plano de Avaliação a ser oportunamente submetido à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
"A realização de Teste de Longa Duração para investigar o comportamento de produção dessa nova acumulação será decidida após a avaliação de testes de formação a poço revestido (TFR's) programados para dois intervalos selecionados".
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Stédile: Dilma tem mais força que Lula para reformar

Stédile: depois da miséria, a pobreza.

Saiu no Valor, página A6:
Para Stédile, Dilma está à esquerda de Lula.

Stédile disse que Dilma tem uma base maior de apoio dos movimentos sociais, mais respaldo dos trabalhadores e não será apenas um governo de continuidade.
Ele disse que está otimista em relação ao Governo Federal.
Dilma pode contar com os movimentos sociais para fazer mudanças na política econômica.
Stédile falou na Faculdade de Direito da USP, num seminário sobre Movimentos Sociais.
“As medidas que Lula tomou de compensação social, como o ProUni, o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo tiveram o papel de tirar o povo da miséria, que agora virou pobre. Mas sair da pobreza só é possível com a distribuição de renda”, disse Stédile.
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Ministro do STJ solta promotora “louca” e quer matar a Satiagraha

Ministro Maia assegurou o direito de ir e vir 
 
Saiu no Globo, página 15: 
 
Deborah Guerner, acusada de participar do mensalão do DEM, e o marido, deixarão a prisão onde estão desde o dia 20.
O Ministro Napoleão Maia decidiu assim:
“A prisão não está afinada com a proteção que o sistema jurídico confere ao direito de ir e vir”.
 
Como se sabe, a Satiagraha pode morrer de forma tão escandalosa quanto morreu a Operação Castelo de Areia.
Clique aqui para ler “STJ decide: é proibido investigar rico ! E salva indiciados na Castelo de Areia”.
Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, entrou no STJ com uma ação para sepultar a Satiagraha.
A decisão depende de cinco votos.
O relator, o Ministro Macabu, decidiu sepultar a Satiagraha.
Clique aqui para ler “Conseguirá Macabu absolver Dantas, o herói da Época ?”.
O Ministro Napoleão Maia concordou e acendeu outra vela no caixão da Satiagraha. Faltam 3 votos.
O Ministro Gilson Dipp, que o Brasil aprendeu a admirar quando esteve no Conselho Nacional de Justiça, pediu vistas.
Daniel Dantas ganha por 2×0 no primeiro tempo.
Também ele pode se beneficiar de forma definitiva do “sistema jurídico que confere o direito de ir e vir”.
Um passarinho pousou na janela lá de casa e fez a seguinte conjectura:
Será que as gravíssimas revelações de dois repórteres da revista Época sobre as suspeitíssimas relações de Dantas com FHC e com José Cerra não são uma forma, desinteressada e inocente, de avisar a uns e outros que matar a Satiagraha é um vital interesse de centenas e centenas de brasileiros que hoje militam no PiG (*), no Executivo, no Legislativo e no Judiciário ?
Pergunta o passarinho inconveniente e abusado:
Será a Época uma faca no pescoço da República ? 

Paulo Henrique Amorim 

Em tempo: veja, amigo navegante, como é poderoso o passador de bola apanhado no ato de passar bola.
Na página 4 do Globo de hoje, há uma reportagem para demonstrar que é iminente a volta de Delúbio Soares ao PT.
Clique aqui para ler sobre a volta de Delúbio, que significa a volta de Daniel Dantas ao PT, como já disse este ansioso blogueiro.
Delúbio Soares, quando era Ministro das Finanças do PT, confessou numa CPI que mantinha e$treita$ rela$õe$ com aquele que chamava de “Doutor Carlinhos”.
Doutor Carlinhos é o Carlinhos Rodenburg, que foi cunhado de Dantas e sempre será uma espécie de “abre-te Sésamo” das operações de Dantas.
Veja como o passador de bola apanhado no ato de passar bola manda neste país, amigo navagente, ou, como diz o Mino Carta, como ele é, de fato, o dono do Brasil.
A reportagem firulenta e furibunda do Globo contra Delúbio e o PT não menciona o passador de bola e nem o Doutor Carlinhos.
É como se eles não existissem.
Ele é o elefante da sala da República.
O ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas, por duas vezes num espaço record de 48 horas, também assegurou o direito de ir e vir a quem passou bola ao vivo no horário nobre do jornal nacional.
É por isso que a Satiagraha precisa ser abatida à queima-roupa.
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Noticias do Apocalypse

Os animais de Fukushima ficaram sozinhos dentro da área contaminada de 30Km. Todos eles são radiotaivos e nenhum deles pode sair da área.  Seus patrões fugiram.
Tres mil cabeças de gado, 600 mil aves, e um numero desconhecido de animais de estimação.
Os cachorros que sobreviveram se aproximam as raras maquinas em busca de comida. Ao redor só o silencio irreal das habitações abandonadas. Quase todas as aves morreram. O gado, onde não tiver o sistema de alimantação automático, morreu de fome e de sede.
As autoridades japonesas dizem que o 70% dos porcos e o 60% do gado já morreu. Os proprietários pediram o retiro dos animais e praticar alguma forma de eutanásia. O pedido foi negado por medo da contaminação.


Rui Falcão é opção em troca de comando do PT

Em entrevista coletiva, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, disse que na reunião da Executiva do partido, que aconteceu nesta quinta-feira (28), o nome do deputado estadual Rui Falcão (PT/SP) foi o único apresentado para uma eventual troca de comando da sigla. “Na nossa reunião só havia o nome dele apresentado e houve várias manifestações de apoio”, disse.
Costa também reafirmou que não será candidato a presidente do partido, conforme já havia adiantado nesta manhã.
“Na verdade eu fiz uma opção de permanecer como líder do PT no Senado”.

VII Conferência Municipal de Saúde de Belterra

A descentralização do SUS e fortalecimento do Controle Social é o tema da  VII Conferência Municipal de Saúde de Belterra. Com objetivos de: Discutir e avaliar a situação da saúde da população e propor as diretrizes para a formulação da política da saúde do Município; Analisar o resultado das ações e serviços prestados pela Secretaria de Saúde; Aprovar diretrizes para as políticas de saúde e Eleger as entidades que irão compor o Conselho Municipal de Saúde de Belterra, para o biênio 2011 e 2012.  A VII Conferência Municipal de Saúde  é uma realização do Conselho Municipal de Saúde com apoio da: Secretaria Municipal de Saúde e Prefeitura Municipal de Belterra em parceria com Projeto Saúde e Alegria. A Conferência visa buscar soluções oriundas das propostas debatidas nas comunidades e trazidas pelos Delegados que foram escolhidos nessas Pré-Conferências realizadas dentro das comunidades do município e que durante os dias 28 e 29 de Abril, os Delegados escolhidos debatem, analisam e aprovam as propostas aprovadas em plenária.

No dia 28, a solenidade contou com a presença do Prefeito de Belterra Geraldo Pastana na composição da mesa. A  Sra. Mary Glaucy Neves da 9ª CRS/SESPA  ministrou a palestra “Descentralização do SUS” e o Dr. Fábio Tozzi do Projeto Saúde e Alegria esclareceu a transformação no atendimento das comunidades ribeirinhas atendidas pelo navio Abaré. A sra. Elizelma Macedo, Secretária de Saúde de Belterra fechou a Conferência falando do Financiamento e Ações da Secretaria de Saúde do Município.
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Justiça decreta a quebra de sigilo bancário da ALEPA

No Blog da Edilza

Elder Lisboa deu prazo de 15 dias para o Banpará enviar ao MPE a movimentação da conta corrente da folha de pagamento da AL desde 2004
O escândalo envolvendo a folha de pessoal da Assembleia Legislativa do Pará (AL) teve nesta quinta-feira (28) um novo e decisivo capítulo. O juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa atendeu pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e decretou a quebra do sigilo bancário da casa, uma medida inédita na história do Legislativo paraense e que agrava ainda mais a crise pela qual passa o poder desde que vieram a público as denúncias de fraudes no setor de pessoal.
O juiz deu prazo de 15 dias para que o Banco do Estado do Pará (Banpará), onde são feitos os pagamentos dos servidores da AL, repasse as informações para os promotores de Direitos Constitucionais e do Patrimônio Público, responsáveis pela investigação dos casos na esfera civil. O Grupo Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas do MPE apura as responsabilidades criminais e poderá fazer uso das provas coletadas a partir da quebra do sigilo bancário decretado ontem (28).
O Banpará terá que repassar aos promotores toda a movimentação da conta corrente da folha de pagamento da AL desde janeiro de 1994, quando - segundo depoimento da ex-chefe da Seção da Folha, Mônica Pinto - podem ter começado as fraudes na casa. Mônica começou a trabalhar na AL em 1995 e garantiu que quando chegou à AL o esquema de fraudes na folha para desviar o dinheiro da AL já estava instalado.
A decisão judicial obriga o Banpará também a enviar aos promotores “cópias de todos os extratos mensais das contas correntes, principalmente as utilizadas para o pagamento da folha salarial da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, especialmente os extratos bancários mensais com os valores lançados sob a rubrica de gastos com folha de pagamento”.
A decisão terá implicação junto à Receita Federal, que terá que informar os valores recolhidos a título de imposto de renda pelos servidores. O objetivo dos promotores é checar se há diferenças entre a folha apresentada pela AL e os valores efetivamente pagos. “Queremos saber quem recebia pelos fantasmas. A folha era gerada na seção, era visada pela controladoria e pela presidência. Se há irregularidades, quem visou sabia”, diz promotor Nelson Medrado, um dos responsáveis pela investigação.
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Mais de 50% dos ingleses não têm interesse no casamento real

Grupo de republicanos britânicos organiza festa anti-monaquia a poucos quilômetros da igreja onde William e Kate se casam em Londres. Em uma pesquisa recente - divulgada a menos de três dias do casamento -, 56% dos britânicos ouvidos disseram não ter interesse no evento. Enquanto 55% acreditam que a imprensa está fazendo uma cobertura exagerada do casamento. Porém 69% responderam favoravelmente à manutenção da monarquia, 20% se disseram contrários e 11% não souberam responder.
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Casamento "real" - a Globo é mais monarquista do que os ingleses

Irreverência e protestos contra o casamento para turista ver,
 como a macumba da Bahia
No Blog do Manuel Dutra

"Nós vemos o casamento como um golpe de publicidade da monarquia. (...) Temos uma responsabilidade em relação à maioria da população deste país, que é contra a monarquia, de manifestar nossa opinião." Quem diz isso é Graham Smith, porta-voz de um dos grupos que, na Inglaterra, são inimigos da monarquia e defendem a proclamação da República. Esta notícia está no site da BBC que, como todos sabemos, é uma rede de comunicação da Inglaterra.

Já aqui...

A Rede Globo, com o sorriso de seus locutores, anuncia a megacobertura do cassamento "real", um acontecimento que "vai parar o mundo". O que está parado há muito tempo é o mundo da Globo no seu eterno afã de bajular os governos da Inglaterra e dos Estados Unidos. Barack Obama ou qualquer outro presidente dos USA são sempr apresentados pelos locutores globais como "o homem mais poderosso da Terra!".
Será que tem algum outro país onde um meio de comunicação, usando um bem público que é o canal de radiodifusão, puxe tanto o saco de potência estrangeiras? Assistindo aos telejornais globais fica-se com a impressão de que o Brasil está se desmilinguindo, só mostram o que há de negativo e trágico. A Globo só dá ênfase ao crime e ao futebol. Dos USA e da Europa em geral as notícias quase sempre são agradáveis e sorridentes! Trata-se de um permanente esforço desse tipo de mídia para manter baixa a auto-estima do povo brasileiro. São porta-vozes de forças poderosas e adversárias do Brasil.
Quando falam do nosso País, ficam "sérios", cara fechada, mas quando falam do "príncipe" e de sua "plebeia", rasgam a boca com o tamanho do sorriso. A Globo só não fala inglês porque a maioria dos brasileiros não entendem essa língua.

A seguir, a notícia da BBC em língua brasileira:

"O casamento entre o príncipe William e Kate Middleton, nesta sexta-feira, será motivo de comemoração para muitos britânicos, mas para outros é a chance de seus protestos serem ouvidos.
À frente de alguns dos eventos alternativos no dia está o grupo anti-monarquia Republic, que vai realizar uma festa de rua no centro de Londres com o tema "Não Estamos Celebrando o Casamento Real".
Segundo o grupo republicano, eles estarão "celebrando a democracia e poder do povo em vez de privilégios herdados".

Eventos anti-monarquia

O grupo também está organizando um evento parecido em um pub em Manchester, no norte da Inglaterra, e está divulgando peças de teatro anti-monarquia em cartaz em outras partes do país.
"Precisamos divulgar o fato de que não é o país inteiro que está interessado no casamento real e que uma maioria considerável é contra a monarquia. Precisamos melhorar a percepção das pessoas sobre isso", diz Graham Smith, porta-voz do Republic.
"Nós vemos o casamento como um golpe de publicidade da monarquia. (...) Temos uma responsabilidade em relação à maioria da população deste país, que é contra a monarquia, de manifestar nossa opinião."
O evento em Londres foi inicialmente vetado por uma administração local, depois que donos de lojas ficaram preocupados com uma possível queda nas vendas. O local da festa foi então transferido de Covent Garden para Holborn".
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CHARGE

O projeto Serra de implodir o PSDB



Em 2008, quando abandonou o candidato natural do partido a prefeito, Geraldo Alckmin, para apoiar a candidatura de Gilberto Kassab, a suposta habilidade de Jose Serra foi enaltecida pela bancada da mídia.
Era um engano nítido, que rachava o partido sem nada agregar.
No plano nacional, a aliança com o DEM era sólida, não dependia da aliança paulista. No plano estadual, o DEM era um partido inexpressivo.

Não havia lógica partidária nem eleitoral que justificasse aquele movimento. Ao se definir por Kassab, o único objetivo de Serra foi o de tentar destruir a liderança de Alckmin no PSDB paulista.
Simultaneamente, os secretários mais ligados a Serra passaram como um trator por cima dos correligionários de Alckmin.

Assim como no xadrez, na política jogadas erradas comprometem o restante do jogo
Ao relento, Alckmin ficou exposto ao assédio do governador mineiro Aécio Neves. Para impedir a consumação aliança entre ambos, Serra se viu compelido a convidar Alckmin para assumir a Agencia Paulista de Desenvolvimento.
Foi uma jogada tática, de quem não consegue enxergar mais que uma semana na frente, um erro para corrigir o erro inicial e que não apagou as mágoas recíprocas. Alckmin preservava a amizade e lealdade dos prefeitos do partido, enquanto dia a dia Serra criava conflitos por sua grosseria e falta de atenção aos correligionários.

Na pré-eleição foi a vez de Serra implodir com a candidatura de Aécio Neves, ao impedir as prévias eleitorais.
Durante a campanha eleitoral, Alckmin foi o mais fiel dos cabos eleitorais de Serra. Em todos os momentos defendeu o legado de FHC, percorreu o estado com Serra, dentro das normas de lealdade partidária que cimentam os partidos.
Terminadas as eleições, tratou de passar como um trator sobre os quadros serristas remanescentes na administração estadual.
De seu lado, no plano nacional Serra foi colecionando enorme lista de desafetos no PSDB (Sérgio Guerra), no DEM (Rodrigo Maia, João Alves). Hoje em dia, o DEM caminha para os braços de Aécio e os seguidores de Serra no Congresso Nacional se resumem a dois ou três deputados.

Perdendo o controle do PSDB nacional, sem chances junto ao PSDB estadual, a saída encontrada por Serra foi ajudar a implodir o partido, dando gás à aventura do prefeito paulistano Gilberto Kassab, de fundar o PSD.
Qual a lógica política que move Serra? Novamente nenhuma. O PSD vai sangrar o PSDB e o DEM de políticos ansiosos por engrossar a base de apoio do governo federal. Vai minguar ainda mais a oposição, peça essencial em qualquer jogo democrático.
Enquanto Fernando Henrique Cardoso tenta de todos os modos manter a unidade partidária, Serra se compraz com os problemas que trouxe para seus adversários dentro do partido – ainda que à custa do próprio sacrifício do PSDB e do enfraquecimento da oposição.

Durante as eleições era mais difícil identificar o verdadeiro perfil de Serra. Passado o período de guerra, consolida-se como o mais deletério personagem da história política contemporânea.
Tenta implodir o PSDB quando o partido poderia renascer sob nova direção.
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Dilma: tudo pela banda larga

Uma das prioridades do governo Dilma, banda larga será ampliada com um arsenal de medidas que inclui o uso de obras de infra-estrutura com rede de cabos em paralelo, a chegada de TV por assinatura a novos municípios e investimentos complementares do setor privado. Mas o pilar do plano continua sendo o aproveitamento da rediviva Telebrás, como previa o Plano Nacional de Banda Larga do governo Lula.

André Barrocal, Carta Maior

Espalhar o serviço de internet de alta velocidade pelo país, e a um preço mais baixo, é uma das três prioridades, na área de comunicações, do governo Dilma. O ponto de partida é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), concebido na gestão Lula tendo como pilar o uso da rede de cabos federais já existente, sob o controle de uma Telebrás reativada, que venderia serviços mais baratos do que as empresas privadas. Mas o governo Dilma prepara novas medidas para ampliar a rede de cabos no Brasil, diante da falta de recursos públicos que dê conta dessa necessidade.
Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo vai obrigar o construtor de obras como a linha do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará São Paulo ao Rio, a montar, em paralelo, uma rede física de transmissão de dados. O mesmo vale para obras da Copa do Mundo de 2014. Também vai apoiar a aprovação, no Senado, de projeto que já passou pela Câmara e reabre o fornecimento de TV por assinatura no país. Só 238 cidades têm TV fechada hoje. A criação de novos fornecedores e canais poderá levar junto a oferta de internet banda larga.
Nas contas do governo, é preciso investir de R$ 6,5 bilhões a R$ 7 bilhões na expansão da rede física Brasil afora, para regionalizar a internet rápida. Mas o Estado só tem fôlego para gastar R$ 1 bilhão ao ano. Daí que serão necessários dinheiro privado e soluções do tipo “obras com cabos juntos” ou “mais TV fechada”. “Temos uma orientação incisiva da presidenta para acelerar o Plano Nacional da Banda Larga", disse o ministro, ao expor seus planos, nesta quinta-feira (28/04/2011), à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Lula fala de Olimpíadas, ausência em almoço de Obama e política externa

O modelo falido de oposição está na U.T.I.

No blog Ponto e Contraponto

A oposição ao governo Dilma e ao PT sofre um processo contínuo de esfacelamento que parece irreversível. Insistindo em um modelo decadente de se opor ao grupo político que está no poder, baseado na tentativa de desestabilização simples sem propor soluções, vem perdendo representatividade eleição a eleição pelo voto popular e em períodos pós-eleitorais com as debandadas de aliados decididos em não ficar até o barco afundar.
As seguidas derrotas eleitorais parecem não motivar nenhuma mudança a curto ou médio prazo no estilo de fazer política que foi triturado por Lula nos últimos oito anos, e que agora vem sendo aniquilado por Dilma. Apesar de pregaram um choque de gestão baseado na qualidade para governar, na prática não são capazes de avaliar erros cometidos, investigar causas e propor medidas corretivas, fundamentos básicos de qualquer programa de gestão da qualidade de uma empresa… Continue lendo
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Reconciliação palestiniana incendeia "falcões" em Israel

O acordo de reconciliação entre o Hamas e a Fatah deverá ser assinado dentro de uma semana na capital egípcia.
Ali Ali, EPA Israel ameaçou hoje a Autoridade Palestiniana com um “vasto arsenal de medidas” de retaliação, depois de Fatah e Hamas terem chegado a acordo para um governo de transição. Benjamin Netanyahu e Mahmud Abbas trocam recados.
Se o primeiro-ministro israelita considera que há uma escolha a fazer entre a paz com o Estado hebraico ou com os islamitas, o Presidente palestiniano responde que é preciso “escolher entre a paz e a colonização”.
O Presidente da Autoridade Palestiniana deve, segundo Benjamin Netanyahu, “escolher entre a paz com Israel e a paz com o Hamas”. O nacionalista Avigdor Lierberman, ministro dos Negócios Estrangeiros e dirigente do partido extremista Yisrael Beitenu, vai mais longe, ao advertir Mahmud Abbas para o “vasto arsenal de medidas” de retaliação que o Estado hebraico pode acionar.
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PREFEITA MARIA DO CARMO INAUGURA O CENTRO MARIA DO PARÁ

A prefeita Maria do Carmo presidiu na manhã desta 5ª feira, 28 de abril, a solenidade de inauguração do Centro de Referência Maria do Pará – um espaço estratégico da Política Nacional de Enfrentamento à violência contra as mulheres e visa à ruptura de violência e a construção da cidadania das mulheres, por meio de atendimento intersetorial e interdisciplinar. Para esta solenidade veio a Santarém o secretário de estado de Direitos Humanos, José Acreano Brasil Júnior, que representou o Governo do Pará na inauguração do Centro.
O Estado do Pará já possui oito centros de atendimento, instalados nos municípios de Abaetetuba, Ananindeua, Belém, Capanema, Itaituba, Jacundá, Tucuruí e Xinguara. O Centro Maria do Pará já será uma referência especializada no atendimento a mulheres agredidas no município de Santarém.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a instituição foi criada para prestar atendimento integral às mulheres, com acompanhamentos psicológico, social, pedagógico e jurídico, voltados à superação de traumas emocionais, recuperação da autoestima e de autonomia pessoal.
Do dia 28 de março a 1º de abril, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos promoveu a capacitação dos profissionais que atuarão no "Maria do Pará". O espaço, que contará com psicólogos, assistentes sociais, advogados, enfermeiros, pedagogos, dentre outros profissionais, é resultado de parcerias do Governo Estadual com o Governo Federal, e com a Prefeitura Municipal de Santarém. Funcionamento – O Centro de Referência Maria do Pará será vinculado à SEMTRAS (Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social) e funcionará diariamente das 08h às 12h.
O local vai exercer o importante papel de articulador dos serviços de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social, em função da violência de gênero.
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Serra e Kassab racharam elites paulistas

Por Maria Inês Nassif

O curioso do desmantelamento das estruturas partidárias do establishment político paulista é que os rachas que se sucedem são um quase reconhecimento de que os partidos foram muito menos efetivos, em termos de construção e consolidação de uma hegemonia ideológica, do que propriamente os instrumentos não partidários de elaboração de cultura e convencimento, como os órgãos de imprensa. Os políticos que saem às pencas do PSDB e do DEM, estes últimos claramente em direção ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cujo principal patrimônio político é um mandato de prefeito da capital que acaba em 2012, estão abandonando estruturas partidárias que, juntas, monopolizaram a política do Estado nas últimas duas décadas.
Provavelmente vão construir novos partidos sem qualquer cimento ideológico, na tentativa de arregimentar um eleitorado que não é tão conservador quanto o eleitor tucano/kassabista, mas com tendências igualmente antipetistas.
E fazem uma aposta de que vão esvaziar o PSDB original, agora sob o comando do governador Geraldo Alckmin, de seu maior patrimônio político: a adesão incondicional da elite paulista, mediada por uma grande imprensa sediada no Estado, ambos (elite e jornais) seduzidos pelo curriculo lattes dos quadros que não aceitam a liderança caipira do governador nascido em Pindamonhangaba, embora não exista distância ideológica relevante entre os dois grupos.
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SERRA E ALCKMIN DISCUTINDO.....

Protógenes luta para salvar a Satiagraha

Participe! Diga sim à Operação Satiagraha e não à corrupção

O ministro temporário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Adilson Vieira Macabu, está prestes a enterrar a operação que desvendou um dos maiores esquemas de desvios de verbas públicas e crimes financeiros do país. O Ministro e relator do processo no STJ aceitou o pedido de Habeas Corpos do acusado de corrupção e preso pela Polícia Federal, o banqueiro Daniel Dantas, e votou pela anulação de todo o processo penal contra o banqueiro. 
O esquema foi denunciado pelo deputado Federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) no Plenário da Câmara dos Deputados, que mostrou documentos que provam ser o filho de ministro temporário do STJ, Adilson Macabu Filho, empregado do advogado Sérgio Bermudes patrocinador das causas de Daniel Dantas. 
O ministro Napoleão Nunes Maia Filho acompanhou integralmente o voto de Macabu, o que estabeleceu o placar em dois a zero para a tese da anulação. O ministro Gilson Dipp pediu vista do processo e o julgamento foi suspenso. A previsão é que a análise do processo seja retomada no mês de maio. Além de Gilson Dipp, faltam votar mais dois ministros da 5ª turma do STJ: Jorge Mussi e Laurita Vaz. 
Para impedir que o trabalho do Ministério Público e da Polícia Federal e de todos os brasileiros seja sepultado, o deputado Delegado Protógenes está organizando uma campanha de apoio à Satiagraha e contra a corrupção. Os ministros não podem aceitar que um banqueiro preso e acusado por desvio de dinheiro público seja inocentado. 

DIGA SIM À SATIAGRAHA E NÃO À CORRUPÇÃO 

Assine o nosso abaixo assinado (http://www.abaixoassinado.org) e mande um email para os ministros Gilson Dipp, Jorge Mussi, Laurita Vaz e para o presidente do STJ, Ari Pargendler, e diga que o povo não aceita o fim da Satiagraha. 

Presidente do STJ Ari Pargendler presidencia@stj.jus.br 
Ministro Gilson Dippstj.gmgd@stj.jus.br 
Ministra Laurita Vaz gabinete.laurita.vaz@stj.jus.br 
Ministro Jorge Mussi gmjm@stj.jus.br 
Ministro Napoleão Nunes Maia Filho gab.napoleaomaia@stj.jus.br 

Agradecemos a sua particpação e colocamos a disposição toda a nossa atenção para vos servir. 

Deputado Federal Delegado Protógenes (PC do B/SP) 
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Correa vencerá plebiscito no Equador, diz pesquisa

Segundo a agência Reuters, o presidente do Equador, Rafael Correa, deve obter uma vitória expressiva no referendo de 7 de maio, o que abriria caminho para uma reestruturação do Judiciário e para regulamentar a propriedade privada e os meios de comunicação.
É o que indicam três pesquisas de opinião citadas pela agência.
Segundo o site mexicano SDP publica detalhes de uma delas, afirmando que a proposta de reformulação do Judiciário tem aprovação de 60% e a de uma “Lei de Comunicação”, que restringe a exploração de violência nos meios de comunicação (o Tijolaço já mostrou aqui um dos absurdos que a TV equatoriana fazia) teria 58% dos entrevistados a favor.
O plebiscito tem 10 perguntas e será realizado em 7 de maio. 
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GOVERNO JATENE: TAPIOCOUTO PERDE ESPAÇO

Na Perereca

A substituição de Sérgio Duboc por Maria do Céu Alencar indica claramente que o senador tucano Mário Couto perdeu o comando do Detran.

Quer dizer: não houve apenas a saída de Duboc.
Na verdade, Mário Couto perdeu espaço no Governo. 
Se receberá outra fatia de poder, ainda não se sabe. 
Mas o Detran é um espaço extraordinário e pra lá de cobiçado.
Conhecida por sua competência e honestidade, Maria do Céu é uma técnica muito respeitada entre os tucanos. Teria até fama de incorruptível. E seria, também, da absoluta confiança de Jatene.
No entanto, a missão que teria recebido é árdua: “fazer uma limpa” no Detran, que teria sido submetido, nos últimos anos, a toda sorte de transações.
“Na época do João Marques, o Detran dava dinheiro para o Governo e até fazia obras viárias. Mas, a partir daí, passou a ser uma verdadeira usina de enriquecimento ilícito”, diz uma fonte do Palácio dos Despachos.
Guardadas as proporções, diz a fonte, Jatene estaria tentando fazer com o Detran o mesmo que fez com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), ao nomear uma técnica como Tereza Cativo.
A fonte não soube dizer se Jatene anda estressado com Mário Couto. Mas lembrou que o governador “não suporta ser exposto a esse tipo de situação, em que tem de defender o indefensável”.
O problema seria a delicada situação do senador tucano, frente a denúncias, que não param de chegar, acerca do possível envolvimento de ex-assessores  nas supostas fraudes na Assembléia Legislativa.
Um deles justamente Sérgio Duboc, que foi diretor-financeiro da Casa e até assessor de Mário Couto no Senado.
Além de colocar o governo numa saia justa, o problema estaria afetando até outro tucano de alta plumagem, Manoel Pioneiro, o atual presidente da AL.
“O Pioneiro não tem nada a ver com isso e quer chutar o pau da barraca, mas não pode porque o Mário aparece em todos os relatórios, um dos quais foi até entregue ao governador”, relata.
E como previsto pela Perereca (leia a postagem abaixo) os gritos que teriam sido ouvidos na reunião ocorrida no Palácio, na segunda-feira, entre Jatene, Couto, Pioneiro e Duboc, não teriam vindo do governador, mas, do senador tucano, que teria se estressado com Pioneiro – diz a fonte.
Ela também chama a atenção para a declaração de Jatene, à imprensa, na manhã de hoje: “Ele praticamente disse, para quem quisesse ouvir, que o PSDB deveria assinar a CPI da AL”.
E acentua: “Esse pessoal que está sendo apontado como envolvido nas fraudes é todo do Mário. Você não acha estranho que a equipe do Mário tenha permanecido com o Juvenil?”
As informações correntes no Governo são que o suposto esquema de fraudes na AL teria começado, em pequenas proporções, no final da década de 90. Mas só teria pisado no acelerador após a ascensão da equipe investigada pelo Ministério Público.
A possibilidade de Sérgio Duboc pedir exoneração do Detran foi antecipada pela Perereca na última segunda-feira ( Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2011/04/duboc-nao-caiu-mas-pode-cair.html e aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2011/04/tapioca-na-parada-agora-so-falta-o-cafe.html )
A situação dele se tornou muito complicada depois da operação do MP e da polícia, na terça-feira da semana passada, para investigar supostas fraudes na AL.
Na ocasião, os promotores chegaram até a apreender quatro processos licitatórios da AL que estavam trancados na gaveta de Duboc, no Detran. (Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2011/04/promotores-e-policia-apreendem.html).
Ao longo da semana, informações do MP mostraram que pelo menos três desses processos estão ligados a Croc Tapioca, a empresa envolvida no chamado “Tapiocouto”, o escândalo que sacudiu a AL em 2006, na gestão de Mário Couto. (Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2011/04/processos-licitatorios-da-assembleia.html).
E uma das grandes dores de cabeça dos tucanos, é que são indisfarçáveis os laços que o ligam a Mário Couto (aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2011/04/lacos-de-familia-sergio-duboc-foi.html).
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JATENE: Com chave de ouro...

No Blog da Perereca

Abaixo, Dispensa de Licitação do Detran, em valor superior a R$ 730 mil, publicada no Diário Oficial de hoje, 27, página 9 do segundo caderno.
A dispensa tem por base o artigo 24, inciso IV, da Lei 8666/93, que prevê a possibilidade de dispensar a licitação “nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos”.
A publicação acontece no mesmo dia do anúncio da substituição do diretor-geral do Detran, Sérgio Duboc (veja postagens abaixo).
Na caixinha de comentários de postagem sobre Duboc na última terça-feira (aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2011/04/processos-licitatorios-da-assembleia.html) anônimos apontam supostas irregularidades no processo.

No reencontro com metalúrgicos, Lula vê imprensa de "namorico" com Dilma

“Lula promete "autocontrole" para restringir seu envolvimento política nacional. Ele quer priorizar transferência da experiência brasileira para a África 

Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

Na abertura do 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT) o ex-presidente Lula teve o primeiro reencontro com o movimento sindical desde que deixou o cargo.
Em seu discurso, ele disse que setores da imprensa estão de "namorico" com o governo da presidenta Dilma Rousseff para tentar criar divergências entre ele e sua sucessora.
Lula rebateu o que ele classificou como boatos de que ele e a presidenta Dilma Rousseff estivessem em conflito. "Um setor da imprensa está de 'namorico' com o governo Dilma para causar divergência entre eu e ela", pontuou. A seguir, repetiu o que havia declarado em entrevistas anteriroes: "Não existe divergências, porque o dia que eu e ela discordarmos, ela está certa".
Para ele, a mídia também distorce informações sobre a alta da inflação. "Estão inventando inflação. Eu ontem vi um pronunciamento da Dilma e do Guido Mantega (ministro da Fazenda), e sinto toda a firmeza. Nós não vamos permitir que a inflação volte. Nós, não só eles; como consumidores somos responsáveis para que não volte", insistiu.
Bem humorado durante os 40 minutos de discurso, Lula admitiu que ainda não "desencarnou" completamente da Presidência da República. "Ainda não 'desencarnei' (da Presidência) totalmente, como vocês podem ver. Não é uma tarefa fácil a 'desencarnação'", brincou. "Assumi compromisso com a Dilma de que é preciso manter o processo de 'desencarnação' para não comprometê-la", afirmou o ex-presidente. 
A ironia sobrou também para ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que havia desafiado Lula a disputar com ele uma nova eleição "Não vou responder. Ele, como eu, vamos disputar no além. Não temos mais idade para isso", afirmou Lula, 
Lula joa havia zombado FHC em Londres, onde havia declarado "Não sei como alguém que estudou tanto depois diz que quer esquecer do povão. O povão é a razão de ser do Brasil. E do povão fazem parte a classe média, a classe rica, os mais pobres, porque todos são brasileiros".
Artigo Completo, ::Aqui::
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Fogo amigo faz 12 vítimas fatais na Líbia

Bombardeios da Otan erram novamente e matam aqueles que deveriam ser ajudados

Brasil 247

Mais uma vez, uma lambança da coalização dos países ocidentais faz vítimas fatais na Líbia. Aviões de guerra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) atacaram uma posição rebelde na zona de batalhas da cidade de Misrata, no oeste da Líbia, e mataram 12 rebeldes que lutam contra o ditador Muamar Kadafi. A informação é do jornal americano New York Times.
Os rebeldes, que não quiseram se identificar por razões de segurança, não queriam admitir as mortes à reportagem, pois não queriam desmotivar seus aliados em futuros ataques contra o exército de Kadafi. O ataque desta quarta atingiu uma fábrica de sal no bairro de Qasr Ahmed, por volta das 16h30 locais (11h30 no Brasil). Os rebeldes usavam o prédio como um posto de comando avançado desde a terça e afirmam ter notificado a aliança de ocupavam o local. Em abril, a Otan admitiu ter atingido grupos de rebeldes duas vezes, matando mais de dez insurgentes A aliança, porém, não comentou o acidente recente.
A cidade de Misrata , situada a leste da capital Trípoli, é alvo de batalhas entre os rebeldes e as tropas do ditador Kadafi. O local é disputado por ambos os lados e passou a ser o foco dos bombardeios da Otan. A aliança disse nesta quarta que conseguiu barrar um ataque das forças do coronel na cidade.”
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PIG: Globo chega aos 46 anos com o menor ibope da história

Quedas de audiência vêm se acentuando desde 2006

Do R7

Nesta terça-feira (26), quando completou 46 anos de existência, a Globo recebeu de presente uma notícia nada agradável. Dados apontaram que a emissora teve somente 16,2 pontos de média de audiência do início do ano até agora, entre 7h e 0h na Grande São Paulo. Esse resultado está 0,3 ponto abaixo da média registrada ao longo de todo o ano de 2010 e é o mais baixo registrado pela emissora do Jardim Botânico, desde sua fundação.
As quedas de audiência da Globo vêm se acentuando desde 2006. Naquele ano, a emissora registrava média de 21,4 pontos, ou seja, 5,2 pontos a mais do que tem apresentando atualmente. Esse número representa também o terceiro recuo consecutivo em três anos e indica uma queda de cerca de 26% em relação ao maior ibope obtido pela Globo nos últimos dez anos: 21,7 pontos em 2004.
Como não houve uma mudança grande no número de televisores ligados nesse mesmo período, esses dados mostram que a Globo perdeu telespectador, seja para outras emissoras abertas, canais fechados ou DVDs.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O menino de Guantanamo

Estados Unidos: Uma sessão de "direitos humanos" em Guantanamo

By Paulo Nogueira

Quer saber como Guantanamo se tornou o horror que é?
Leia “Guantanamo Boy”, da escritora inglesa Anna Perera. Uma versão em português foi lançada no Brasil pela Editora Agir.
Baixei a edição original no Kindle com um mero clique.  Uma espécie de milagre da aparição literária.
É uma ficção baseada na realidade. Khalid é um adolescente inglês. Seus pais são paquistaneses, e acabaram indo para a Inglaterra, como tantos conterrâneos, para  fugir da miséria de seu país. Para os ingleses era uma coisa boa, porque os imigrantes representavam mão de obra barata para funções humildes que os nativos não estavam nem um pouco interessados em realizar eles próprios.
Khalid vai visitar a terra dos pais.
Mas estava acontecendo o seguinte. Os Estados Unidos, na chamada Guerra ao Terror, estavam dando um dinheiro considerável a pessoas que denunciassem suspeitos de terrorismo. Era uma cifra que equivalia a meses, talvez anos de trabalho na miséria paquistanesa. Muitas pessoas inescrupulosas, para pegar o dinheiro, fizeram denúncias sem fundamento. Como não havia julgamento, como não havia advogado de defesa, como não havia procedimento legal nenhum, o delator ganhava uma pequena fortuna sem risco de descobrirem que ele mentira.
O acusado ia parar em Guantanamo.
É essa a história de Khalid. É essa a história de cerca de 60 garotos presos no Paquistão e no Afeganistão em situação obscura e enviados a Guantanamo. Pais e mães desesperados simplesmente não voltaram a saber de seus filhos. Na prisão as crianças foram tratadas como “combatentes do inimigo”, para usar uma expressão que vi dita num vídeo, pronunciada por um oficial americano que trabalhava em Guantanamo.
Só que os meninos “combatentes”, como mostraram os vazamentos realizados pelo Wikileaks, eram garotos inocentes como o Khalid do livro de Anna.
O que os Estados Unidos fizeram em Guantanamo é comparável ao que os soviéticos fizeram nos gulags tão bem descritos por Solzenitzen: reduzir o ser humano a nada. Subtrair pessoas do convívio com familiares, amigos, enviá-las a terras distantes e submetê-las a atrocidades.
Recomendei a minha filha Camila vivamente que leia este livro. Disse a ela que sugira aos professores que peçam aos alunos que leiam e discutam.
É uma aula de história contemporânea.
Anna, escritora de livros juvenis, sabe como fazer o leitor correr de página em página.
Ela vive em Londres. Ontem mesmo mandei um email a ela e combinamos um almoço no qual vou entrevistá-la.
Dou notícias.
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O dólar tem seus dias contados

A moeda americana se transformou na maior bolha especulativa da história e está condenada a uma forte queda. Os ataques contra o euro são apenas uma cortina de fumaça para esconder a falência da economia americana, defende a jornalista suíça Myret Zaki em seu último livro.

Por Samuel Jaberg, swissinfo.ch


"A queda do dólar se prepara. É inevitável. O principal risco no mundo atualmente é uma crise da dívida pública americana. A maior economia mundial não passa de uma grande ilusão. Para produzir US$ 14 trilhões de renda nacional (PIB), os Estados Unidos geraram uma dívida de mais de US$ 50 trilhões, que custa US$ 4 trilhões de juros por ano."
O tom está dado. Ao longo das 223 páginas de seu novo livro, a jornalista Myret Zaki faz uma acusação impiedosa contra o dólar e a economia americana, que considera "tecnicamente falida".
A jornalista se tornou, nos últimos anos, uma das mais famosas escritoras de economia da Suíça. Em seus últimos livros, ela aborda a situação desastrosa do banco suíço UBS nos Estados Unidos e a guerra comercial no mercado da evasão fiscal. Na entrevista a seguir, Myret Zaki defende a tese de que o ataque contra o euro é para desviar a atenção sobre a gravidade do caso americano.

Swissinfo.ch: A senhora diz que o crash da dívida americana e o fim do dólar como lastro internacional será o grande acontecimento do século 21. Não seria um catastrofismo meio exagerado?
Myrette Zaki: Eu entendo que isso possa parecer alarmista, já que os sinais de uma crise tão violenta ainda não são tangíveis. No entanto, estou me baseando em critérios altamente racionais e fatuais. Há cada vez mais autores americanos estimando que a deriva da política monetária dos Estados Unidos conduzirá inevitavelmente a tal cenário. É simplesmente impossível que aconteça o contrário.

Swissinfo.ch: No entanto, esta constatação não é, de forma alguma, compartilhada pela maioria dos economistas. Por quê?
MZ: É verdade. Existe uma espécie de conspiração do silêncio, pois há muitos interesses em jogo ligados ao dólar. A gigantesca indústria de asset management (investimento) e dos hedge funds (fundos especulativos) está baseada no dólar. Há também interesses políticos óbvios. Se o dólar não mantiver seu estatuto de moeda lastro, as agências de notações tirariam rapidamente a nota máxima da dívida americana. A partir daí começaria um ciclo vicioso que revelaria a realidade da economia americana. Estão tentando manter as aparências a todo custo, mesmo se o verniz não corresponde mais à realidade.

Swissinfo.ch: Não é a primeira vez que se anuncia o fim do dólar. O que mudou em 2011?

MZ: O fim do dólar é realmente anunciado desde os anos 1970. Mas nunca tivemos tantos fatores reunidos para se prever o pior como agora. O montante da dívida dos EUA atingiu um recorde absoluto, o dólar nunca esteve tão baixo em relação ao franco suíço e as emissões de novas dívidas americanas são compradas principalmente pelo próprio banco central dos EUA.
Há também críticas sem precedentes de outros bancos centrais, que criam uma frente hostil à política monetária americana. O Japão, que é credor dos Estados Unidos em US$ 1 trilhão, poderia reivindicar uma parte desta liquidez para sua reconstrução. E o regime dos petrodólares não é mais garantido pela Arábia Saudita.

Swissinfo.ch: Mais do que o fim do dólar, a senhora anuncia a queda da superpotência econômica dos EUA. Mas os Estados Unidos não são grandes demais para falir?

MZ: Todo mundo tem interesse que os Estados Unidos continuem se mantendo e a mentira deve continuar por um tempo. Mas, não indefinidamente. Ninguém poderá salvar os americanos em última instância. São eles quem terão de arcar com o custo da falência. Um período muito longo de austeridade se anuncia. Ele já começou. Quarenta e cinco milhões de americanos perderam suas casas, 20% da população sairam do circuito econômico e não consomem mais, sem contar que um terço dos estados dos EUA está praticamente falido. Ninguém mais investe capital no país. Tudo depende exclusivamente da dívida.

Swissinfo.ch: A senhora diz que o enfraquecimento da zona euro representa nada menos que uma questão de segurança nacional para os Estados Unidos. Será que não estamos entrando numa espécie de paranoia antiamericana?
MZ: Todos nós amamos os Estados Unidos e preferimos ver o mundo cor-de-rosa. No entanto, após o fim da Guerra Fria e da criação do euro em 1999, uma guerra econômica foi declarada. A oferta de uma dívida pública sólida em uma moeda forte iria provavelmente diminuir a demanda pela dívida dos EUA. Mas os Estados Unidos não podem deixar de se endividar. Essa dívida lhes permitiu financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão e garantir a sua hegemonia. Eles têm uma necessidade vital dela.
Em 2008, o euro era uma moeda levada muito a sério pela OPEP, os fundos soberanos e os bancos centrais. Ela estava prestes a destronar o dólar. E isso os EUA queriam impedir a todo custo. O mundo precisa de um lugar seguro para depositar seus excedentes, e a Europa está sendo totalmente impedida de aparecer como sendo esse lugar. É precisamente por isso que os fundos especulativos têm atacado a dívida soberana de alguns países europeus.

Swissinfo.ch: O que vai acontecer depois da queda anunciada do dólar?

MZ: A Europa é hoje a maior potência econômica e tem uma moeda de referência sólida. Ao contrário dos Estados Unidos, é um bloco em expansão. Na Ásia, o yuan passará a ser a moeda de referência. A China é a melhor aliada na Europa. Ela tem interesse em apoiar um euro forte para diversificar seus investimentos. Por outro lado, ela precisa de um aliado como a Europa na OMC e no G20 para evitar de ter que reavaliar sua moeda em breve. Hoje, a Europa e a China atuam como duas forças gravitacionais que atraem em suas órbitas os antigos aliados dos Estados Unidos: o Japão e a Inglaterra.

Swissinfo.ch: E o que vai acontecer com o franco suíço?

MZ: Seu papel de valor refúgio ainda vai crescer. No caso de uma crise da dívida soberana dos EUA, haverá uma grande procura pelo franco suíço. O franco suíço tem quase o mesmo status que o ouro e não está pronto a cair face ao dólar. Em uma revisão do sistema monetário, a Suíça terá que escolher um lado. Porque eu não estou convencida de que o franco suíço possa continuar existindo sozinho, o seu papel como valor refúgio é muito prejudicial para a economia suíça.

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