quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A GUERRA DE JOÃO PLENÁRIO É COM O "CRETINO ABSOLUTO"



Nunca antes na história da Lava Jato fragilizou-se tanto a posição do Ministério Público.
Dificilmente Rodrigo Janot poderá se manter na posição assumida ontem de, simplesmente, por fim 
à delação da OAS e fingir que nada aconteceu.
Marcelo Auler, em seu blog, mostra o mar de contradições entre os vazamentos que “valem” e os 
que “não valem”.
Eu penso que, embora esteja claro que o “vazamento” – e o vazamento de “nada”, afinal – não tem 
importância alguma, essencial é o jogo de poder que o motivou.
Está claro até para as pedras da calçada que sua origem é o MP e um desafio a Tóffoli.
O problema é que Tóffoli não é apenas um ministro do Supremo, é o segundo voto de Gilmar 
Mendes, e Gilmar sabe que o poder se defende com unhas, dentes e ousadia.
E, do outro lado, o Ministério Público não é só o o Procurador Geral Janot, mas a Força-Tarefa de 
Curitiba e, mais importante, aquele de quem ela é um apêndice: Sérgio Moro.
Foi ele o mais diretamente atingido pelos pontapés de Mendes, porque é o mentor de fato das tais 
“10 medidas contra a corrupção” que o ministro diz terem saído da cabeça de um “cretino absoluto”.
Moro é o personagem símbolo destas propostas e se tornou seu patrocinador com sua ida à comissão 
da Câmara para defendê-las.
Gilmar Mendes não está subindo o tom sem ter certeza de apoio no STF.
Pode ter sido o sinal de que “acabou a brincadeira”, pois o objetivo do golpe foi alcançado.
A Lava Jato, agora, é que não vem ao caso.
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Deputado afastado por corrupção é pai do juiz que atuou com Genoíno doente



Jornal GGN – O deputado distrital Raimundo Ribeiro (PPS), afastado de suas funções na Mesa da
Câmara por suspeita de participar de um esquema de corrupção envolvendo o desvio de emendas 
parlamentares da saúde, é pai do juiz da Vara de Execuções Penais que ganhou destaque na imprensa 
após atuar no caso de José Genoíno.
Preso no mensalão, o petista passou a ter problemas de saúde em decorrência de uma cirurgia 
cardíaca e sofreu resistência do Judiciário para obter o direito de pagar sua pena em regime 
domiciliar.
À época, o juiz Bruno Ribeiro, que pegou casos do chamado mensalão após o juiz anterior ser 
considerado muito “benevolente” com os réus, foi criticado por quase deixar Genoíno morrer na 
prisão.
A defesa reclamava que Genoíno não tinha bom atendimento na Papuda, que a partir das 18h de 
sexta-feira ficava sem médicos para pront-atendimento durante todo o final de semana. Diante de 
reclamações, o juiz produziu um relatório alegando que Genoíno poderia ficar na prisão, enquanto 
seu pai usava programas de rádio para dizer que o ex-deputado estava com "manha".
Só quando o Ministério Público Federal e o Instituto Médico Legal entraram em cena para produzir 
um relatório a partir de uma junta médica é que a postura do juiz Bruno Ribeiro pode ser contestada. 
O laudo do IML apontou que Genoíno não sofria risco de enfarte, mas precisava de atenção por 
conta das implicações da cirurgia. O ex-ministro Joaquim Barbosa, já baseado em laudo do médico 
da Câmara, permitiu que o petista ficasse 90 dias em regime domiciliar.
inventava doença para “escapar do xadrez”. O 247 apontou que esporte favorito do Ribeiro pai era 
usar programa de rádio para falar mal dos “mensaleiros”, denotando que o Ribeiro filho deveria 
declarar-se juiz suspeito.

 
Roubo de R$ 30 milhões: dep. Raimundo Ribeiro (PSDB) e Celina Leão (PPS)

Após o escândalo na Câmara, o PPS do Distrito Federal informou que Raimundo Ribeiro seria
afastado de suas funções na executiva do partido. Celina Leão, outra deputada distrital também
investigada pela polícia foi afastada da presidência da Câmara e igualmente do PDT. Célia era do
PSDB na época das supostas negociações do esquema e Ribeiro, do PSDB.
Celina Leão, segundo a apuração, articulou um esquema de pagamento de propina e desvio de
recursos de emendas parlamentares que seriam usados para pagar contratos de gestão de UTIs.
Nos áudios feitos por Liliane Roriz e entregue a investigadores, Celina fala sobre mudança de
finalidade de uma emenda parlamentar que direcionou R$ 30 milhões da sobra orçamentária da
Câmara a um grupo de seis empresas que prestam serviço de UTI. Parte dos recursos foram
repassados a deputados da Mesa Diretora.
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ALMOFADINHA DO MP RESPONDE AO JOÃO PLENÁRIO


Entidades que representam os procuradores da República elaboraram uma nota em resposta 
às críticas feitas à Lava Jato pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes; o 
texto foi compartilhado pelo coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol; "À 
falta de argumentos sólidos, são lançadas à Lava Jato e ao PGR diretivas vagas e acusações 
vazias", diz trecho da nota; "Obrigado Associação dos Magistrados do Brasil e obrigado a 
toda a sociedade brasileira que tem apoiado a Lava Jato", postou Dallagnol no Twitter.

Paraná 247 – Entidades que representam os procuradores da República e magistrados elaboraram 
uma nota nesta quarta-feira 24 em defesa do Ministério Público e da Operação Lava Jato depois que 
o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fez críticas aos investigadores e ao 
órgão nos últimos dias, em decorrência do vazamento de conteúdo da delação premiada de Léo 
Pinheiro, da OAS, à revista Veja.
O texto foi compartilhado pelo coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol. "À falta 
de argumentos sólidos, são lançadas à Lava Jato e ao PGR diretivas vagas e acusações vazias", diz 
trecho da nota destaco por Dallagnol. "Obrigado Associação dos Magistrados do Brasil e obrigado a 
toda a sociedade brasileira que tem apoiado a Lava Jato", postou o procurador em sua conta no 
Twitter.
No fim de semana, a Veja publicou reportagem de capa com uma denúncia contra o também ministro 
do STF Dias Toffoli, amigo de Gilmar. A matéria teria tido como base, segundo a revista, trechos da 
delação de Léo Pinheiro, da OAS. Depois da divulgação, o procurador-geral da República, Rodrigo 
Janot, suspendeu o acordo de delação. Gilmar Mendes culpou o MP pelo vazamento e fez duras 
críticas aos investigadores (leia aqui e aqui).



62 ANOS DEPOIS DA MORTE DE GETÚLIO, NOVO ATAQUE AO TRABALHISMO OUTRA VEZ ENCABEÇADO PELOS MARINHO


62 anos depois da morte de Getúlio Vargas, a quem interessa retirar de cena um Partido 
dos Trabalhadores?
por Jean Volpato

A Alemanha dos anos 1930, impulsionada pela grande crise de 29, foi marcada por uma grave 
desestabilização econômica, caracterizada pelo desemprego e pela hiperinflação.
Nesse contexto de crise foi que o discurso do partido nazista encontrou ampla aceitação na sociedade 
alemã. Assim Hitler chegou ao poder.
Um ditado antigo, no qual não recordo o nome do autor, afirmava que “loucos são aqueles que nós 
colocamos nos hospícios em tempos de paz, mas colocamos no poder em tempos de crise”.
Os nazistas montaram uma poderosa máquina de propaganda.
A tática nazista incluía o patrulhamento ideológico, a calúnia e a difamação, aplicando a frase 
atribuída ao chefe da propaganda nazista: “Uma mentira muitas vezes repetida vira verdade”.
Assim o governo de Hitler conseguiu convencer os alemães de que os judeus eram sujos, perversos, 
corruptos e traidores, responsáveis pela crise econômica que jogou os alemães na pobreza.
Tudo isso fundamentou a criação de leis que justificaram a perseguição, prisão, escravização, 
confisco de bens e o homicídio de milhões de judeus, dentro e fora dos campos de concentração.
Fenômeno idêntico pode ser observado no Brasil de hoje.
A velha imprensa empresarial, em especial a Rede Globo de Televisão, utilizando as mesmas 
técnicas de intimidação, patrulhamento ideológico liberal, calúnia e difamação, escolheu o maior 
partido de representatividade dos trabalhadores para negar sua legitimidade no Brasil.
O PT e suas principais lideranças têm sido alvos de escancarados e assombrosos ataques e 
perseguição.
Você já deve ter se perguntado algum dia o porquê a canoa de Lula vira manchete de uma hora no 
Jornal Nacional e as 18 delações do Senador Aécio Neves na Lava-Jato, não.
Ou porque os pedalinhos dos netos de Lula têm garantidos 24 horas na programação da Rede Globo, 
mas os R$ 23 milhões que o senador e atual ministro de Temer, José Serra, teria recebido de propina, 
já tenham caído no esquecimento popular.
O PSDB e boa parte dos políticos brasileiros, assim como a grande mídia, estão em defesa do status 
quo da elite brasileira.
Não é à toa que estamos vivendo um período muito parecido com aquele que colocou Adolf Hitler 
no poder na Alemanha da década de 30.
Aproveitam-se da crise econômica para colocar medo na população e deslegitimar o maior partido de 
representação aos trabalhadores em nosso país.
O ódio ao PT tem garantido uma cortina de fumaça que legitima os golpistas.
A venda colocada nos olhos dos brasileiros com a forte campanha midiática contra o PT vai garantir 
que o atual Governo Golpista de Michel Temer mexa nos principais direitos dos trabalhadores.
Hoje completamos 62 anos da morte de Getúlio Vargas, pai da Consolidação das Leis Trabalhistas 
(CLT). Getúlio se suicidou depois de uma forte campanha de difamação, ódio e calúnia.
Mais uma vez o mote da corrupção impulsionada por monopólios de comunicação, como o Diário 
Associados, de Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda, serviram para golpear um governo com 
vertente trabalhista. No dia de sua morte a população saiu às ruas, indignada.
A Tribuna da Imprensa de Lacerda foi empastelada. A redação de O Globo foi atacada, carros do 
jornal foram destruídos.
Mais de seis décadas depois de sua morte, a história volta a se repetir. Mais uma vez um governo 
com viés trabalhista sofre um golpe.
Com amplo apoio das organizações Globo, o Brasil vive, sob o comando do presidente golpista 
interino Michel Temer, o maior desmonte dos direitos trabalhistas da história.
Na pauta a jornada de trabalho (oito horas diárias e 44 semanais), jornada de seis horas para trabalho 
ininterrupto, banco de horas, redução de salário, férias, 13º salário, adicional noturno e de 
insalubridade, salário mínimo, licença-maternidade, auxílio-creche, descanso semanal remunerado e 
FGTS.
Outro projeto em pauta, o PLP 257, resultará no congelamento dos salários, revisão dos benefícios e 
gratificações, demissão de servidores públicos, suspensão de concursos públicos, aumento da 
alíquota ou privatização da Previdência Social, limitação dos programas sociais.
O governo Temer também se esforça para aprovar a PEC 241/2016, que congela os investimentos 
públicos para os próximos 20 anos.
Na educação, essa PEC significa que nenhum centavo novo vai chegar para creches, escolas, 
universidades públicas e para melhorar o salário dos professores e praticamente inviabiliza as metas 
do Plano Nacional de Educação.
A proposta de privatização do SUS ganha cada dia mais força.
O ministro da Saúde do governo Temer já deu diversas declarações de que pretende extinguir a 
gratuidade da saúde para todos no Brasil.
Foi publicado no Diário Oficial da União proposta que cria grupo de trabalho para analisar a 
implementação de planos de saúde pagos pela população brasileira, favorecendo as chamadas 
“indústrias da morte, ou das doenças”.
A medida de Temer potencializa a lógica do mercado, colocando os serviços públicos não como 
direitos, mas como mercadorias.
Com a campanha nazista de ataque ao maior partido brasileiro de representação dos trabalhadores, o 
plano Temer de desmonte dos serviços públicos e ataques aos trabalhadores ganha uma confortável 
margem de implementação.
Não fica difícil concluir a pergunta desse título. A quem interessa retirar de cena um Partido dos 
Trabalhadores?

TERREMOTO PROVOCA DESTRUIÇÃO E DEIXA AO MENOS 73 MORTOS NA ITÁLIA


Um terremoto devastador destruiu uma série de cidades montanhosas no centro da Itália nesta 
quarta-feira, deixando pelo menos 73 mortos, além de moradores presos sob pilhas de 
escombros e milhares de pessoas desabrigadas; tremor ocorreu nas primeiras horas da manhã, 
quando a maioria dos moradores dormia, derrubando casas e destruindo ruas a cerca de 140 
quilômetros a leste de Roma

ACCUMOLI, Itália (Reuters) - Um terremoto devastador destruiu uma série de cidades montanhosas 
no centro da Itália nesta quarta-feira, deixando pelo menos 73 mortos, além de moradores presos sob 
pilhas de escombros e milhares de pessoas desabrigadas.
O tremor ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando a maioria dos moradores dormia, 
derrubando casas e destruindo ruas em um conjunto de pequenas cidades italianas cerca de 140 
quilômetros a leste de Roma.
Uma família de quatro pessoas, incluindo dois meninos de 8 meses e 9 anos, foi soterrada quando 
sua casa desmoronou em Accumoli.
Enquanto os socorristas levavam o corpo da criança de colo, cuidadosamente coberta sob uma 
manta, sua avó culpava Deus aos prantos: "Ele levou todos de uma vez".
O Exército foi mobilizado para ajudar com equipamentos pesados especiais e o Tesouro italiano 
liberou 235 milhões de euros de fundos emergenciais. No Vaticano, o papa Francisco cancelou parte 
de sua audiência-geral para rezar pelas vítimas.
Fotos aéreas mostraram áreas inteiras de Amatrice, que no ano passado foi eleita uma das cidades 
históricas mais belas da Itália, arrasada pelo tremor de magnitude 6,2.
"São todas pessoas jovens aqui, estamos nas férias, era para o festival da cidade ser realizado depois 
de amanhã, então muitas pessoas vieram por causa disso", disse Giancarlo, morador da localidade, 
sentando na rua só de cuecas.
O terremoto aconteceu em pleno verão local, quando a área, que normalmente é pouco povoada, 
recebe grande quantidade de turistas.
O prefeito de Accumoli, Stefano Petrucci, disse que cerca de 2.500 pessoas perderam suas casas na 
cidade, composta de 17 aldeias.
Moradores que perceberam gemidos abafados por toneladas de tijolos e concreto reviraram os 
destroços com as próprias mãos antes de os serviços de emergência chegarem com equipamentos de 
remoção de terra e cães farejadores. Rachaduras enormes pareciam feridas abertas nos edifícios 
ainda de pé.
O Departamento de Defesa Civil informou que alguns sobreviventes serão levados para outros locais 
do centro do país, e outros ficarão abrigados em tendas que estão sendo enviadas para a área.
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que irá visitar a região do desastre ainda nesta 
quarta-feira: "Ninguém será deixado sozinho, nenhuma família, nenhuma comunidade, nenhum 
bairro. Precisamos colocar mãos à obra... para restabelecer a esperança nesta área que foi atingida 
com tanta dureza", afirmou em um breve discurso na televisão.
A porta-voz do Departamento de Defesa Civil, Immacolata Postiglione, disse que há mortos em 
Amatrice, Accumoli e outros vilarejos, como Pescara del Tronto e Arquata del Tronto. O 
departamento colocou o saldo de mortos em 73 pessoas.
O sismo causou danos em três regiões, Umbria, Lazio e Marche, e foi sentido até na distante 
Nápoles, cidade portuária no sul italiano.
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Ciro sobre Temer: “É o caso de a gente ir lá e tacar fogo, metaforicamente, ou não”


Em participação no evento promovido pela Agência Democratize, o ex-governador falou sobre 
o polêmico caso envolvendo o candidato Pedro Paulo (PMDB) no Rio de Janeiro, além de 
traçar linhas de pensamento sobre o governo Michel Temer: “O Paulo Skaf vai tomar um 
monte de pato na testa, porque eles [governo Temer] vão propor aumento de impostos”

Por Francisco Toledo, da Agẽncia Democratize

Cada vez mais presente no debate político brasileiro, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), participou do debate promovido pela Agência Democratize em sua festa de aniversário, neste domingo (21) em São Paulo. O tema central da conversa foi a atual conjuntura política brasileira — mas sobrou espaço para outras questões polêmicas.
A principal delas foi a declaração feita por Ciro sobre a candidatura de Pedro Paulo (PMDB) para a prefeitura do Rio de Janeiro, durante a semana passada. O ex-governador havia dito que não tinha problema o PDT apoiar o candidato do PMDB no Rio, acusado de ter agredido sua ex-mulher.
“Eu lá no Rio de Janeiro, tinha escolhas pessoais diferentes dessa [de apoiar Pedro Paulo]. Sou amigo do Molon (deputado federal e candidato pela Rede). Tenho uma relação histórica e antiga com o PCdoB, gosto muito da Jandira [deputada federal e candidata pelo PCdoB). Sonho em conseguir reunir o campo progressista em uma única frente”, disse Ciro.
Porém, diante da escolha do PDT do Rio, o ex-governador afirma ter preferido evitar uma discussão interna e uma divisão partidária, ao acolher a decisão da sigla. “Mas o PDT, que tem relevância absoluta, optou pelo Pedro Paulo. Vocês acham que eu iria bancar o purista, bancar uma dissidência no meu sétimo partido?”, completou.
Mas a conjuntura política atual foi o papo central do debate com Ciro Gomes neste domingo em São Paulo.


Impeachment e Dilma
Para Ciro Gomes, a vida de Michel Temer não vai ser nada fácil nos próximos meses — até mesmo se o processo de impeachment contra Dilma sair vitorioso no Senado Federal.
O ex-governador tocou em algumas frentes específicas que podem dificultar as intenções do atual presidente interino em seu projeto político, sendo a principal delas a política de austeridade, e como isso pode se tornar um problema para a sociedade civil.
“No dia seguinte ao impeachment, vocês vão ver a grande mídia partir pra cima [do governo Temer] para cobrar a austeridade por parte do governo”, disse Ciro, sobre a participação da grande mídia corporativa para os próximos episódios da política brasileira.
“O Paulo Skaf vai tomar um monte de pato na testa, porque eles [governo Temer] vão propor aumento de impostos. Vem a CPMF, vem a CIDE. E ainda assim com grande dificuldade de prosperar no Congresso, porque esse Congresso não votou a favor de Michel Temer, votou contra a Dilma”, concluiu o ex-governador.
Outra linha defendida por Ciro foi a questão internacional diante do processo político brasileiro. Para ele, o novo governo deve caminhar cada vez mais longe dos países em desenvolvimento que formam os BRICS, e que isso mostra claramente uma postura de “entreguismo” para a política defendida pelos Estados Unidos: “Dos BRICS pode sair para o Brasil, por exemplo, um regime de preferências comerciais que dão a econômia brasileira e ao empreendedor brasileiro um mercado consumidor de 3 bilhões de bocas. Você tem a possibilidade nos BRICS de transferências tecnológicas sensíveis para superar rapidamente determinados atrasos tecnológicos, especialmente tecnologias militares ou e de comunicação”.
Ainda no tema internacional, o entreguismo voltou a ser assunto sobre a possibilidade de venda do patrimônio público. “Esses canalhas estão se aprontando para vender a BR Distribuidora, que é o lado filé do negócio, é a distribuição. É o caso de a gente ir lá e tacar fogo, metaforicamente, ou não, pois não houve discussão popular, para ele — Temer — fazer uma mudança tão violenta no país, sem legitimidade”, disse sobre o projeto que tramita no Senado Federal que poderá tornar possível a privatização e venda da Petrobras, principal empresa estatal brasileira.
Quando questionado sobre quais foram os méritos de Dilma Rousseff no comando do Brasil que a fizeram cair nas mãos do Congresso, Ciro tocou em alguns pontos específicos.
O primeiro dele foi a capacidade de Dilma não ter influenciado diretamente na Operação Lava Jato — ou seja, ter deixado as investigações continuarem, mesmo quando figuras centrais do Partido dos Trabalhadores foram afetadas diretamente. Segundo o ex-governador do Ceará, isso teria sido um dos motivos principais que fizeram Dilma perder apoio no Congresso, principalmente na Câmara dos Deputados: “Se a agenda do golpe são esses três grupos hegemônicos, a primeira grande questão é que a Dilma não aceitou fazer acordo para travar a Lava Jato”.
Outro motivo teria sido a honestidade de Dilma que, mesmo tendo seguido um caminho considerado “errado” na política e economia, como na nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda em 2015, nunca se demonstrou uma pessoa indigna de ocupar o cargo da presidência da República.
Ciro 2018?
Para encerrar a conversa, não poderia faltar a pergunta sobre a possibilidade de Ciro Gomes concorrer para a presidência da República nas próximas eleições, no ano de 2018.
Ao contrário de outras declarações neste ano, o ex-governador sinalizou pela primeira vez a vontade de ocupar o cargo mais importante do país — mas não necessariamente a intenção de concorrer.
“Eu posso ser candidato a presidente da República, ou posso não ser. Não queria ser. Estava a 10 anos sem disputar eleição. Voltei pra luta por causa desse golpe. Eu me consideraria um covarde se não estivesse fazendo isso”, disse no começo do debate. Porém, o assunto voltaria depois horas de conversa, no final do evento, após ser questionado se teria vontade de ser candidato — e não necessariamente se vai ser ou não.
O ex-governador, que já foi candidato para presidente em 1998, ironizou uma possível candidatura com a atual situação brasileira: “Eu gostaria de encontrar uma forma de ser presidente sem ter que ser candidato e passar por eleições”, disse Ciro Gomes, que foi rebatido com gritos irônicos de “é golpe!”, em referência ao presidente interino Michel Temer, que deve ocupar o cargo de forma permanente até 2019, caso o impeachment de Dilma se concretize.

Acompanhado por Carlos Lupi, presidente nacional do PDT e Pompeo de Mattos, presidente 
estadual do partido, o pré-candidato à presidência da República pela sigla, Ciro Gomes, esteve 
em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, na noite desta terça-feira para o 
lançamento da candidatura de Daniel Bordignon à prefeitura da cidade no Centro de 
Tradições gaúchas (CTG) Aldeia do Anjos. Saudado como "nosso futuro presidente", Ciro 
Gomes tirou selfies com os apoiadores, tomou chimarrão e conversou ao pé do ouvido com 
Bordignon que, preso no trânsito, chegou atrasado ao evento. Em conversa exclusiva com ZH, 
cearense não poupa críticas ao governo de Michel Temer, que faz questão de chamar de 
golpista e canalha, afirma que os escândalos em Brasília devem ter pouca influência nas urnas 
em outubro e que a crise econômica não será resolvida sem aumento de impostos.

Confira os principais trechos:
Foram divulgadas as primeiras pesquisas eleitorais no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, PSoL e PT, dois partidos de esquerda, saíram na frente. O senhor acha que as urnas vão mandar algum recado para o governo interino?
Nas grandes cidades há sempre um componente relevante da política nacional embora o predominante para quem tem a vivência que eu tenho e você vai ver isso de novo nessas eleições, seja o interesse local. A conjuntura do município onde acontece a eleição. O PT está sofrendo um trauma, em função de todos os escândalos que aconteceram. Mas tudo indica que é uma eleição onde vai marcar muito mais o aspecto local do que uma referência para o país.
Os eleitores vão levar mais em conta a vida nas cidades que os escândalos em Brasília?
É a tradição brasileira. A eleição municipal é a ultrafederação e ultrafragmentação partidária. Isso é uma característica da vida política brasileira e não são boas características. São consequências de uma vida democrática pouco longa. As ideologias políticas estão muito contraditórias com a retórica e os políticos estão muito desmoralizados, aí os eleitores acabam olhando muito mais o aspecto local.
Nos próximos dias, o Senado vota o impeachment da presidente Dilma, na qual o senhor já se manifestou contrário. Todas as estimativas apontam uma derrota da petista. Ainda dá para virar o placar?
Há uma chance remota, improvável. Mas precisamos lutar até o fim porque a História fará o registro dessa fase. E será um registro muito azedo se consumado o impeachment. O país entrará em uma instabilidade de uma, duas décadas a partir disso. E a primeira vítima será o golpista, salafrário e traidor Michel Temer.
Alguns indicadores econômicos já começam a dar algum sinal de reação. Essa melhora é pontual?
Isso é mentira da grande mídia. Não tem nenhum sinal de melhora com consistência. Quando se vive uma depressão profunda, como a que estamos vivendo, a riqueza brasileira cai nove pontos percentuais em 24 meses, acontece o efeito fundo do poço: você bate e volta. Ainda com a Dilma esse fundo do poço já estava se aproximando. Tivemos a explosão do câmbio que ajusta uma série de coisas importantes no país e que não foi nenhuma providência tomada pelo governo. O sintoma mais grave que foi apontado contra a Dilma, que foi a irresponsabilidade fiscal, está dramaticamente piorado. Esse governo interino é muito mais irresponsável. Do jeito que está ano que vem a dívida pública se aproximará de 90% do PIB. Isso trava a taxa de juro em um momento de queda da inflação. O que torna o juro real no Brasil muito alto, impedindo o sistema produtivo de reagir.
Caímos na tão falada armadilha do crescimento?
Exatamente. E tudo indica que o desemprego que hoje esta em 11% caminha a passos muito sólidos para o redor de 14%.
Como o senhor avalia as propostas de reforma trabalhista e previdenciária, apresentadas pelo governo Temer?
Na verdade essa é a essência do golpe. Eu acredito que ainda teremos uma grande discussão olímpica de quem será enganado. Porque esperar colher um maracujá de um pé de maçã é improvável. Padilha, Moreira Franco, Michel Temer e Romero Jucá forma uma quadrilha de marginais. Esperar austeridade daí é esperar maracujá de um pé de maçã. O Congresso brasileiro, uma vez superado o impeachment, vai voltar a sua hiperfragmentação ideológica já mirando as eleições. Quero ver esses calhordas corruptos conseguirem votar uma emenda a constituição que reduzirá despesas com aposentados, universidades e SUS. Fora a ira popular. A maioria das pessoas ainda está paralisada pela decepção com o governo Dilma, mas conforme a conversa avançar haverá revolta popular. Evidentemente não vai ser tão fácil como eles pensam que vai ser.
Tem como o país sair da crise sem passar por um ajuste fiscal?
Sem chance. Só que o ajuste fiscal que nós precisamos é tão violentamente grave que não é possível em ambiente contracionista. Se você não tomar a decisão de retomar o crescimento econômico e bancar os riscos, tensões e contradições inerentes a isso e se também não introduzir aumento de impostos não há menor chance nos próximos 24 meses. Principalmente com um governo ilegítimo, que não tem nenhuma moral para pedir nada de ninguém.

A REPUBLICA DO CARALHO


Luis Nassif

Capítulo 1 – o grande mestre Gilmar Mendes
Nos jogos do poder, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) é grande mestre. Ousaria compará-lo ao imortal Raul Capablanca, o campeão cubano que encantou o mundo no início do século, com seu estilo claro, lógico, linear e fulminante.
Seu grande adversário foi o russo Alexander Alekhine, com um estilo complexo, cheio de nuances, que acabava embaralhando o adversário. Só depois do jogo terminado, os adversários encontravam saídas para as complexidades colocadas por Alekhine.
No embate entre ambos, pelo título mundial, Alekhine venceu. Consta que graças ao estilo bon vivent do cubano, que se dispersava entre corridas de cavalo e libações noturnas. Não é o caso de Gilmar, cujas obsessões se resumem ao jogo político-jurídico e à sua IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público). Não deixa de ser seu calcanhar de Aquiles, mas que poucos ousaram explorar.

Capítulo 2 - a presunção da competência política da Lava Jato

No primeiro tempo, a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato conseguiram o feito histórico de terem derrubado uma presidente da República. Julgaram-se os reis da cocada preta.
Esse tipo de onipotência os tornou descuidados. Não se deram conta que o embate foi contra o mais ingênuo e indefeso governo da história.  A frente ampla garantiu-lhes a blindagem para toda sorte de abusos e um deslumbramento provinciano. Julgaram-se acima do bem e do mal e, especialmente, acima do STF (Supremo Tribunal Federal).
Parcerias com a mídia não são institucionalizadas, mas pontuais, obedecendo aos interesses de ambas as partes. Além disso, a mídia – e a opinião pública - movem-se por eventos, alimentados por fatos reais ou factoides. E Gilmar e José Serra sempre foram mestres na arte de criar factoides jornalísticos.
O deslumbramento levou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima – o mais agressivo e político da força tarefa – a confrontar decisão do Ministro Dias Toffoli de ordenar a libertação do ex-Ministro Paulo Bernardo. E foi criando pontos de vulnerabilidade para o xeque de Gilmar.

Capítulo 3 – a delação da OAS

O que está em jogo é a delação da OAS.
Há duas empreiteiras na fila. As delações da Odebrecht apontarão preferencialmente o financiamento de campanha através de caixa 2. Delatarão Paulo Preto. Se a Lava Jato quiser pegar José Serra e Aloysio Nunes, terá que apertar Paulo Preto.
Já as delações da OAS visariam apontar corrupção explícita dos políticos, especialmente de José Serra – isto é, dinheiro para enriquecimento pessoal.

Capítulo 4 – o xeque de Gilmar

Aí entra em cena Gilmar, com toda sua maestria e atrevimento.
Conforme explicado no Xadrez de ontem, o suposto vazamento  contra Dias Toffoli se autodestruía em 30 segundos. Na própria denúncia já se fazia a defesa de Toffoli e os próprios blogueiros deVeja se incumbiam de defendê-lo. Trata-se de um factoide similar ao grampo sem áudio da conversa entre Gilmar Neves e Demóstenes Torres, com ambos se auto-elogiando.
Mesmo assim, tinha tudo para se tornar o mote para um xeque pastor em Janot e na Lava Jato. A sucessão de declarações dos procuradores da Lava Jato, os abusos, o carnaval em torno do decálogo de Moisés e outros atrevimentos foram criando ressentimentos cada vez maiores no STF. Nenhum Ministro se manifestava com receio de se tornar alvo de campanhas infames, como a que vitimou o Ministro Luís Roberto Barroso. É uma tarefa para Gilmar, o destemido.
Ele espera o momento, encontra o álibi na capa da Veja, e cai matando sobre a Lava Jato.
Xeque-mate de Gilmar em Janot? Não. Xeque duplo nas investigações, e explico.

Capítulo 5 – o xeque duplo

Há várias hipóteses sobre os autores e a motivação da denúncia:
Hipótese 1 – foi um membro da Lava Jato, aliado a José Serra e Gilmar Mendes, interessado em melar o depoimento da OAS.
Hipótese 2 – foi vingança de procuradores contra decisões recentes de Toffoli.
Hipótese 3 – partiu dos advogados da OAS.
As duas primeiras são hipóteses verossímeis. A Hipótese 3 é a única absolutamente inverossímil. Primeiro, pela constatação do próprio Janot, que não havia nenhum anexo nas preliminares da delação versando sobre a tal reforma na casa de Toffoli. Janot diz que seria impossível ao MPF vazar essa informação, porque não existia. Se não existia, como atribuí-la aos advogados da OAS? E a troco de quê eles divulgariam uma informação contra um Ministro do STF, que qualquer amador saberia que poderia comprometer a delação?
E, no entanto, Janot tratou rapidamente de difundir a tal versão, anunciando a suspensão das negociações com a OAS.
Não havia lógica. Era evidente que a tal capa foi um factoide visando anular a delação da OAS. A troco de quê o ladino Janot, que dispõe de vários oficiais generais analisando a conjuntura, não captaria as intenções do factoide?
Há duas hipóteses para explicar a decisão de Janot:
Hipótese 1 – Janot piscou. Assustou-se com a possível reação do Supremo e saiu acusando os advogados da OAS, mesmo sem provas, antes mesmo de iniciar qualquer investigação, seguindo o padrão Lava Jato.
Hipótese 2 – Janot aproveitou o carnaval em torno do episódio para afastar de si o cálice da delação da OAS.
Aposto fechado na segunda hipótese.
Tem-se, enfim, um jogo em que Capablanca e Alekhine combinam a resultado final: Janot e Gilmar trocam tiros entre si, simulam um combate entre Darth Vader e Luke Skywalker e ambos conseguem chegar ao mesmo resultado: a anulação da delação da OAS salvando Serra, Aécio e, democraticamente, possivelmente algumas cabeças do PT.
O jogo termina empatado com Gilmar e Janot vitoriosos. E, em um arremate elegante, Gilmar declara que a delação não deveria ser suspensa, para permitir a Janot o ultimo lance do jogo.
De fato, um clássico do xadrez político. 

DEPUTADA DO DF MEMBRO DO CLÂ DO MORO É AFASTADA POR CORRUPÇÂO



Bateu polícia na casa da deputada Celina Leão, ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito
Federal.
A operação visa buscar e apreender provas de crimes de corrupção ativa, passiva ou concussão, 
envolvendo o pagamento de propina a ela e a outros deputados da Mesa Diretora, em um esquema 
que desviou R$ 31 milhões de reais de sobras orçamentárias da Câmara, em 2015 para empresas que 
prestam serviços à Secretaria de Saúde do DF.
Celina foi afastada da Presidência da Câmara pela Justiça, exatamente como ocorreu com Eduardo 
Cunha na Câmara Federal.
Um “pequeno” detalhe: a D. Celina se apresentava como campeã da moralidade.
Posava para fotos com Sérgio Moro, dizendo serem “caçadores de corruptos”
Ia às manifestações pelo impeachment carregando “pixulecos” e cartazes com “tchau, querida”.
Igual fazia com Michel Temer, como você pode ver na foto ao lado.
Mas o seu queridinho era mesmo o senador Cristovam Buarque, a quem apadrinhou a entrada no 
PPS, onde ele certamente buscava um refúgio para sua pureza.
Ele defende um crédito de confiança para a moça…
O jornalista Luís Costa Pinto resumiu a situação de pré-sem teto do senador:
“E Cristovam Buarque, hein? Não acerta uma… filiou-se ao PPS para fazer parte da base de Temer e 
pimba: o diretório do PPS no DF foi desmantelado pela Justiça e pela Polícia Civil, levando sob vara 
a presidente da Câmara Legislativa e o vice dela, ambos aliados de Buarque. Em uma semana 
Cristovam estará sem partido de novo.”
Eu já penso diferente.
Acho que Cristovam tem cadeira cativa em algum PSC.
Partido dos Sem Caráter, Partido dos sem Coerência, Partido dos Sem Coragem…

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SINDICATO DE LADRÔES: MOREIRA "GANGUE" E ELISEU "QUADRILHA" DISPUTAM R$ 300 MI DA PUBLICIDADE


A fritura do secretário de Comunicação Marcio Freitas, que recebeu ilegalmente R$ 240 mil no 
mesmo período em que já era assessor de imprensa de Michel Temer, tem como pano de fundo 
a disputa entre dois nomes fortes do governo provisório, Eliseu Padilha e Moreira Franco, pelo 
controle da publicidade oficial; enquanto Moreira quer nomear um secretário de Comunicação 
da sua mais estrita confiança, Padilha já indicou publicitários para tocar os gastos com a 
propaganda oficial; além disso, em setembro será feita a licitação das novas três agências da 
Secom, num contrato superior a R$ 300 milhões.

247 – A fritura de Marcio Freitas, atual secretário de Comunicação do governo interino, que deverá 
ser afastado por ter recebido ilegalmente R$ 240 mil por meio se sua empresa quando já era assessor 
de imprensa de Michel Temer (saiba mais aqui), deve abrir uma guerra entre dois aliados de Michel 
Temer pelo controle da publicidade oficial. São eles Moreira Franco e Eliseu Padilha.
Aparentemente, o responsável pelo fogo amigo contra Freitas foi Moreira Franco, assessor de Temer, 
que presidiu a Fundação Ulysses Guimarães e tinha pleno conhecimento da dupla militância do atual 
secretário de Comunicação, como empresário e servidor público ao mesmo tempo. Moreira estaria 
interessado em nomear uma pessoa de sua confiança, com maior reconhecimento no mercado, 
podendo até dar novamente status de ministério à Secom.
Com isso, as verbas de publicidade voltariam da Casa Civil para a Secretaria. Na reforma 
administrativa de Temer, o controle da publicidade passou para Eliseu Padilha, que já contratou 
publicitários para fazer os novos planos de mídia do governo federal e das estatais e também para 
cuidar daquela que será uma das maiores licitações de 2016: a da publicidade da própria Secom.
Em setembro, deve ser licitado o contrato das três agências que atendem a secretaria e realizam todas 
as campanhas do governo federal. Hoje, as agências contratadas são a Leo Burnett, a Propeg e a 
Nova S/B. Tanto Moreira quanto Padilha querem influir no processo de escolha das próximas 
agências.
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REPUBLICA DOS PATETAS: A CENSURA AO FILME ‘AQUARIUS’



por Leandro Fortes, no Facebook

Além da repressão e do arbítrio, uma das principais características de toda ditadura é o ridículo.
A ocupação do espaço público de forma ilegítima, sem voto nem sustentação constitucional, torna o 
governo uma ferida aberta para todo tipo de parasita, sobretudo os mais patéticos, os mais 
mesquinhos.
Essa decisão de impor uma censura de 18 anos ao filme Aquarius - Filme é uma dessas retaliações 
que só um governo ridículo, comandado por imbecis, poder ter coragem de fazer assim, à luz do dia.
É o tipo de censura que os patetas de 1964 faziam à imprensa por meio de bilhetinhos enviados às 
redações, um mosaico nonsense de mensagens que ajuda a entender o tamanho do ridículo daquela 
ditadura.
Incrível é que, ainda assim, em nome da doença do antipetismo e com a força do protofascismo 
nacional, estejamos às vésperas da consolidação de um golpe de Estado.
Para manter essa gente, ridícula e mesquinha, sem voto e sem vergonha, no poder.
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Aquarius | Diretor do filme se revolta com censura por 
“conteúdo sexual”

no Observatório do Cinema

O diretor Kleber Mendonça Filho não se conforma com a classificação indicativa “para maiores de 
18 anos” dada ao seu filme Aquarius, estrelado por Sônia Braga e aplaudido em Cannes.
Segundo o jornal O Globo, a classificação foi atribuída por “situações sexuais complexas”, mesmo 
que o diretor negue veementemente que o filme tenha qualquer conteúdo que justifique a decisão.
“Surpresos com a Censura ’18 anos’ dada a Aquarius pelo Ministério da Justiça. É incrível ver que 
Aquarius está se tornando o filme mais controvertido do ano, aparentemente por celebrar a vida de 
maneira generosa, por ter um ponto de vista social e político forte e ainda trazer como personagem 
principal essa coisa assustadora para muita gente que é uma mulher forte, que não leva desaforo para 
casa”, escreveu a produção do filme no Facebook.
Na trama de Aquarius, Sônia Braga interpreta uma senhora que se recusa a se mudar do seu 
apartamento mesmo quando se torna a última moradora do prédio, que uma companhia quer comprar 
para demolir. A personagem jura que só sairá de sua casa quando estiver morta.
A Netflix comprou os direitos de distribuição internacional do filme, mas no Brasil o longa sai no dia 
1º de setembro nos cinemas.
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PROCURADOR ALMOFADINHA DA GLOBO JATO REVELA QUE PARTICIPOU DO GOLPE


Foto: Reprodução/ Folha

Nota da Folha revela que procuradores sempre souberam que participavam do processo de golpe contra Dilma.


Os Almofadas de Curitiba

Sob anonimato, um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo descartados. “Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já nos usaram, dizem chega”, disse o procurador.
Conforme o GGN mostrou semanas atrás, a Lava Jato bateu recorde de aparecimento nas manchetes de jornais durante o mês de março de 2016, criando o clima favorável ao impeachment de Dilma Rousseff na Câmara. Mais de um terço das capas da Folha foram dedicadas à operação e a outras investigações contra Lula. O próprio Datafolha nunca usou as pedaladas fiscais para questionar à população se Dilma merecia o impeachment. A pergunta feita era se as “revelações” da Lava Jato deveriam render o seu afastamento.
A fala do procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte, apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, “o Estado-maior da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário pode acabar se transformando em um freio na operação.”
Após o episódio, Gilmar deu uma série de entrevistas sinalizando que a Lava Jato está se comportando como um grupo de “heróis” sem limites e que deveria, ao invés disso, “calçar as sandálias da humildade”. O ministro também disparou contra uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé. Chegou a dizer que isso é coisa de “cretino”.
Com a reação do ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as negociações.
Histórico de abusos
A suspensão e a pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em xeque os limites de sua atuação.
A título de exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento “é crime em qualquer lugar do mundo”.
Além disso, foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?
Hoje, o GGN aponta em artigo de Luis Nassif que a suspensão da delação da OAS é um“empate vitorioso” entre Gilmar e Janot, com um importante desdobramento sobre a classe política: deve livrar a cara de José Serra e Aécio Neves (PSDB) – além de alguns petistas – que, como já se sabia, eram citados por Léo Pinheiro na delação.
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SENADOR CUZÂO, O CRISTOVAM VAI À JUSTIÇA CONTRA AS CRITICAS DE GOLPISTA NAS REDES


Senador Cuzão, Cristovam Buarque (PPS-DF) montou uma força-tarefa para monitorar as 
redes sociais e anuncia que calúnias e difamações serão encaminhadas à Justiça; parlamentar, 
que votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, vem sendo chamado de golpista e 
traidor na internet; "O sectarismo está passando do limite e do bom senso", diz ele.

Brasília 247 - O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) montou uma força-tarefa para monitorar as 
redes sociais. Segundo a Coluna do Estadão, a iniciativa tem como objetivo monitorar as críticas que 
o parlamentar vem recebendo por apoiar o impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff.
Cristovam vem sendo acusado de golpista e traidor nas redes sociais. Calúnias e difamações serão 
encaminhadas à Justiça. "O sectarismo está passando do limite e do bom senso", afirmou o senador.
O antigo partido de Cristovam, o PDT, fechou posição contrária ao afastamento da presidente Dilma. 
Antes de a legenda se posicionar oficialmente contra o impeachment, o senador migrou para o PPS, 
em fevereiro, por ter mais chances de ser candidato a presidente da República em 2018 - o PDT tem 
o ex-ministro Ciro Gomes (CE) como pré-candidato.
O PPS foi um dos partidos a favor do afastamento de Dilma e integra o primeiro escalão do governo 
do presidente interino, Michel Temer - Raul Junngmann (PE) é o atual ministro da Defesa.
Leia alguns exemplos de postagens em que leitores respondem a Cristovam no Twitter.

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NÂO É FAKE !!! MILAGRE NO BRASIL !!! PRESIDENTE DO PSDB VAI EM CANA !!!


A água tá batendo no bum-bum! 

PF prende temporariamente presidente do PSDB de Goiás

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (24) o presidente do PSDB de Goiás, Afrêni 
Gonçalves Leite, pela operação Decantação, que investiga o suposto desvio de R$ 4,5 milhões de 
dinheiro público por meio de contratos fraudulentos da Saneago, empresa de Saneamento de Goiás.
O PSDB de Goiás aparece como um dos beneficiários do esquema por supostamente receber 
dinheiro ilícito por meio de doações legais e também via caixa dois. Por isso, o presidente foi preso 
temporariamente.
(...) De acordo com a PF, recursos oriundos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de 
financiamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal foram desviados para pagamento de 
propinas e dívidas de campanhas políticas do partido.
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CORRENTE MAJORITÁRIA QUER LULA COMO PRESIDENTE DO PT


A ala Construindo um Novo Brasil, que é majoritária dentro do PT, articula para que o ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma também o comando da legenda; o PT, no entanto, 
se posicionou contra a tese de novas eleições, mas afirmou que a iniciativa cabe ao Senado; “A 
questão está posta por ela. Ela se dispõe, voltando à Presidência, a propor a convocação de um 
plebiscito. Cabe ao Senado, por maioria simples, convocar um plebiscito”, disse Rui Falcão, 
presidente do partido

247 – Em reunião ocorrida nesta terça-feira, 23, a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores 
decidiu adiar de dezembro deste ano para março de 2017 o Encontro Nacional Extraordinário, no 
qual deve ser discutida a abreviação do mandato da atual direção da sigla, segundo informa o 
jornalista Ricardo Galhardo.
O objetivo, diz ele, é permitir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se torne também 
presidente do PT, numa ação liderada pela ala majoritária do partido, a corrente Construindo um 
Novo Brasil. "A manobra, encabeçada pela CNB, abre caminho para a chamada 'solução Lula' na 
presidência do partido, hoje comandado por Rui Falcão. A ideia é ganhar tempo para viabilizar a 
proposta, barrar o avanço das correntes de esquerda que se uniram no movimento Muda PT – que 
inclui ainda parte expressiva da bancada no Congresso Nacional – e evitar um racha na legenda", diz 
Galhardo.
Lula, embora ciente da articulação, ainda não teria dado seu sinal verde.
Na mesma reunião, a Executiva Nacional do PT negou apoio à proposta da presidente afastada 
Dilma Rousseff de um plebiscito para realização de novas eleições presidenciais. Mas Rui Falcão, 
presidente do PT, disse que a iniciativa é do Senado.
“A questão está posta por ela. Ela se dispõe, voltando à Presidência, a propor a convocação de um 
plebiscito. Cabe ao Senado, por maioria simples, convocar um plebiscito”, disse ele
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JOÃO PLENÁRIO CHAMA DE "CRETINOS" O MORO E OS ALMOFADINHAS DO MP


Agora que ele descobriu os cretinos

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça (23) que 
integrantes do Ministério Público Federal devem "calçar as sandálias da 
humildade". Classificou ainda de "cretino" quem criou proposta de combate à corrupção 
defendida pelo juiz Sergio Moro e pelo coordenador da Lava Jato no Paraná, procurador 
Deltan Dallagnol. "É aquela coisa de delírio. Veja as dez propostas que apresentaram. Uma 
delas diz que prova ilícita feita de boa fé deve ser validada. Quem faz uma proposta dessa não 
conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino absoluto. Imagina que amanhã eu 
posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé", disse o ministro.(...)

O Governo Temer, ao contrário dos de Lula e Dilma, não indicou um ministro sequer para o 
Supremo.
Mas tem lá o seu líder, com mais poder que o presidente que sai, Ricardo Lewandowski, e 
muitíssimo mais do que a que entra, Carmem Lúcia.
Gilmar Mendes, que hoje deu o mais violento passa-fora nas pretensões da República de Curitiba de 
ir além de seu papel no script: derrubar Dilma, desmoralizar Lula e destruir a esquerda, PT à frente.
Chamou de “cretino absoluto” quem criou a proposta de “10 medidas contra a corrupção” defendidas 
por Sérgio Moro no Congresso, dias atrás, e pela turma de procuradores da Lava Jato, com o aval de 
Rodrigo Janot.
“Veja as dez propostas que apresentaram. Uma delas diz que prova ilícita feita de boa fé deve ser 
validada. Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino 
absoluto. Imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé”
Partiu para cima, diretamente, do próprio Janot, ao desqualificar – com toda a razão, aliás – a sua 
decisão de interromper o processo de delação premiada da OAS, como se isso fosse resolver o 
problema do vazamento infamante contra Dias Tóffoli.
“Não entendo que seja o caso de suspender a delação ou prejudicar quem esteja disposto a contribuir 
com a Justiça. Eu acho que a investigação tem que ser em relação aos investigadores, porque esses 
vazamentos têm sido muito comuns, é uma prática bastante constante, e eu acho que é um caso típico 
de abuso de autoridade e isso precisa ser examinado com toda cautela.”
Cobrou também o resultado de investigações sobre os vazamentos de delações. Claro que não as que 
envolveram Lula, mas as que mencionaram Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney.
“As investigações sobre aquele episódio da prisão preventiva. Onde elas estão? Há quanto tempo? Já 
houve alguma conclusão? Foi pedido. Então, isso precisa ser esclarecido”
Enquanto isso, os ministros indicados pelos governos petistas dedicam-se com afinco a verificar se 
as firmas foram reconhecidas, os prazos certificados e as folhas numeradas com exatidão no 
processo de afastamento de Dilma Rousseff.
E discretamente, torcem para que Gilmar faça picadinho de Moro e do MP e que os preserve como 
as autoridades que abriram mão de ser.
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Em tempo: Gilmar também criticou a suspensão das tentativas de acordo de delação premiada com 
ex-executivos da OAS. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tomou essa decisão após 
vazamento de informações confidenciais.
"E as investigações do vazamento daquelas prisões preventivas, onde estão? Já houve conclusão? O 
resumo da ópera é: você não combate crime cometendo crime. Ninguém pode se achar o "o" do 
borogodó. Cada um vai ter seu tamanho no final da história. Um pouco mais de modéstia, calcem as 
sandálias da humildade", disse o ministro.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O PILANTRA QUE ESTÁ POR TRÁS DOS ATAQUES AO MINISTRO BARROSO


Responsável pelo site "Vetorm.com", que denunciou offshore da esposa do ministro do STF, é 
ligado ao PSDB do Paraná. Ari Cristiano Nogueira já foi condenado por usar ONG para 
atacar adversários políticos. Publicações contra Barroso revelam intuito de vê-lo fora da Lava Jato.

Cíntia Alves

Jornal GGN – Desde o final de 2015, quando encabeçou uma discussão no Supremo Tribunal Federal que fez a maioria da Corte invalidar a comissão especial do impeachment da Câmara contra Dilma Rousseff, o ministro Luis Roberto Barroso virou alvo preferencial de uma série de textos publicados no site “Vetorm.com”.
O sítio já abordou a existência de uma offshore nos Estados Unidos em nome da esposa de Barroso, a renovação de um contrato entre a Eletronorte e o escritório de advocacia do pai do ministro, a relação de pessoas de sua família com empresas investigadas pela Operação Lava Jato, entre outros temas que, em tese, denotam falta de “ética e imparcialidade” por parte do magistrado.
Nas últimas semanas, contando com o apoio dos blogueiros de Veja, o portal praticamente passou a fazer campanha para que Barroso seja expulso do STF por ter “favorecido” Dilma ou, no mínimo, impedido de tomar qualquer decisão no âmbito da Operação Lava Jato. Em alguns textos, há pedidos diretos para que ele se declare “suspeito”. Todas as publicações são feitas sem a assinatura de um responsável pelas informações.
Com ajuda de um especialista em web, o GGN descobriu que o Vetorm.com – ou Vetor Mil Documento e Informação – está hospedado na cidade de Davis, na Califórnia (EUA). O registro foi feito em setembro de 2012, com apoio do servidor de DNS da Oi Soluções Empresas, em nome de Ari Cristiano Nogueira. 



LIGAÇÕES COM PSDB
Ari Cristiano Nogueira é ex-assessor parlamentar do deputado federal licenciado Valdir Luiz Rossoni (PSDB), atual secretário-chefe da Casa Civil do governo do Paraná. Segundo os dados levantados pela reportagem, Ari mora em Curitiba, capital federal da Lava Jato.
Ari virou destaque na Gazeta do Povo e outros jornais quando foi denunciado por procuradores estaduais por integrar uma lista de funcionários fantasmas que Rossoni cultivava na Assembleia Legislativa do Paraná desde a década de 1990. O prejuízo aos cofres públicos passou da casa dos R$ 700 mil. Em maio passado, o tucano teve R$ 2,3 milhões em bens bloqueados em função do processo.
Em agosto de 2013, ano das famosas manifestações contra o reajuste das tarifas de transporte público coletivo, André Barrocal, repórter da CartaCapital, revelou que Ari Cristiano Nogueira usava o codinome Ary Kara para convocar grupos de direita para atos que ficaram conhecidos como “Operação Sete de Setembro”.
“Até junho de 2012, [Ari] era assessor do presidente do partido no Paraná [Rossoni], como contratado na Assembleia. Deixou o gabinete para trabalhar na campanha à reeleição do então prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, que concluía o mandato herdado em 2010 do atual governador do Paraná, o tucano Beto Richa (PSDB).”
Contra Ari consta na Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro uma condenação por usar a ONG Brazil No Corrupt – Mãos Limpas, da qual é proprietário, para fazer propaganda irregular e atacar adversários dos deputados Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Em 2011, essa mesma ONG foi usada para criar nas redes sociais uma campanha contra o PT no julgamento do mensalão. Um dos atuais alvos do site é o deputado federal Wadih Damous (PT), defendor de Dilma no impeachment junto a OEA (Organização dos Estados Americanos).
Em meados de 2016, Nogueira foi convocado para assumir o cargo de assistente administrativo daJunta Comercial do Paraná.
ANONIMATO
Em janeiro, quando publicou que a esposa do ministro Barroso é suposta dona de uma offshore nos Estados Unidos, o Vetorm.com foi enquadrado pelo jornalista Carlos Newton, do Tribuna da Internet, que criticou a falta de transparência. Newton vinha acompanhando e endossando as denúncias contra Barroso desde a decisão do STF que "beneficiou" Dilma no impeachment, mas achou muito baixo um ataque sem que a fonte de informação tivesse dono.
Em resposta, o Vetorm.com sustentou que não usa "anonimato" para atacar Barroso, “tanto que é uma empresa constituída no Brasil em parceria com outro ex-jornalista do UOL, Globo e Gazeta do Povo da empresa Politika.” Dados do site apontam que esse jornalista seria Marcus V. R. Gomes, que também vive em Curitiba.
O site ainda se orgulha de, em meados de 2011, ter compartilhado "o inquérito da Monte Carlo na íntegra, porém por meio de um blog (vetormil.blogspot.com).”
“(...) Sobre o caso Barroso, não finalizamos a série de reportagens, não fizemos juízo da legalidade ou ilegalidade dos atos do ministro do STF. Nossa opinião não foi colocada”, sustentou o portal, em absoluta contrariedade com o que se lê nas postagens que citam o ministro do Supremo [veja levantamento abaixo]."
Ao final da nota, o Vetorm.com ainda apontou que estuda encaminhar “ao Ministério Publico, CNJ [Conselho Nacional de Justiça] ou a quem interessar” a documentação que tem juntado contra Barroso, “para que se investigue se existem ilegalidades nos atos do ministro.”
A ESCALADA CONTRA BARROSO
O GGN levantou as principais investidas contra Barroso desde dezembro de 2015, quando o STF decidiu, a partir do julgamento da ADPF 378, que a comissão especial do impeachment eleita sob voto secreto, em sessão liderada por Eduardo Cunha (PMDB), era inválida, entre outros pontos.
22/12/2015 – Augusto Nunes, na Veja, chama Barroso de “vigarista”. Cita matéria do Portal Vox e um vídeo da sessão do STF sobre o rito do impeachment, afirmando que o ministro escondeu deliberadamente um trecho do regimento interno da Câmara que permite o voto secreto em eleições internas. Resultado da discussão no Supremo fez a Câmara criar uma nova comissão especial do impeachment. Juristas criticaram Barroso por intervir nas competências do Legislativo e levar os demais ministros a erro.
Na mesma semana, outro colaborador de Veja disse que tinha "nojo" de Barroso em programa de rádio, e perguntou ao ministro se ele "está pensando que o País é o seu grupinho em Ipanema, Copacabana ou Leblon". O mesmo defendeu o impeachment de Barroso no Senado. "Supremo não existe para fazer julgamento de mérito das coisas. Vai catar coquinho!", disparou.



31/12/2015 – “Esposa de ministro do STF Luis Roberto Barroso abre Offshore com nome de solteira”. Primeira matéria do Vetorm.com, sem assinatura, contra Barroso, noticiando que Tereza Cristina Van Brussel Barroso abriu, em junho de 2014, a offshore Telube Florida, LCC, registrada nos Estados Unidos. O texto sugere que no endereço da offshore, numa “ilha paradisíaca”, existe um imóvel supostamente de Barroso e sua esposa que merece investigação. “Acreditamos que a esposa de Barroso declarou ao Banco Central a Offshore e os recursos recebidos em 2014 e 2015, caso contrário o ministro está muito encrencado."
2/1/2016 – “Esposa do ministro Barroso compartilha vídeo para sociedade se mobilizar pelo impeachment de Dilma”. No texto, Vetorm.com diz que "chamou a atenção que o mesmo vídeo fala sobre chantagens e ameaças entre os poderes. Qual seria o motivo para a esposa do Ministro abrir uma Offshore e adquirir um imóvel na ilha de Key Biscayne ( Miami ) nos Estados Unidos? Temos muitas perguntas para poucas repostas…”
3/1/2016 – “Governo Dilma renovou dia 29/12 contrato com empresa do pai de Barroso 12 dias após decisão sobre impeachment.” Texto mostra página do Diário Oficial da União, do dia 29 de dezembro de 2015, registrando um aditivo contratual entre a Barroso Fontelles, Barcellos, Mendonça & Associados e a Eletronorte. O Vetorm.com insinua que Barroso segue fazendo parte do quadro societário da empresa de seu pai e, portanto, é beneficiado pelo contrato com a estatal. Caso foi abordado pelo GGN.
6/1/2016 – Portal “Tribuna da Internet” acusa Vetorm.com de atuar no anonimato para atacar Barroso, condição que faz o ministro uma “vítima”. "O site Vetor.com está vivendo seus quinze minutos de fama, ao expor o ministro Barroso e sua família", escreveu o jornalista Carlos Newton Leitão de Azevedo, que também usou a Tribuna para denunciar Barroso e Ricardo Lewandowski em relação ao impeachment.
No mesmo texto, Newton elogia jornalistas como Felipe Moura e Augusto Nunes por serem os únicos da grande mídia que estão “mantendo fogo sobre Barroso”.
12/1/2016 – “Construtora da sogra de Barroso nas obras da Odebrecht e Braskem, alvos da Lava Jato”. Diz o texto: “A família do Ministro do STF volta ao centro das nossas atenções devido as relações comerciais com alguns réus da Lava Jato. A grande imprensa montou uma blindagem a essas relações que nos causou estranheza, pois acreditamos que não existe ilegalidade se o ministro não atuar no caso conhecido também como Petrolão/ Eletrolão”, em clara demonstração de que as investidas têm o objetivo de tirar Barroso da Lava Jato.
21/2/2016 – Mesa do Senado recebe pedido de impeachment de Barroso por erro no julgamento da ADPF 378. Autor é leitor assíduo do portal Tribuna da Internet.
21/2/2016 – “Patrícia Barroso no Arraial da Borghi Lowe e o Ministro Novato do STF – Lava Jato”.Matéria insinua que a delação da Borghi Lowe na Lava Jato não vazou porque a executiva de Contas de Publicidade da empresa era Patricia Barroso, prima do ministro. “Patricia é filha de Jorge Barroso, o saudoso Jorginho da UNB, que é irmão do pai do ministro que assumiu os contratos com o governo Dilma após Barroso ser nomeado ao STF, que já foi polêmico e no mínimo suspeito.”
15/3/2016 – “Joao Telles cunhado do Ministro Barroso do STF é Gerente do ERG da ECOVIX (ENGEVIX) e ja foi da EAS ( Queiroz Galvao/Camargo Correa)”
"O irmão da esposa do ministro Barroso, João Miguel Van Brussel Telles (...) é gerente da Ecovix – Engevix Construções Oceânicas desde 2011. Antes disso, era chefão no EAS-Estaleiro Atlântico Sul da Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. (...) Com as ligações do ministro Barroso com alvos da Lava Jato e seus familiares envolvidos com investigados e condenados, começo a me perguntar se ele não deveria renunciar ao cargo de ministro."
30/3/2016 – Vetorm.com republica O Antagonista, denunciando que um dos defensores de Dilma no processo do impeachment é o advogado Ricardo Ribeiro Lodi. “Lodi foi apresentado aos deputados como ‘professor da Uerj’, mas ele é também sócio do escritório de advocacia Barroso Fontelles, Barcellos, Mendonça e Associados. Antes, o escritório se chamava Luís Roberto Barroso e Associados – Escritório de Advocacia. Ao assumir a cadeira no Supremo, o ministro Luís Barroso mudou o nome da banca e a entregou ao sobrinho Rafael.”
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LERDO E DESINFORMADO, O DEBATE DA BAND SERVIU PARA ENTENDER POR QUE A UNIVERSAL ESCONDE RUSSOMANNO


Intelectuais no debate da Band ...rsrsrsrsrs....

por : Jose Cassio

O primeiro confronto entre os candidatos a prefeitura de São Paulo, realizado nesta segunda, 22, pela
Band, mostrou porque os dirigentes do PRB se mantêm em dúvida sobre a conveniência de
participação do representante do partido, Celso Russomanno.
Desinformado, lerdo de raciocínio, Russomanno protagonizou os piores momentos da atração, ao
lado de Major Olímpio.
Chegou a declarar, sem nenhuma justificativa plausível, que uma das soluções para a melhoria dos
problemas da saúde passa pela elevação do salários do médicos.
Disse que se for eleito pretende fixar o vencimento deles em algo próximo a R$ 25 mil.
Até Major Olímpio estranhou. “Primeiro não há orçamento para isso. Depois, como é possível
aumentar salário dos médicos desconsiderando os demais profissionais? Vai arrumar briga e não vai
melhorar nada”, retrucou o candidato do Solidariedade.
Russomanno murmurou algumas palavras que ninguém entendeu e continuou no seu canto, na
esperança de ser esquecido e de olho no relógio, torcendo para que o tempo passasse rápido.
Com o líder nas pesquisas fora de combate, o público pode assistir um bom confronto de ideias entre
Marta (PMDB) e Fernando Haddad (PT), com alguns lampejos, sempre em tom agressivo,
principalmente contra o PT, de João Doria (PSDB).
Num ato falho, Marta, encerrou sua participação dizendo que em 2001 pegou uma cidade em
situação muito pior que a atual do ponto de vista financeiro e administrativo.
“Eu tenho experiência e gosto de desafios”, disse a candidata do PMDB. “Quero ser prefeita de novo
para melhorar a educação, a saúde, e também a segurança e fazer de São Paulo a melhor cidade do
mundo”.
Novato em eleições, João Doria focou na contundência das críticas ao PT, mostrou certa confusão
em conceitos e reiterou o discurso de levar para a administração publica a sua “experiência na vida
privada”, sem considerar que grande parte do seu sucesso empresarial se deve a lobby que sempre
praticou envolvendo interesses privados e as mamatas da coisa pública.
Para o bem ou para o mal, Fernando Haddad teve, enfim, a oportunidade que a imprensa vem lhe
negando desde que assumiu a prefeitura: comentar sobre os projetos e resultados do seu governo.
Esclareceu sobre os impactos de programas em diversas áreas: mobilidade, educação, saúde,
garantias sociais, respeito às minorias, entre outras.
“Trabalhamos com gente de todos os partidos, avançamos mais que os governos anteriores em todas
as áreas”, disse. “Ainda falta muito? Sem dúvida, mas nosso objetivo é continuar caminhando, sem
um projeto pessoal de poder, mas sim defendendo uma ideia de cidade para todos”.
Com uma linha de pensamento mais ampla e clara que os oponentes, Haddad se igualou a Marta e
deixou os adversários para trás, pela ordem: João Doria, Major Olímpio e o lerdo do Russomanno
em último com louvor.
Ao concluir essas linhas, fica a curiosidade de saber como o público vai reagir nas pesquisas de
opinião.
Certeza, por enquanto, tenho uma: o primeiro encontro mostrou o acerto estratégico dos bispos da
Universal de tentar esconder o seu candidato. Se os paulistanos de fato levarem o debate de ideias a
sério, Russomanno não tem a mínima chance.
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JANETE: ACORDO DE DELAÇÃO COM OAS ESTÁ ROMPIDO !! (PARA LIVRAR AÉCIO E SERRA)



POR FERNANDO BRITO 

Na Folha, a Procuradoria Geral da República confirma que está oficialmente “rompida” a negociação
da delação premiada do empreiteiro Léo Pinheiro, , ex-presidente da OAS.
Como se comentou mais cedo aqui, a partir do noticiário de O Globo, é estranho que Janot trate isso
como um simples “rompimento”, como se a relação entre o MP e os delatores fosse um namorico
inconsequente.
Não é.
O acordo de confidencialidade que foi rompido é um compromisso legal e sua quebra tem de gerar
consequências.
É, portanto, indispensável saber quem o quebrou, Se foram os promotores ou os policiais federais
cometeram crime de violação de sigilo funcional e devem responder por isso.
A PGR parece partir do princípio que foram os advogados da OAS, para “melar” o acordo de
delação.
Isso não faz o menor sentido, porque a delação ser aceita é a esperança de Léo Pinheiro em ver
reduzida a pena de mais de 16 anos de prisão a que foi sentenciado. Por que iria comprometer sua
única chance de ser mais um no paraíso das tornozeleiras?
Se não é a ele quem interessa, a quem interessa.
Parece que o Dr. Janot não quer saber.
Se o Ministro Dias Tóffoli quiser honrar a toga que enverga, tem a obrigação de oficiar a Janot
pedindo a apuração do vazamento para a Veja.
Se…